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Itajaí

O ano do futebol catarinense

Com três clubes na série A do campeonato Brasileiro, Santa Catarina se prepara para um 2014 cheio de emoções dentro das quatro linhas

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Por Henrique Risse

henrique@diarinho.com.br

 

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Nenhum presidente de federação estadual – ok, talvez o de Minas Gerais fique fora dessa lista – vai encerrar o ano mais faceiro que Delfim de Pádua Peixoto Filho, que comanda a entidade máxima do futebol de Santa Catarina. Com o acesso de Chapecoense e Figueirense, mais a permanência do Criciúma, a Santa & Bela vai ter três clubes na série A do campeonato Brasileiro de 2014. À frente dos catarinas só São Paulo, que vai contar com cinco clubes na elite nacional.



A última vez que o estado contou com mais de dois clubes na primeira divisão nacional foi no distante ano de 1979. Vale ressaltar que naquele ano não havia séries B, C e D. O campeonato Brasileiro foi disputado por 94 clubes. Entre eles estavam Joinville, Avaí, Criciúma, Chapecoense e Figueirense. Desta turma, só JEC e Figueirense avançaram pra segunda fase da competição.

Delfinzão comemora como se tivesse tudo a ver com a história atual. Na página oficial da federação Catarinense de Futebol (FCF) da internet, uma longa matéria fala dos feitos dos clubes do estado. “Ostentando a condição de ser a segunda federação com mais representantes na série A do campeonato Brasileiro entre as 27 afiliadas da confederação Brasileira de Futebol em 2014, a federação Catarinense de Futebol comemora o êxito e o sucesso dos filiados dentro de campo em 2013 e dará sequência à política administrativa séria e competente que conduziu o futebol barriga-verde ao ápice”, diz o trecho final da nota.

Olhando de fora, talvez o barbudão tenha um pouco de razão mesmo. Afinal, apenas São Paulo, notoriamente o estado mais rico do Brasil – principalmente falando de futebol – tem mais times na elite do futebol brazuca. Os paulistas têm, pelo menos até aqui, cinco representantes: Corinthians, Santos, São Paulo, Palmeiras e Portuguesa. O perrengue, por enquanto, é porque a Lusa será julgada hoje à tarde, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), pela escalação irregular do meia Héverton na última rodada do Brasileirão. A tendência é que a Portuguesa perca os quatro pontos (três de punição e mais um do empate por 0 a 0 com o Grêmio), seja rebaixada e ressuscite o Fluminense – deixando assim os cariocas com três representantes.


Deixando as federações do eixo Rio-São Paulo difora, a superioridade dos catarinas pros demais impressiona. Rio Grande do Sul e Minas Gerais normalmente contam sempre com dois clubes na série A. Por vezes, esse número aumenta pra três. O Juventude, de Caxias do Sul, fez companhia aos gaúchos Grêmio e Internacional (em 2005 só ao Inter) por 13 anos. Na Terra do Pão de Queijo, volta e meia tem um terceiro na elite. Muitas vezes foi o América-MG, mas o Ipatinga – hoje chamado de Boa Esporte – também já teve seus momentos entre os grandes.

Dindim a mais

A comparação entre gaúchos e catarinas, no que diz respeito ao dinheiro vindo da televisão, é absurda. O clube Náutico Marcílio Dias, campeão da Segundona do campeonato Catarinense, vai embolsar algo em torno de 120 mil reales. Enquanto o Grêmio Esportivo Brasil, de Pelotas, campeão da Segunda Divisão do Rio Grande do Sul, vai ganhar por volta de um milhão de reais. Pra piorar, ainda tem o caso do Aimoré, que subiu com a terceira vaga no RS, e ainda vai pôr no bolso 500 mil. São 50 mil pilas a mais que os grandes de Santa Catarina.

O dindim é realmente mais curto, mas o prestígio da FCF com a alta cúpula da CBF faz toda a diferença. Tanto o presidente José Maria Marin quanto o vice Marco Polo Del Nero são amigões do Delfinzão. Tanto que o barbudão tá cotado pra integrar a chapa de Del Nero, candidato da situação pra ficar com o lugar do Zé das Medalhas no comando do futebol brazuca.


Difícil mesmo é ficar

Encarar as 38 rodadas do campeonato Brasileiro da série B e chegar entre os quatro primeiros é tarefa muito difícil pra qualquer clube. E mais complicado ainda é o desafio que vem logo na sequência: se manter na série A. Sensação deste ano, a Chapecoense vem sofrendo com o assédio dos grandes clubes e encontra dificuldade pra renovar com seus principais jogadores.

O mais cobiçado pela turma da elite é o centroavante Bruno Rangel. Reserva durante o campeonato Catarinense, ele ganhou a vaga de Rodrigo Grahl e não saiu mais do time. Terminou a temporada isolado na artilharia da série B com 31 gols. Pra se ter uma ideia do feito do goleador, o segundo da lista foi Marcos Aurélio, do Sport Recife, que balançou as redes 22 vezes.


Tanto destaque despertou o interesse dos gigantes. Ainda durante a série B, o matador foi sondado pelo Corinthians, dono do segundo pior ataque da Primeira Divisão. Além do Timão, clubes como Atlético Paranaense, Vasco da Gama e Ponte Preta tentaram sua contratação, mas a diretoria do Verdão conseguiu segurar o jogador. Só que agora a coisa muda de figura. Com contrato encerrando no final do ano, Bruno Rangel deve trocar o Oeste catarinense pelo Catar.

Além de Rangel, vários outros titulares devem deixar a Arena Condá na próxima temporada. Casos do meio-campista Paulinho Dias, que interessa ao Corinthians, e do lateral-esquerdo Allan, que pode voltar à pauta do Internacional. Certa mesma é a saída do meia Athos. Maestro do time, o veterano jogador saiu dos planos da colonada e, recentemente, fechou com o Remo, do Pará, que também sonhou com Bruno Rangel.

Pra não dizer que todas as notícias de final de ano foram ruins, a Chapecoense pode se orgulhar de ter conseguido manter o técnico Gilmar Dal Pozzo no comando do time pro ano que vem. O comandante do time nas campanhas vitoriosas nas séries C e B vai ter o privilégio de comandar a equipe na série A. “Estou muito feliz com a renovação, pois a continuidade de um trabalho é importante”, disse o técnico, que revelou ter escutado os apelos da família antes de tomar a decisão.

Na onda dos grandes

Quem também tá indo na onda do bom momento do futebol catarinense é o clube Náutico Marcílio Dias. De carona na visibilidade que o campeonato Estadual deve ter em 2014, o Marinheiro conseguiu atrair nomes de peso pra defender o clube. Não fosse isso, dificilmente veríamos o centroavante Schwenke e os meias Harison e Bruno Octávio atuando no Gigantão das Avenidas.


“Não vou te dizer que não. Até porque quando você fala com o jogador pra contratar, todo o mundo diz que o futebol de Santa Catarina está crescendo. No primeiro semestre, os jogadores querem aparecer pra conseguir vaga em time que jogue competição nacional depois, e aqui eles vão estar na vitrine”, destacou Marlon Bendini, presidente do Marcílio Dias.

De acordo com o mandachuva do Rubro-anil, todos os clubes do estado podem tirar proveito desta nova realidade. “Todos os clubes vão aproveitar isso. Os jogadores querem jogar aqui. Depois de São Paulo, somos o estado com mais times na série A, na frente de Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Fica mais fácil trazer jogadores, com certeza”, completou Marlon Bendini.

Sobra experiência

Ao contrário da novata Chapecoense, a turma de Criciúma e Figueirense já tá bem habituada a chegar na primeira divisão do futebol brazuca. Mas o que eles querem evitar no ano que vem é a velha gangorra dos times da Santa & Bela. Vice-campeão da série B em 2012, o Tigre escapou por pouco da degola neste ano. Foi graças a uma arrancada nas última rodadas, após a chegada do técnico Argel Fucks, que o time deixou a zona do rebaixamento e conseguiu se segurar na elite com 46 pontos, mesma pontuação do rebaixado Fluminense. Depois de um ano inteiro na berlinda, a turma da Terra do Carvão sonha com um 2014 no meio da tabela.

Vice campeão da série B em 2010, o Figueira voltou com tudo pra elite. Uma campanha surpreendente quase levou o time da Capital Manezinha pra Libertadores. A equipe foi a 7ª colocada, com 58 pontos, só dois a menos que o Internacional, clube que ficou com a última vaga na competição continental. No ano seguinte, porém, tudo deu errado. A equipe não se encontrou em campo e terminou a temporada com 30 pontos, na lanterna da competição. Depois de subir com um empate na última rodada, o Furacão do Estreito promete investir forte pra formar um grupo capaz de passar por 2014 sem grandes sustos.

Vão brigar dinovo

Enquanto três dos cinco grandes tão se preparando pra disputar a série A em 2014, os outros dois vão ter que encarar a série B mais uma vez. Tanto Avaí quando Joinville lutaram até as últimas rodadas da competição, mas acabaram morrendo na praia. O time da Terra das Bailarinas terminou em 6º, com 59 pontos, enquanto o Leão fechou a Segundona na 10ª posição, com 56 pontos.

A principal novidade no JEC no ano que vem será no ataque. O centroavante Lima, no clube desde a série C, se envolveu em inúmeras polêmicas este ano e não renovou. De novo, o clube já confirmou o acerto com o técnico Hermerson Maria, que estava no Avaí. Dentro do campo, o reforço também vem de Florianópolis. Nos próximos dias, o clube deve confirmar a contratação do lateral-esquerdo Wellington Saci, do Figueirense. Com o 4º lugar conquistado neste ano, o lateral já soma quatro acessos pra série A na carreira.

No lado avaiano, muitas dúvidas. O técnico Sidney Moraes ainda não sabe se poderá contar com os jogadores mais experientes do clube, como Marquinhos, Cléber Santana e Eduardo Costa. Assim, a diretoria do Leão espera anunciar a contratação de pelo menos 10 jogadores até o início do campeonato Catarinense. Entre eles, podem estar o atacante Alemão, ex-Santos e Ponte Preta, o lateral-direito Bocão, do Brasiliense, e o lateral-esquerdo Piauí, do Oeste.




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