Itajaí

Moto e carro apodrecem em estacionamento

Veículos foram esquecidos por proprietários. Dívidas passam dos seis mil reales e gerente diz que eles só saem de lá com dívida paga

Todo santo dia, a administradora Maria Aparecida Ricobom, 49 anos, sai do São Judas, onde mora, e passa em frente ao terminal Rodoviário Internacional de Itajaí (Terri) pra ir trampar no instituto Fayal de Ensino Superior (Ifes), no São Viça. Curiosa que só ela, Maria bizolhou que no estacionamento da rodô tem um Palio verde musgo parado há meses na mesma posição. O DIARINHO foi atrás e apurou que, neste domingo, o carango completa seis meses paradão no terminal peixeiro. Além do carro, a reportagem deu dicara com uma cabrita também abandonada no terminal há mais de três anos.

Numa passada rápida, o Paliozinho de Itajaí, placa MBO 8491, quase nem é notado. No entanto, os olhares mais atentos conseguem percebê-lo parado sempre no mesmo lugar desde 13 de maio, com dois ...

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Numa passada rápida, o Paliozinho de Itajaí, placa MBO 8491, quase nem é notado. No entanto, os olhares mais atentos conseguem percebê-lo parado sempre no mesmo lugar desde 13 de maio, com dois dos pneus vazios e o mofo já dando o ar da graça. Dentro do veículo, há um pacote de batatas fritas aberto e um microfone no chão, atrás do banco do motorista. Para hidratar, três garrafas de água também foram esquecidas, além de dois pares de sandálias de salto alto.

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Com a parte traseira virada pra rua, observa-se uma frase em inglês expressando amor do proprietário pela família. A parte frontal está batida no lado esquerdo, mas não se sabe se por vândalos ou se já deu entrada nesse estado. “Estou curiosa pra saber o que houve com o dono, pois esse carro não tem nenhuma movimentação”, comenta Cida, agoniada.

Dona tá em viagem

O DIARINHO conseguiu apurar que o dono do Palio, na verdade, é uma mulher. No dia 1º de outubro, uma tia da proprietária, ambas com os nomes preservados, procurou a empresa Estapar, responsável pelo estacionamento do Terri, com a chave e documentos do carro. A muié pediu pra dar uma olhada na lata-velha e deixou avisado aos funcionários que, se alguém aparecesse interessado em comprar o carango, era só ligar pra ela.

A reportagem entrou em contato com a tal tia, que rispidamente não quis comentar o assunto. A muié limitou-se a dizer que a documentação do carro está em dia e a sobrinha viajando no exterior. “Ela tá ciente da situação e quando voltar, provavelmente em fevereiro, vai vender o carro”, afirmou. Até sexta, a dívida pelo estacionamento, que cobra sete pilas a diária, tava em R$ 1.274.

Tem que pagar pra tirar

O gerente operacional da Estapar, Douglas Alves Bento, revela que casos de abandono como esse são raros. No entanto, mesmo que o automóvel fique 30 anos no estacionamento, ele garante que a dívida continuará correndo e o dono do automóvel só poderá retirar o veículo com a apresentação do tíquete de estacionamento. “Dependendo do caso, a gente pode fazer um parcelamento”, comenta, dizendo que cada ocorrência deve ser analisada individualmente.

De acordo com o José Alvercino Ferreira, chefão da coordenadoria de Trânsito e Transportes de Itajaí (Codetran), como se trata duma área particular, somente com um pedido judicial o órgão poderá remover o carango do estacionamento. “Se durante a enchente o carro tivesse parado na via pública, a gente poderia guinchar o veículo e deixá-lo no pátio”, explica Zé.

Cabrita podre

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Ainda no estacionamento do Terri, a reportagem do MACRIADO encontrou mais um veículo abandonado. O dono da motoca Honda Stoke, placa LZR 2281 (Camboriú) cadeou a cabrita no dia 18 de junho de 2008 e nunca mais foi retirá-la. Com o banco todo detonado e as partes cromadas cobertas de ferrugem, não se tem notícias do paradeiro do proprietário. As más línguas, contudo, garantem que o cara é traficante e tá preso. A informação não foi confirmada pela polícia Civil e a dívida da moto ultrapassa os cinco mil reales. A Estapar não revelou se tá rolando algum processo na dona justa pra cobrar as estadias dos veículos.



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