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Itajaí

Receita Federal quer saber por que presidenta da Apae vendeu geladeira

Refrigerador, que era pra beneficiar entidade, foi flagrado no prédio de Vera Lucia Figueredo antes de ser vendido por 500 pilas a um pedreiro

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

O gabinete da alfândega da Receita Federal de Itajaí vai pedir que a direção da associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) complemente a prestação de contas de uma carga doada em maio de 2013 à entidade. Tudo porque uma geladeira que fazia parte do lote, avaliada em R$ 7 mil, foi vendida a um pedreiro que presta serviços para a associação. A venda, segundo a inspetora-chefe adjunta da Receita, Geovana da Silva da Cunha, não poderia ter acontecido, pois a carga foi entregue e deveria ter sido inteiramente doada.

A geladeira, da marca GE, cor branca, ficou alguns dias no hall de entrada do edífício residencial Francisco Eduardo, na rua 15 de Novembro, centrão da city peixeira. Lá mora a presidenta da Apae de Itajaí, Vera Lucia Figueredo. Um funcionário da associação, que não quis se identificar por medo de represália, chegou a afirmar ao DIARINHO que Vera teria desviado pra si o refrigerador. O denunciante clicou a geladeira no interior do prédio. O eletrodoméstico tava embaladinho, novinho em folha.

Segundo essa fonte, esta não seria a primeira vez que Vera desvia produtos dos bazares que a Apae promove com produtos apreendidos pela Receita Federal. “Antes de abrir para o povo, ela primeiro ...

 

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A geladeira, da marca GE, cor branca, ficou alguns dias no hall de entrada do edífício residencial Francisco Eduardo, na rua 15 de Novembro, centrão da city peixeira. Lá mora a presidenta da Apae de Itajaí, Vera Lucia Figueredo. Um funcionário da associação, que não quis se identificar por medo de represália, chegou a afirmar ao DIARINHO que Vera teria desviado pra si o refrigerador. O denunciante clicou a geladeira no interior do prédio. O eletrodoméstico tava embaladinho, novinho em folha.

Segundo essa fonte, esta não seria a primeira vez que Vera desvia produtos dos bazares que a Apae promove com produtos apreendidos pela Receita Federal. “Antes de abrir para o povo, ela primeiro chama as amigas, as madames da sociedade de Itajaí. Elas ficam com o melhor: panelas e roupas de luxo. O resto fica pro povão”, garantiu o funcionário.



Conforme o homem, Vera teria demonstrado interesse na geladeira assim que bateu o olho no produto. “Ela nunca escondeu o desejo pela geladeira. Disse que iria colocar na casa de praia dela.

Produtos vieram dos Isteites

A geladeira fazia parte de uma carga apreendida pela Receita e doada à Apae no dia 6 de maio deste ano. Os produtos, segundo o funcionário, foram retirados dum porto seco na Itaipava, onde a Receita tem um enorme galpão. “Enchemos dois caminhões e passamos 15 dias catalogando tudo”.


Conforme a inspetora-chefe adjunta Geovana, a carga veio dos Estados Unidos. Era parte de uma mudança de uma família, que retornou ao Brasil após anos morando na Terra do Tio Sam. “Acontece de a pessoa ser procurada lá [Estados Unidos] por alguém que queira mandar produtos para o Brasil sem pagar imposto. Aí, mistura tudo numa carga pessoal. Quando a Receita pega, fica tudo”, explicou a chefona da alfândega peixeira.

Mais de 10 páginas

Nesta carga específica, a Receita repassou produtos que, enumerados, encheram mais de 10 páginas A4. Na página dois, a geladeira foi declarada com preço de R$ 203. Além do refrigerador, foram doados fornos de micro-ondas, fogões, balanças digitais, batedeiras, liquidificadores, secadores de cabelo, telefones sem fio, cafeteiras, ferros de passar roupa, home theater, DVDs, câmeras digitais, filmadoras e muitos outros produtos.

Todos os itens, conforme documento emitido pela Receita Federal, deveriam, obrigatoriamente, ser doados. “Tinha muita coisa usada no meio. Então, o repasse à população tinha que ser gratuito”, afirmou a inspetora Geovana, que completou. “Se constatarmos que houve destinação diversa, é bem provável que não façamos mais doações para a Apae.


“Sou honestíssima”, garante presidenta da Apae

Vera Lucia Figueredo, mandachuva da Apae peixeira, garante que está sendo alvo de perseguição política. “Amanhã [hoje] tem eleição para decidir a nossa diretoria. Isso [denúncia] é coisa da oposição. É tudo mentira. Eu trabalho às claras, sou honestíssima”, sidefendeu. Pra demonstrar que trata tudo às claras, Vera tem fotos no Facebook (como essa da matéria) doando brinquedos e produtos a crianças e familiares. “Tá tudo lá, eu entregando”.

Ela rebateu todas as denúncias do funcionário da entidade. “Não tem treta nos bazares, isso é papo furado. Não dou preferência pra ninguém”, jurou.

Sobre a geladeira, Vera explica que vendeu o eletrodoméstico ao pedreiro Claudio Rocha. Ele faz alguns trampos para a associação, e a Apae, segundo a presidenta, estava devendo nove mil reales pra ele. Vender o refrigerador foi a solução pra abater a dívida. “É uma geladeira que custa R$ 7 mil, e vendemos abaixo do preço pra diminuir dos nove mil que a Apae tinha com ele”, sisplicou Vera.


Sobre a geladeira ter sido fotografada no prédio onde mora, Vera tem a resposta na ponta da língua: “Ele [Claudio] não tinha como levar e não queria que ficasse na Apae. Como ele mora em Navegantes, ficaria mais fácil pegar lá [rua 15 de Novembro]. Mas eu pedi pra ele ser rápido, pois o pessoal do condomínio poderia ficar incomodado”.

Ela reconhece que a carga doada pela Receita Federal em maio era para doação, mas diz que vendeu alguns produtos “porque a Apae vive de doação e estava precisando muito”.

“Foram 500 reais”

O pedreiro Claudio Rocha presta serviços pra Apae há alguns anos. Ele confirmou que a entidade estava devendo 9 mil pilas pra ele e ainda contou o quanto descontaram da velhaquice. “Paguei 500 reais”, revelou. Ontem, o eletrodoméstico, segundo ele, já estava em casa, ligado na tomada. “Eu não tinha como trazer nem tinha espaço. Foi preciso arranjar tudo isso pra conseguir ligar a geladeira”, completou Claudio.




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