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Itajaí

Rua dengo-dengo tem uma lombada a cada 33 metros

Motoras que passam pelos calombos reclamam que carangos quebram

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

A rua Dorval da Costa, no bairro Porto Escalvado, em Navegantes, fica na zona rural da city dengo-dengo. Por lá, além de moradores, passam apressadinhos em busca duma rota de fuga quando a BR-470 tá travadona. Foi esse caminho que o aposentado Hélio Soberanski, 48 anos, usou semana passada pra escapar do trânsito. Mas o que economizou em tempo gastou com manutenção do carango, que acabou detonado pelas pésssimas condições da rua, chapada de buracos e lombadas que mais parecem morros.

Morador de Ilhota, Hélio quase não passa pela rua, mas resolveu ir pelo atalho quinta-feira, depois que um bruto tombou em Itajaí e parou a BR-101, travando também a 470. O pobre coitado nem imaginava ...

 

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Morador de Ilhota, Hélio quase não passa pela rua, mas resolveu ir pelo atalho quinta-feira, depois que um bruto tombou em Itajaí e parou a BR-101, travando também a 470. O pobre coitado nem imaginava o perrengue que enfrentaria. “Quebrou tudo, o para-choque, o para-lama e a lataria. E faz só 15 dias que tirei meu carro da oficina”, tasca. Pra arrumar o Honda Civic que tem, Hélio diz que vai gastar perto de 20 mil contos.

Segundo o motora, o trecho em frente à casa de shows Tijolinho, point mais bombado daquela localidade, tem seis lombadas em 200 metros de rua. Isso mesmo. Uma a cada 33 metros. Hélio conta que flagrou o dono do estabelecimento aumentando o tamanho dum dos quebra-molas. “Fui falar sobre esse absurdo, e ele me ameaçou com a pá, querendo quebrar o meu carro”, diz. Hélio prometeu registrar o caso na delegacia de Navega.



Outro que sofreu foi o Antônio Francisco Radion, 35. No mesmo dia em que Hélio se aventurou pela rua Dorval da Costa, só que mais cedo, Antônio quebrou a barra de direção do carango dele, um Fiat Stilo, e a central elétrica da direção. “Uma nova custa R$ 9 mil. Não tenho esse dinheiro. Olha o absurdo. Tudo culpa dessas lombadas”, debulhou.

Lombadas ajudam, defende empresária

As seis lombadas no entorno do Tijolinho foram obra da direção da casa. Quem confirma é a dona Graziela Terezinha Ruck, 32. Os calombos, explica, foram construídos há mais de 10 anos. “Antigamente, passavam poucos carros. Mas hoje o pessoal faz muito racha de motos, principalmente nos finais de semana. Quando tem acidente na BR, eles passam todos por aqui”, conta.


Cansados das batidas na via, Graziela disse que ela, o marido e alguns moradores da rua fizeram as lombadas pra garantir o sossego deles. “Fazemos muitos eventos, e tem muitas crianças que brincam na rua. Se não fossem as lombadas, os carros passariam em alta velocidade. As lombadas são pra garantir a segurança dos nossos clientes”, justifica Graziela.

CTB proíbe lombadas em estradas de chão

Pelo código Brasileiro de Trânsito (CBT), não é permitido construir lombadas em estradas de terra e com baixo movimento. O secretário de Segurança Pública de Navegantes, Joab Bezerra Duarte Filho, admite que naquela via nem podia ter lombadas, mas acredita que esta é a única maneira de garantir mais segurança aos motoras e pedestres. “Com o crescimento do movimento, a comunidade solicitou que tomássemos uma providência, por isso tivemos que fazer alguma coisa pra diminuir a velocidade dos carros”, conta.

Joab explica que algumas lombadas foram implantadas pela prefa, que também as sinalizou. Na Dorval da Costa, a velocidade máxima permitida é de 40 Km/h. “O código, da mesma forma que regulamenta as lombadas, diz que devem ser adotados todos os meios possíveis pra priorizar a vida”, justifica o abobrão.


Com relação ao número e a distância entre as lombadas, Joab garante que vai bizolhar se tá certo ou não. “Entendo a revolta dos moradores, mas eles não podem fazer o que querem. Se as lombadas não tiverem bem distribuídas, vamos arrumar e sinalizar melhor”, promete.




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