Itajaí

Padoca é assaltada pela sexta vez

Donas até já pensaram em fechar o negócio pra se livrar dos assaltos

Quando um cliente antigo vindo de Pomerode e que há tempo não aparecia perguntou para Carla Regina Deluca, 35 anos, se os assaltos à padaria Deluca tinham parado, ela respondeu aliviada: “graças a Deus, estão deixando a gente se reerguer”. Ela comemorou a trégua nos assaltos na manhã de quarta-feira e, menos de cinco horas depois, os bandidos voltaram a atacar.

Dois assaltantes roubaram a padaria da rua Laudelino Fermino de Moraes, na Meia Praia, em Navegantes. Enquanto um esperava em uma Biz, o outro entrou armado e roubou R$ 600 que estavam no caixa, ...

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Dois assaltantes roubaram a padaria da rua Laudelino Fermino de Moraes, na Meia Praia, em Navegantes. Enquanto um esperava em uma Biz, o outro entrou armado e roubou R$ 600 que estavam no caixa, mais 50 pilas de um representante comercial. Moradores viram a movimentação e acionaram a polícia Militar, que conseguiu prender Lucas Paulo Rocha dos Santos, 18, o Neguinho.

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Este foi o sexto assalto à padoca só este ano, dando continuidade à série de roubos que começou em junho, mas que havia cessado em setembro, depois que o DIARINHO publicou matéria contando o drama de Carla e de sua irmã Magali Rosane Deluca de Souza, 45, donas da padaria. Em parceira com mais um gurizão, Neguinho é suspeito de ter participado de todos os assaltos ao comércio.

O roubo

Na quarta-feira, o relógio marcava 14h30 quando Neguinho entrou na padaria armado. Não havia clientes naquela hora, apenas dois representantes comerciais, além dos funcionários. Ao ver que se tratava de um assalto, uma das atendentes correu de medo para os fundos, mas Magali, que tava no caixa, não pôde fazer nada. Sentindo o metal do revólver contra sua cabeça, ela ficou imobilizada rezando para que Neguinho não disparasse. “Quando ele te põe a arma na cabeça e tu sentes ele tremendo, é torturante”, contou a dona da padaria.

Tendo Magali como refém e fazendo vários tipos de ameaças, Neguinho mandou que os dois representantes comerciais se deitassem no chão. Assim que o padeiro veio para frente ver o que acontecia, Neguinho não hesitou em mandar que ele ficasse parado, senão dispararia.

Mesmo com todos rendidos, Neguinho não teve muito tempo para fazer a limpa no caixa. Pouco depois que anunciou o assalto, seu comparsa deixou a moto para avisá-lo que os pedreiros que trabalhavam numa obra atrás da padaria perceberam a movimentação e que havia o risco de a polícia bater por ali. Neguinho então pegou o dinheiro que tava no caixa e mais 50 reais da carteira de um dos representantes comerciais, fugindo com o comparsa.

Como suspeitou o comparsa de Neguinho, a PM foi mesmo acionada por vizinhos, que acompanharam a fuga dos bandidos e acabaram denunciando onde eles estariam. Neguinho foi preso na rua José Lino Rocha, também na Meia Praia. O comparsa conseguiu fugir e não foi localizado pela PM.

Comerciante reconhece bandido cara a cara

Depois da prisão de Neguinho, Magali foi chamada à delegacia onde tinha registrado o boletim de ocorrência. Os policiais ainda perguntaram se ela conseguiria identificar o assaltante, e ela disse que sim, mas um erro dos tiras fez com que ela ficasse frente a frente com o gurizão que tinha lhe roubado. “É horrível. Você não tem noção da sensação que é ficar cara a cara com a pessoa que te colocou a arma na cabeça”, lascou.

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Mesmo com medo, ela confirmou que havia sido ele quem a assaltou. Ela também reconheceu o cara por outros dois assaltos. De acordo com informações do setor de inteligência da PM, Neguinho ja faturou mais de seis mil reais do caixa, além de joias e objetos de clientes em todos os ataques feitos na padaria.

Donas já pensaram em fechar a padaria

A frequência dos assaltos à padaria Deluca já haviam cansado a família, que cogitou fechar o lugar. Fundada há 13 anos pelo pai de Magali e Carla, a padoca tá nas mãos das duas irmãs desde a morte dele. Porém, se dependesse da mãe das manas, que até foi agredida pelos bandidos, elas já teriam fechado o comércio. Funcionários deixaram de trampar por causa da violência, clientes sumiram, além de vários investimentos em segurança que se mostram ineficazes ou muito caros. Foi pela vontade de ver o negócio dar certo que as duas não fecharam as portas. Agora, com um dos bandidos presos, Magali e a irmã esperam ter mais pouco de sossego. “Nós temos uma falta de segurança total em Navegantes”, lascou Magali.

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