Itajaí

Fiscais pegam bagulhada de ambulantes

Três vendedores ambulantes tiveram as mercadorias apreendidas na segunda-feira nas praias de Balneário Camboriú. Eles não tinham alvará e perderam os artesanatos e as bijuterias que vendiam.

As apreensões foram registradas no início da tarde. Antes de recolher a mercadoria, os fiscais convidaram o ambulante a deixar a praia. “Eles saíam e, dali um tempo, voltavam. Então, a gente apreendeu ...

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As apreensões foram registradas no início da tarde. Antes de recolher a mercadoria, os fiscais convidaram o ambulante a deixar a praia. “Eles saíam e, dali um tempo, voltavam. Então, a gente apreendeu”, explica o fiscal Renato Carvalho Fereira, 31 anos.

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A batida nos produtos artesanais rolou na praia de Laranjeiras, onde três barnabés da secretaria Municipal da Fazenda trampam desde 16 de dezembro. Já as bijuterias foram recolhidas na altura da rua 1131, com dois vendedores. “Eles não tinham alvará”, conta o fiscal Hélio Azevedo, 63.

Desde 16 de dezembro, seis funcionários vistoriam o trampo dos ambulantes só na praia Central da Maravilha do Atlântico. De acordo com o fiscal Antonio da Silva, 52, outros oito profissionais se juntam a eles até quinta-feira que vem.

Jéssica de Sezaro, 18 anos, integra a equipe de fiscais da Fazenda que atua na praia Central. Segundo ela, os campeões de atraques são ambulantes tentando vender amendoim e castanhas. “Esse tipo de produto não pode ser vendido. Ninguém tem alvará pra comercializar isso”, explica.

Na maioria das vezes, os espertalhões atuam com olheiros, que ficam sentados em uma cadeira de praia, na calçada. “Eles ficam olhando pra ver se não passa fiscal. Quando avistam um, avisam o vendedor, que sai correndo da praia. Eles saem, mas logo voltam quando o negócio acalma. É complicado”, admite.

Ambulantes perdem dindim

Claudinei Américo de Souza Vieira, 23, vende picolé na praia há três anos. A concorrência desleal, segundo ele, refletiu nas vendas. “Esse ano tá fraco. Neste mesmo período, no ano passado, eu já tinha pago o alvará [que custa cerca de R$ 800]. Nem isso eu consegui ainda”, lamenta.

O vendedor de cangas João Alves Costa, 40, culpa a falta de rigor da fiscalização pelo grande número de vendedores clandestinos em Balneário Camboriú. “Ficam todos no mesmo lugar. Deveriam se deslocar mais e pela praia”, critica.

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