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Itajaí

Terno de reis e novena resistem às transformações sociais do século 21

Resgate das tradições trazidas pelos colonizadores portugueses revitalizou a essência do Natal: a expectativa pelo nascimento do Menino Jesus

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

O católico itajaiense que chegou às quatro décadas de vida com certeza já fez alguma destas coisas na infância: ser anjinho de procissão; assistir à Paixão de Cristo na Matriz; na Páscoa fazer tapetes na procissão de Corpus Christi ou participar da novena de Natal. A novena acontece em dezembro e envolve a comunidade, que fica na expectativa de receber em casa a imagem do presépio em uma capelinha de madeira. Outra tradição da época natalina é o terno de reis, grupo de cantadores populares que anuncia a chegada do Menino Deus. A prática, mais comum em áreas rurais, tomou o asfalto depois de ser resgatada pelo grupo de entusiastas Cantores da Paz, e lá se vão 20 anos.

Quem teve a ideia de retomar o terno ou folia de reis foi o aposentado Silvio José Keunecke de Mendonça, 70 anos. Ele está à frente do grupo que conta com quatro membros da família (esposa, cunhada ...

 

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Quem teve a ideia de retomar o terno ou folia de reis foi o aposentado Silvio José Keunecke de Mendonça, 70 anos. Ele está à frente do grupo que conta com quatro membros da família (esposa, cunhada, sobrinha e neta), mais três violeiros e um acordeonista. Eles organizam todo ano o festival Estadual de Terno de Reis, que está na 9ª edição e acontece em vários cantos da city. Eles já levaram a cantoria à biblioteca Pública Municipal e à comunidade do Limoeiro, apresentando-se nos dias 3 e 4 de janeiro na igreja de São Cristóvão, em Cordeiros, e no teatro Municipal.

Silvio conta que tudo começou quando o amigo Antonio Carlos Gomes, dono da loja ‘Calçados Carlinhos’, levou até sua casa um gravador com canções de Mineiro e Mineirinho. “Aí eu pensei: mas pera aí, eu tenho um amigo violonista, tenho um acordeonista, não precisamos de gravador: vamos fazer nós mesmos um grupo de terno de reis!”, relembra.



Do grupo original, alguns já faleceram, mas muitos dos atuais componentes já contam com 15 anos de atividade, como Auri Cabral, que toca o acordeão e também compõe. “Ele já tinha experiência de tocar em bailões em Camboriú”, revela Silvio. Outro compositor é o violonista Francisco Iaczak, o Caiobá, que compôs “Festa de Natal” e trouxe o amigo paulista Inácio Santos (Mirante) pra se juntar à trupe de violeiros, que tem ainda Wilfredo Ricardo Pris. As cantoras são Zenizette, Ligia, Rosane, Ana Luíza e Elida.

O grupo ficou tão profissa que já gravou dois CDs e virou referência em nível regional, se apresentando em cidades como Blumenau, Indaial, Gaspar, Canelinha e Barra Velha, onde a prática também ganhou gás e multiplicou o número de grupos de terno de reis. Só em Itajaí, existem mais cinco: Alegria dos Reis, Tradição do Limoeiro, Sonho Natalino (Paciência), Harmonia e Luz Divina (São João).


Novena de Natal envolve toda a comunidade no bairro São Roque

O último dia 18 foi muito especial pra galera que mora na rua Domingos Rampelotti, a principal do São Roque, na zona rural peixeira. Uma pequena multidão empunhando uma estrela dourada caminhou até a capela da comunidade, onde rolou uma missa, ponto alto da novena que começou no início do mês. A romaria saiu da casa de dona Ida Rampelotti Bacca, 84 anos, pioneira da tradição católica, que transmitiu à filha, e agora é a neta Josiane, de 34 anos, que coordena todo o processo. Ao final da missa, o céu da roça ganhou uma nova atmosfera com a apresentação dos Cantores da Paz, anunciando o nascimento de Jesus. É festa no interior.

“A ideia de cada um levar uma estrela foi uma inovação nossa e representa a estrela guia que levou os três reis magos à gruta onde Jesus nasceu”, explica Josiane, que também é catequista. E a inovação não parou por aí. Além de cada uma das nove casas da rua receber a imagem do presépio, Josiane conta que rolava uma pequena procissão. “A gente passava de casa em casa levando as pessoas até chegar ao lar que ia receber a imagem. No final, eram umas 60 pessoas, o que é bastante gente, já que somos uma comunidade pequena”, orgulha-se.

No final da empreitada, a comunidade promoveu uma confraternização com comes e bebes e comemorou mais um ano de nascimento de Jesus Cristo, provando que é possível aplicar na prática o que ele ensinou: amar ao próximo como a si mesmo.





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