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Ewaldo Willerding é jornalista formando pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e atua há 36 anos na imprensa de Florianópolis

Para a Fiesc, estradas ruins travam a economia de SC


Para a Fiesc, estradas ruins travam a economia de SC
Mário Cezar de Aguiar defende a modernização das rodovias em SC (foto: Divulgação/Fiesc)

Entidade que congrega boa parte da PIB catarinense, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) tem sido uma voz importante na cobrança por  melhorias da infraestrutura viária no estado. O presidente Mário Cezar de Aguiar, em várias oportunidades, expressa a insatisfação do setor produtivo com a qualidade das rodovias. O modal rodoviário é o principal adotado e, se não fosse a deficiência das estradas, SC estaria em outro patamar no cenário nacional. “Santa Catarina tem uma economia pujante, somos a sexta do país. Se tivéssemos estradas à altura, teríamos a melhor economia do país”, diz o presidente

Mário Aguiar destaca a BR 101 como principal artéria, que de certa forma faz a ligação entre os cinco portos catarinenses – Itapoá, São Francisco do Sul, Navegantes, Itajaí e Imbituba. Mesmo duplicada, está saturada. Outra importante veia é a BR 116, mas que igualmente sofre com problemas estruturais. As duas passam por processo de repactuação contratual, o que abre uma janela para um novo modelo de gestão. “Essas concessões vão até 2033 e o modelo é antigo. O Brasil não tinha experiência em concessão rodoviária e não foi previsto uma série de obras. SC tem crescido muito mais em termos populacionais do que a média brasileira. O Brasil cresceu 6,5% entre os dois últimos censos e SC cresceu 21,5%”, observa Aguiar, com exclusividade para a coluna Acontece SC. “A nossa economia cresce muito mais do que a média brasileira. Estes fatores aumentam a necessidade de um modelo mais adequado. Isso tem tirado competitividade da indústria catarinense”, destaca.

Para o presidente da Fiesc, esta repactuação – que pretende ampliar o prazo de concessão por mais 15 anos, indo até 2048 –  é a oportunidade de fazer estradas padrão internacional. “Nós temos uma topografia muito acidentada, muitos aclives e curvas perigosas. Precisamos de um modelo com túneis e viadutos, para que uma carga que saia de Chapecó rumo a Itajaí, por exemplo, perca do menor tempo possível. É um investimento inteligente, que salva vidas”, reforça. “Precisamos de rodovias de classe mundial, padrão internacional. Não é utopia. Somos um estado importante, repassamos a Brasília muito e recebemos pouco de volta, temos que exigir. É uma questão de merecimento”, conclui.

Precisamos de rodovias de padrão internacional. Não é utopia. Somos um estado importante, repassamos a Brasília muito e recebemos pouco. É uma questão de merecimento ...

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Mário Aguiar destaca a BR 101 como principal artéria, que de certa forma faz a ligação entre os cinco portos catarinenses – Itapoá, São Francisco do Sul, Navegantes, Itajaí e Imbituba. Mesmo duplicada, está saturada. Outra importante veia é a BR 116, mas que igualmente sofre com problemas estruturais. As duas passam por processo de repactuação contratual, o que abre uma janela para um novo modelo de gestão. “Essas concessões vão até 2033 e o modelo é antigo. O Brasil não tinha experiência em concessão rodoviária e não foi previsto uma série de obras. SC tem crescido muito mais em termos populacionais do que a média brasileira. O Brasil cresceu 6,5% entre os dois últimos censos e SC cresceu 21,5%”, observa Aguiar, com exclusividade para a coluna Acontece SC. “A nossa economia cresce muito mais do que a média brasileira. Estes fatores aumentam a necessidade de um modelo mais adequado. Isso tem tirado competitividade da indústria catarinense”, destaca.

Para o presidente da Fiesc, esta repactuação – que pretende ampliar o prazo de concessão por mais 15 anos, indo até 2048 –  é a oportunidade de fazer estradas padrão internacional. “Nós temos uma topografia muito acidentada, muitos aclives e curvas perigosas. Precisamos de um modelo com túneis e viadutos, para que uma carga que saia de Chapecó rumo a Itajaí, por exemplo, perca do menor tempo possível. É um investimento inteligente, que salva vidas”, reforça. “Precisamos de rodovias de classe mundial, padrão internacional. Não é utopia. Somos um estado importante, repassamos a Brasília muito e recebemos pouco de volta, temos que exigir. É uma questão de merecimento”, conclui.

Precisamos de rodovias de padrão internacional. Não é utopia. Somos um estado importante, repassamos a Brasília muito e recebemos pouco. É uma questão de merecimento” - Mário Cezar Aguiar, presidente da Fiesc

 

Contas do Governo 

Conselheiro Luiz Roberto Herbst será o relator das contas do Governo de 2025 (foto: LUIZ ROBERTO HERBST)
Conselheiro Luiz Roberto Herbst será o relator das contas do Governo de 2025 (foto: LUIZ ROBERTO HERBST)

 

O conselheiro Luiz Roberto Herbst, do TCE/SC, será o relator das contas do Governo do Estado relativas ao exercício de 2025, terceiro ano da gestão do governador Jorginho Mello. A definição ocorreu por sorteio.  Herbst será o responsável pela apresentação da proposta de parecer prévio sobre as finanças do Estado, durante sessão extraordinária do Plenário a ser realizada em 2026. Em 2025, serão apreciadas as contas relativas ao exercício financeiro de 2024, que têm o conselheiro Luiz Eduardo Cherem como relator. 

FECAM

O prefeito de Gaspar, Kleber Wan-Dall, foi empossado como o novo presidente da Federação de Consórcios, Associações de Municípios e Municípios de Santa Catarina (Fecam). Wan-Dall sucede Fabrício de Oliveira, prefeito de Balneário Camboriú. Em seu discurso de posse, Kleber destacou a importância da Fecam na articulação de políticas públicas e na defesa dos interesses municipais, além de reafirmar seu compromisso com a inovação e a eficiência na administração pública municipal.

Eleitores de SC

Santa Catarina tem 5.640.659 pessoas aptas a participar das eleições 2024. O eleitorado catarinense cresceu 2,75% em relação às eleições de 2022 e 8,35% em relação à última eleição municipal, realizada em 2020. Entre os municípios com maior número de eleitores estão Joinville, com 434.821; Florianópolis, com 410.812; e Blumenau, com 265.491. Nestas cidades, é prevista a possibilidade de segundo turno, caso nenhum candidato consiga a maioria absoluta dos votos em primeiro turno.


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