Itajaí

“Eu saí do conselho de Cultura porque cansei de reclamar”

MARLENE ROTHBARTH

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A luta pra salvar o que resta do patrimônio histórico de Itajaí faz da escritora Marlene Rothbarth, 73 anos, uma referência no assunto. A senhora de olhos verdes ainda sonha em ver o centro histórico da city peixeira tombado

A sua luta pra salvar o que resta do patrimônio histórico de Itajaí faz da escritora Marlene Rothbarth, 73 anos, uma especialista no assunto. Sem medo de enfrentar “cachorros grandes”, como empreiteiras ...

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A sua luta pra salvar o que resta do patrimônio histórico de Itajaí faz da escritora Marlene Rothbarth, 73 anos, uma especialista no assunto. Sem medo de enfrentar “cachorros grandes”, como empreiteiras e construtoras que visam apenas o lucro, a senhora de olhos verdes ainda sonha em ver o centro histórico da city peixeira tombado. Mas essa briga tem deixado marcas profundas em Marlene, pelo pouco caso das autoridades com o que resta das construções antigas.

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Escritora de seis livros, todos sempre voltados pra histórias da city, sendo que o último “Júlia e Gabriel visitam Itajaí” foi lançado na biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Marlene disse durante entrevista pros jornalistas Jullie Christie e Guylherme Custódio que nunca vai desistir da cidade por qual é tão apaixonada, a sua Itajaí. As fotos são de Felipe Trojan.

 

DIARINHO – Recentemente, a senhora lançou o livro “Gabriel e Julia visitam Itajaí” na biblioteca Nacional. Este momento foi de recompensa e valorização do seu trabalho?

Marlene Rothbarth – Com certeza! Eu acho que todo o meu trabalho visa projetar a cidade de Itajaí, por isso que eu falo tanto na história, tanto no patrimônio. Porque eu sou uma fã ardorosa da minha cidade. Então eu acho que foi a conclusão final do meu trabalho que teve uma grande recompensa pra mim. Porque eu jamais imaginaria ir ao Rio de Janeiro pra lançar um livro meu. Isso é muito importante.

 

DIARINHO – Seus livros sempre são inspirados em Itajaí. De onde surgiu a vontade de ser escritora? A senhora nunca pensou em escrever obras direcionadas a outros locais?

Marlene – Eu comecei a escrever sobre Itajaí por um convite de um jornalista, há muitos anos. Eu trabalhava na 13ª Ucre [Unidade de Coordenação Regional de Educação] e ele foi perguntar se eu não queria escrever algumas notícias sobre cultura e educação, já que eu era professora e presidente da comissão de Cultura. Eu disse que iria tentar. Daí escrevi trechinhos, notícias breves sobre cultura ou sobre educação. Depois fui escrever pra um outro jornal que me convidou pra fazer crônicas. Minha inspiração sempre era Itajaí ou educação e cultura dentro de Itajaí. Depois, então, fiz meu primeiro livro, por insistência do professor Edison D’Avilla, pra eu escrever sobre a minha família. Uma vez eu conversei com ele sobre isso e ele disse: ‘coloca isso num livro dona Marlene, fala sobre sua genealogia, já que a senhora tem uma porção de material’. Eu relutei muito, já que eu era tímida. Eu pensava: ‘como vou botar meu nome exposto na rua’. Mas tive a coragem e lancei. Depois vieram os outros livros, por causa desse primeiro. [A senhora lembra em que ano foi?] Eu lancei meu primeiro livro em 1999. [Sobre outra cidade a senhora não escreveria?] Eu acho muito difícil, porque demanda uma pesquisa muito grande e a gente tem uma responsabilidade com o que escreve, não tenho experiência nenhuma em outra cidade. Eu sempre morei em Itajaí e as minhas lembranças sempre são da minha infância e da minha adolescência. Foi o período que mais ficou gravado na minha memória.

 

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DIARINHO – A senhora já escreveu seis livros. Qual a obra que mais a deixa fascinada?

Marlene – A mais gratificante foi a de ‘Júlia e Gabriel visitam Itajaí’. Mas o livro que eu achei mais bem escrito e que tem mais profundidade é a ‘A saga da família Asseburg’. Foi uma pesquisa muito rica e eu me senti muito gratificada depois que eu li o livro. Eu mesma me surpreendi.

 

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DIARINHO – Muitos acusam a senhora de somente escrever sobre a história de grandes famílias. Famílias tradicionais, de renomes. A chamada história oficial. Por que nunca escreveu sobre o operário, sobre moradores de bairros periféricos da cidade?

Marlene – É o que acabei de dizer. Eu preciso ter experiência daquilo pra poder escrever. Então, essas famílias das quais eu escrevo são famílias que eu convivi na minha adolescência, na minha fase adulta. Então a gente tinha todo um relacionamento e isso me facilitou. Claro que depois eu fiz pesquisa sobre as famílias, mas eu já as conhecia, então foi bem mais fácil falar sobre elas. Sei que existem muitas outras famílias de quem eu poderia ter escrito, mas eu tinha que determinar alguns critérios pra não ser chamada de uma pessoa que escolhe as famílias que quer. Então, fiz dois critérios pra história das famílias de Itajaí. O primeiro, a família tinha que estar até hoje com seus descendentes a mais de 100 anos em Itajaí, e segundo elas tinham que estar entrelaçadas pelo casamento. Então, muitas famílias que eu conheci, mas que não se entrelaçaram pelo casamento, eu descartei.

 

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DIARINHO – A senhora dedicou sua vida à educação, trabalhando como professora. Este era o seu sonho de criança: lecionar?

Marlene – Não era bem um sonho de criança. Foi um sonho que substituiu o meu sonho de criança. Eu sempre tive inclinações artísticas e eu queria ser dançarina, queria ser cantora, eu tinha uma voz muito boa. E como naquela época essas profissões não eram bem vistas pela sociedade e não tinha como eu fazer isso em Itajaí, eu teria que ir pra uma cidade maior. Então eu fui colocada dentro do magistério e ali me apaixonei. [Naquele tempo era o magistério ou a advocacia?] Eram as duas profissões mais procuradas e em Itajaí nós não tínhamos faculdade ainda. Então eu fiz magistério, fui da primeira turma do colégio São José e numa época muito boa, porque nós não precisávamos ir pra longe pra lecionar. Naquela época, várias pessoas se aposentaram no Victor Meireles e no Floriano Peixoto, o que deu oportunidade pra nós fazermos o concurso e ficarmos ali. [Floriano Peixoto é o Nilton Kucker hoje, né?] Era do lado do Nilton Kucker.

 

DIARINHO – Atualmente, vivemos um momento de muita violência nas escolas. Professores já foram xingados e até espancados por alunos na região. Por que os professores estão passando por isso? O que mudou na educação?

Marlene – Vários fatores. Primeiro, a sociedade se modificou muito a partir de 1960, os valores foram diminuindo cada vez mais, as famílias foram se separando, e isso é um problema muito grave na psicologia infantil, e os costumes também foram colocados pela própria sociedade... foi um momento de confronto que a sociedade sofreu e nós hoje estamos sofrendo essas consequências.

 

DIARINHO – No tempo em que a senhora deu aula era mais fácil pelo fato das crianças e adolescentes receberem uma educação mais rígida em casa? Existia o bullying? Como era tratado esse preconceito?

Marlene – O bullying sempre existiu, mas não era visto dessa forma. Porque a agressão não era tão grande como hoje. Claro que as crianças recebiam apelidos, eram rejeitadas dentro da sala de aula por um motivo ou outro. Ou porque eram gordas, ou porque eram de famílias mais pobres, ou porque eram muito travessas. Então tinha tudo isso. Mas a violência é uma consequência da sociedade em que vivemos. Nós tínhamos uma educação que era um decálogo [conjunto de doutrinas]. Pode isso, não pode aquilo, pode isso, não pode aquilo! Então a gente era formada dessa forma. Hoje, essa liberdade que existe confunde. Confunde o professor, confunde o pai, confunde a criança. Então está aí essa disparidade de educação que nós vemos hoje em dia.

 

DIARINHO – Como educadora, o que a senhora achou da indicação de Marco Tebaldi, um engenheiro civil, pra comandar a secretaria de Educação da Santa & Bela?

Marlene – Sempre achei que a política se intrometeu muito na educação, sem ter condições de orientar e de fazer algo em benefício. Às vezes não é por causa da pessoa ou da função que ela exerce, mas é em função daquilo que ela gostaria de se dedicar. E educação precisa de uma dedicação muito grande, de aprofundamento, de planejamento, de um trabalho dinâmico. Tem que conhecer muito bem a educação para poder trabalhar em cima disso e o secretario precisa ser um educador responsável e que saiba determinar o que precisa ser feito para conduzir a educação.

 

DIARINHO – O que falta pra educação dar certo no Brasil?

Marlene – Eu diria que falta vontade política. Eu sempre digo que quando o governo deseja uma coisa, ele consegue. Não só a vontade política, como também a determinação da educação. O que o país deseja do educador pro educando. Quando eu era diretora de uma escola, eu dizia pros meus professores: ‘a criança em primeiro lugar’. Tudo deve ser feito em função da criança, nós temos que trabalhar em cima daquilo que vai fazer que a criança se desenvolva feliz e com competência pro futuro. [A senhora acha que falta valorizar o educador?] Isso é obvio. O professor nunca foi valorizado. Ele era valorizado no sentido moral. Por quê? Porque o professor vinha de famílias muito bem formadas. Depois da lei 5692, onde no primeiro artigo diz pra universalizar a educação, essa universalização foi colocada pra baixo, em vez de ser colocada pra cima. Então qualquer um virou professor, não se sabia da onde vinha, como era a formação do professor. Eu não falo da formação técnica, falo na formação de vida, de caráter, de personalidade. Então isso aí nunca foi feito. Houve uma época em que o governo fez com que os professores que se formavam no magistério tivessem que fazer dois anos de estágio nas escolas pra depois serem nomeados. Isso aí foi uma coisa muito positiva. Não sei se foi a política que negou isso, mas acabou-se. Vocês vejam, os alunos agridem os professores. Por que o aluno agride o professor? Porque o professor mesmo não sabe se valorizar, ele não tem formação. Muitos professores não passam por isso. Então é da personalidade do professor e não da própria educação. Mas claro que também vem das famílias, que não sabem valorizar a educação e o professor. E também deixam os filhos livres, porque dentro da própria casa os filhos não respeitam os pais. São essas crianças que também não vão respeitar o professor na escola. [A senhora acha que o professor deve manter uma distância do aluno ou deve ser mais próximo, mais amigo do aluno?] O professor precisa ser amigo do aluno, mas colocando algum respeito. Eu vejo que hoje o professor dá liberdade demais, a criança não sabe usar essa liberdade e aí que acontece a violência.

 

DIARINHO – Quando que a senhora começou a se envolver com a cultura de Itajaí?

Marlene – Foi em 1979, quando o prefeito Amilcar Gazaniga criou as comissões de cultura, hoje se chama conselho de Cultura. Mas eles começaram com comissões. Comissões de Cultura, de Educação, de Trânsito e por aí afora. E nessa ocasião nós tínhamos em Itajaí o festival de Inverno, que era uma promoção cultural de grande valor naquela época. E como eu sempre estava nesses encontros, nas exposições , nos cursinhos rápidos que eles faziam, aí o professor Edison viu que eu era uma pessoa interessada em cultura e me convidou pra comissão de Cultura. Desde então, eu comecei a me dedicar.

 

DIARINHO – A senhora faz parte do conselho do Patrimônio Histórico de Itajaí. Mas, mesmo tendo o conselho e o Cidade Revelada, muitos prédios históricos continuam sendo derrubados. Por que o conselho não consegue impedir isso?

Marlene – Nós temos um conselho, mas ele não tem a força que ele deveria ter. Na época que eu estava no conselho de Cultura, eram pessoas convidadas. Pessoas que se envolviam com cultura e que gostavam de participar. Hoje, os conselhos são feitos por entidades e nem sempre a entidade indica a pessoa certa pra aquele conselho. Então acho que isso que é difícil. Hoje são 12 governamentais e 12 não-governamentais, e desses não-governamentais aparecem três, quatro numa reunião. Então isso dificulta muito o nosso trabalho. Além disso e por causa disso, nós não temos a força perante o governo municipal pra reivindicar as coisas que a gente quer. Eu, por exemplo, comecei a me apaixonar pelo patrimônio histórico por causa do Dalminho Vieira, que na época era engenheiro da prefeitura. E como eu era presidente da comissão de Cultura, me convidaram pra participar da comissão de Urbanismo. A partir daí, começamos a fazer o primeiro levantamento da zona cultural de Itajaí. E de lá pra cá fui me envolvendo e sempre falando e sempre pedindo. Todos sabem que eu sou uma pessoa que trabalha, que luta, e falo nos meus artigos, porque é a maneira que eu tenho de dizer alguma coisa, porque na comissão de Cultura a gente não é ouvida.

 

DIARINHO – O conselho tava ilegal até meses atrás. A situação já foi resolvida?

Marlene – Eu não posso te dizer porque eu saí do conselho. Mas me disseram que os elementos já estão todos nomeados e agora já se pode fazer. [Por que a senhora saiu?] Primeiro, porque eu me cansei de reclamar e não dar nada certo. Eu fiz de tudo. A última coisa ainda que nós trabalhamos, eu estava muito animada com a restauração daquele prédio da fiscalização dos portos que desde 1980 nós estamos lutando pra que seja restaurado. Tava tudo pronto, preparado, mas às vezes não tinha reunião, daí não resolviam, daí pediam uma coisa, pediam outra e...aquelas coisas que incomodam a gente. No fim, a gente desiste de tanto insistir. E, em segundo lugar, eu estava numa reunião e eles me disseram que eu não podia ficar porque já estava há mais de dois anos, e pelo regulamento não podia ficar. Eu fui olhar no regulamento e realmente tá lá. No conselho eu era a pessoa que representava a associação Empresarial de Itajaí. Então deixei. [A senhora pretende voltar?] Não sei. Se daqui um ano ou dois me convidarem, quem sabe eu volto. Mas agora parece que deu um outro alento, a Luciana Ferreira assumiu a presidência e já fez um planejamento, já fez um calendário, até ela mandou pra mim. Então vamos ver se com ela, como o presidente não é um elemento do governo, a coisa melhora. [Quantos prédios históricos ainda estão em pé em Itajaí?] Olha, eu tinha esses números, mas agora não saberia responder. Mas a minha maior preocupação do patrimônio é a preservação do centro histórico, pelo menos isso, meu Deus, eu gostaria muito que fosse mantido. Então, quando começaram a levantar aquele prédio ali da Pamplona [construtora], meu Deus, eu pensei: ‘em pleno centro histórico de Itajaí um prédio desse tamanho, como que pode?’ E a casa que foi demolida...Eu sei que naquele dia que começaram a demolir a casa, muita gente me telefonou pra avisar. Mas depois de cair eu não posso fazer mais nada. Eu poderia fazer antes. A mesma coisa que aconteceu com a casa do Olímpio Miranda, na rua 15 de Novembro. Me telefonaram dizendo: ‘tais sabendo o que tá acontecendo?’ Pois é, a gente tá num conselho de cultura de patrimônio, mas ninguém diz pra gente que vão demolir a casa, que a casa foi pedida pra fazer uma demolição. Porque se eles da prefeitura comunicassem o conselho, nós tomaríamos uma providência. Depois de tá demolido não adianta comunicar pro conselho. Não é?

 

DIARINHO – Frustra a senhora o fato da história de Itajaí ser pouca valorizada na cidade?

Marlene – Frustra, claro! Por isso mesmo que eu escrevo meus livros sobre Itajaí e principalmente o ‘Júlia e Gabriel visitam Itajaí’ foi uma maneira que eu encontrei pra levar um pouco da história de Itajaí pras crianças. E, dando essa oportunidade pras crianças, fazer com que os pais lessem e os professores lessem a história de Itajaí. Eu estou vendo que ultimamente tá se fazendo muita coisa em cima do livro e eu espero que esta semente brote e que daqui alguns anos a gente não perca mais nada.

 

DIARINHO – Poucas crianças conhecem a história da cidade. Como mudar essa situação?

Marlene – É dar uma continuidade nesse trabalho que eu iniciei. Eu sei que o museu histórico tem um trabalho de educação patrimonial, mas eu não conheço o trabalho. Não sei de que forma eles estão fazendo isso, porque não existe repercussão nenhuma, nem pelo jornal, nem pela televisão. Eu não sei como é feito esse trabalho. Mas esse trabalho é essencial pra que se valorize um pouco mais a história de Itajaí.

 

DIARINHO – A senhora foi superintendente do Museu Histórico durante anos. O que falta para o itajaiense valorizar o museu e ele se tornar mais atrativo pras crianças e adultos?

Marlene – Eu acho que ele tem sido bastante valorizado. Tem havido muitas visitas das crianças, das escolas. Aquele sementinha que eu plantei em 1997, que eu queria que as crianças fossem lá, que fizessem as visitas no museu. O museu agora tem outra visão, diferente do meu tempo, uma visão mais dinâmica e que dá um pouco mais de modernidade ao local. Embora lá esteja a nossa história, a maneira de se colocar tá muito boa. E nós temos também outro ramo, que é a fundação Genésio Miranda Lins, que é arquivo Histórico de Itajaí, que tá muito bem organizado e tem havido muitas consultas, muitas pesquisas. As pessoas que se interessam estão lá. Agora, pra acrescentar um pouco mais, talvez os cursos de história deviam dar uma ênfase maior à história de Itajaí. Eu sei que eles têm feito muitos trabalhos em cima disso, mas não existe a divulgação. Os trabalhos estão lá, mas eu acho que a divulgação é que tá faltando. Quem sabe agora o DIARINHO tome alguma providência. [risos]

 

DIARINHO – Há bem pouco tempo, a senhora resistiu e viveu numa casa no centro da cidade, apesar de estar praticamente cercada por comércios. Recentemente, a senhora se mudou para um prédio. O que a fez mudar? Sua casa foi vendida?

Marlene – A casa não era minha. Aquilo ali ficou de herança quando eu fiquei viúva, ficou de herança pros meus filhos. Eu fiquei com os outros bens. Eu sempre dizia que eu só sairia dali pro cemitério, mas a vida dá muitas voltas e a gente não sabe o que vai acontecer. Nunca foi meu projeto sair daquela casa, mas as circunstâncias, às vezes, obrigam a gente a fazer. Foram circunstâncias familiares e que eu estou custando a me adaptar. Mas vai passar, vou ficar bem.

 

DIARINHO – Que legado a senhora pensa em deixar como escritora pros jovens?

Marlene – A minha vida toda foi sempre em função de ser uma pessoa que faz o bem sem esperar nada de volta. Eu tive uma educação muito severa, mas não me queixo disso, acho que isso foi bom pra formação do meu caráter. Tenho meus pontos de vista e raramente modifico, mas nunca totalmente. Eu tive uma vida exemplar na minha maneira de pensar e acho que posso ser considerada como um exemplo pra prosperidade. Quis sempre ser a melhor mãe pros meus filhos, tenho cinco filhos. E foi em cima disso tudo que eu fiz a minha vida, ser a melhor pessoa.

 

DIARINHO – Estamos na semana do Natal, o que esta data significa pra senhora? As pessoas sabem valorizar e aproveitar o Natal ou virou apenas uma data comercial?

Marlene – A impressão que a gente tem é que a maioria das pessoas faz do Natal uma data pra ir no comércio fazer compras. O consumismo, aliás, é uma marca da nossa sociedade. Mas eu acho que existem muitas famílias que preservam os valores do Natal em si, que é uma época de confraternização, de olhar o exemplo de uma criança que nasceu e que foi um modelo de vida pra toda a humanidade. Estou falando da minha experiência. Os presentes de Natal são em função daquela criança que nasceu dia 25 dezembro, ou outro dia, mas é a valorização do nascimento de Jesus Cristo que tem que ser preservado, divulgado, e a gente tem que pensar nesses valores que esse líder da humanidade trouxe pra nós.

RAIO-X

Nome: Marlene Dalva da Silva Rothbarth

Naturalidade: Itajaí

Idade: 73 anos

Estado Civil: viúva, mãe de cinco filhos

Formação: Magistério

Trajetória profissional: deu aula no grupo escolar Floriano Peixoto e depois lecionou pras turmas de 2ª a 4ª séries no Victor Meireles. Em 1968, fez concurso pra ser diretora da escola. Assumiu a direção do grupo Francisco de Paula Seára e lá atuou por 13 anos. Em 1999, escreveu seu primeiro livro: “Uma história de família – genealogia das famílias Silva e Rothbarth”. Depois disso, lançou mais cinco obras, a última, “Júlia e Gabriel visitam Itajaí”, foi lançada na biblioteca Nacional no Rio de Janeiro.



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