Itajaí

Giana vai a Câmara e discursa sobre bafão

Cerca de 40 artistas acompanharam a cantora pra protestar contra o vereador, que na terça-feira disse que ela merecia levar uma surra

“O som do microfone cortado é a prova viva de que, no instante em que não estamos mais servindo, somos calados à força”. Quase às lágrimas, a cantora Giana Cervi falou publicamente sobre o episódio de sábado, quando teve o show interrompido na Vila da Regata. Ontem à noite, ela usou a tribuna da câmara de vereadores de Itajaí e, de maneira sutil, elegante e sem rodeios, endossou o sentimento da comunidade artística de Itajaí. “Nós deveríamos estar no mesmo time”, diz

Giana aproveitou a oportunidade e respondeu ao comentário feito pelo vereador Zé Ferreira (PP), que durante a sessão da câmara de terça-feira defendeu a interrupção do show feita pelo presidente ...

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Giana aproveitou a oportunidade e respondeu ao comentário feito pelo vereador Zé Ferreira (PP), que durante a sessão da câmara de terça-feira defendeu a interrupção do show feita pelo presidente do comitê organizador da regatona. O vereador disse que Amílcar Gazaniga “deveria ter tirado o foi da tomada, dobrado em dois e dado nas costas dela”.

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Giana não foi sozinha à casa do povo peixeira. Cerca de 40 artistas, entre cantores, músicos, atores e escritores encorparam o movimento, que pedia respeito e dignidade à cultura em Itajaí. “Eu me senti num duelo em que, de um lado, estávamos nós, tentando provar que aquilo foi uma coisa errada, e do outro, as pessoas que tentavam justificar o que era injustificável”, disse a cantora, engolindo o soluço de choro.

Refeita da emoção inicial, deu a entender que a manifestação grosseira de Zé não teve outra motivação, se não política. “Gostaria de voltar no tempo em que não tinha partido político”, desabafou Giana, que encerrou o breve mas emocionado discurso com o refrão da música Minha Alma, do grupo Rappa: “É pela paz que não quero seguir... É pela paz que eu não quero seguir admitindo”.

Artistas putos da vida

O percussionista Chico Preto, 36 anos, acompanhou a colega de trabalho e se emocionou com as palavras dela. Um dos integrantes da banda que tocava naquele sábado com Giana, Chico ainda se lembra do fim inesperado do show. “Eu não entendi nada. O som foi cortado enquanto ela apresentava os músicos pra plateia”, conta.

Chico levou mais do que indignação à câmara de vereadores. Queria uma boa justificativa para o que aconteceu. “Foi um desrespeito total. De forma alguma um minuto a mais ia fazer a diferença”, opina.

Pra atriz Sandra Knoll, 48, a intervenção no show e as palavras grosseiras do vereador foram exemplos explícitos de como a atual administração tem se preocupado com os artistas de Itajaí. Esse episódio foi a gota d’água. Falta um pouquinho de olhar pra cultura”, comenta.

A forma como o vereador atacou a cantora na terça-feira deixou o ator Daniel Olivetto, 34, boquiaberto. “Nós temos que pensar numa resposta educada. Esse cidadão não tem educação e polidez pra nos representar”, afirma.

Zé cumprimentou timidamente a cantora após o discurso, mas não abriu o bico, apesar da manifestação popular, que exigia um pedido formal de desculpas.

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Comissão de ética avalia

O presidente da câmara, Osvaldo Gern (PP), explica que a comissão de ética, da qual Zé é presidente, tá analisando as declarações feitas durante a sessão de terça-feira. “Nós estamos agindo dentro do que prevê o regimento interno”, limitou-se a dizer, garantindo que Zé não participa da avaliação.

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