Itajaí

Cruzaram Santa Catarina de zica

Dois são de Balneário Camboriú e outra de Itapema. Pedalaram 660 quilômetros serra acima durante oito dias

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Os ciclistas Alexson Luiz Breda, 52 anos, Belani Niedermeier Breda, 51, de Balneário Camboriú, e a irmã Lina Niedermeier, 56, de Itapema, completaram o desafio de cruzar o estado de bicicleta. Ao entardecer de sexta-feira, depois de oito dias e um total de 655 km pedalados, chegaram a cidade de Maravilha, no Oeste de Santa Catarina. Os ciclistas enfrentaram calor, chuva forte e muita serra, mas, garantem, a experiência de botar o pé na estrada e pedalar recompensou o cansaço. O trio saiu do Balneário no dia 13, uma sexta. Durante a viagem, contabilizaram sete furos de pneu e uma corrente que arrebentou. Para isso, Alexson fez o remendo das câmaras e outros pequenos ajustes. Na bagagem, levaram roupas, produtos de higiene pessoal, água, capa de chuva e ferramentas. Foram duas malas com 24 litros de volume cada e uma de 15 litros. “A mulher que é vaidosa tem que deixar de lado muita coisa, porque tem que levar só o necessário, o básico, pois quanto menos peso melhor”, dá a dica Belani. As noites eles passaram em hotéis. O trio ficou surpreso com o respeito dos motoristas em relação aos ciclistas. “Foi bem perceptível a consciência dos motoristas, tá bem evoluída, pelo menos a gente percebeu isso”, diz Alexson. Segundo ele, apenas os trechos de Indaial e Rio do Sul foram mais perigosos porque eram longos e sem acostamento. Agora, os ciclistas vão passar um tempo em Maravilha, cidade natal deles, para as comemorações de aniversário de 80 anos do pai de Alexson. Na primeira semana de novembro Alexson e Belani voltam de bicicleta, mas devem mudar um pouco o trajeto, passando por Caçador. Lina não volta de bike. O diário da viagem No primeiro dia foram pedalados 118 km até Apiúna. No segundo foram até o meio da serra da Santa, em Taió, e no dia seguinte até Brunópolis. De Brunópolis, o trio pedalou até Joaçaba, onde passou um dia descansando na casa de parentes e fazendo a manutenção das bikes. No sexto dia de viagem, Lina, Belani e Alexson pegaram a estrada até Ponte Serrada. “Para mim esse foi o dia mais puxado, cheguei morto no hotel. Foram 86 km, praticamente só de subida”, contou Alexson. No dia seguinte subiram a serra de Irani, um trecho muito puxado, embaixo de sol de 41°C. No penúltimo dia, até Chapecó, a viagem foi debaixo de chuva e, para a surpresa dos ciclistas, foi melhor do que o esperado. “Tivemos a experiência de andar na chuva. Parece que é pior, mas em termos físicos, pedalar na chuva rende mais, é melhor. Mas à noite chegamos ao hotel encharcados”, diz Alexson. No último dia, na sexta-feira, de Chapecó a Maravilha, a viagem foi mais tranquila. Apenas um imprevisto atrasou a chegada. Alexson conta que, faltando apenas 6 km, a correia da bicicleta de Belani estourou e foi preciso chamar um mecânico para consertar. A viagem foi concluída às 17h45, quando passaram pelo trevo de Maravilha. O trio foi recebido pelo grupo de Pedal Maravilha. “Pra quem gosta de aventura, de pedalar, tudo vale a pena. Chegamos ao final do dia cansados, mas o que passamos durante o dia, as paisagens, as pessoas que conhecemos, vale tudo a pena. E no dia seguinte não vemos a hora de pegar a estrada de novo”, diz Belani, esposa de Alexson, que já planeja a próxima aventura. “É um vício”, comenta. “Vira cachaça”, acrescenta Alexson. Como tudo começou Lina pedala há mais tempo. Foi ela quem incentivou a irmã Belani e o cunhado Alexson a começar a praticar o ciclismo. E eles gostaram tanto que decidiram cruzar Santa Catarina de Leste a Oeste de bicicleta. “Quando Alexson lançou a ideia de atravessar o estado e visitar a família, de bike, pensei que fosse brincadeira”, conta. O casal treinou nas cidades da região e, até o começo da aventura, tinha 2100 quilômetros acumulados por conta de pequenas pedaladas. Lina mora em Itapema e Alexson e Belani se mudaram para Balneário há dois anos, quando se aposentaram. Esta foi a primeira viagem de longa distância do casal.



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