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Por Vanessa Tonnet - Vanessatonnet.psi@gmail.com

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Uma amizade tóxica


Uma amizade tóxica

Muitos de nós aprendemos a elogiar as pessoas com determinadas convivências e exemplos. Comigo, por exemplo, foi com alguns baianos. Depois de trabalhar e estudar com alguns deles por três anos eu tive um intensivo de linguagem direta e didática, e hoje falo sem constrangimento que a pessoa é bonita, inteligente, querida, carinhosa, gentil.

Nem sempre foi assim: eu tinha medo de me mostrar vulnerável, ou elogiar, porque dar reconhecimento a alguém faz com que você exponha o seu afeto. Você tem que apresentar o que sente, abrir espaço para as suas emoções, demonstrar apego ou conexão, confessar a importância daquela figura em sua vida, o tamanho da sua saudade.

Pois bem, muitos de nós estamos acostumados a implicar, e nunca a relatar o quanto gosta com inteligibilidade. Pelo contrário, lança farpas como forma de chamar atenção, testar os limites, ver se o conhecido “o aguenta” por perto. Entende o início da convivência como uma provação, um purgatório de ataques e desmoralizações.

Começa a nomear possíveis amigos de “vadios”, de “desocupados”, de “energúmenos”, de “tapados”, de “bobalhões”, como se falar mal fosse querer bem.

Com um trato exageradamente pessimista e ácido, alguns bancam um tipo exigente, não oferecendo espaço para confetes.

Ao fugir da bajulação, certos se encontram com o boicote.

Não percebendo o quanto a atitude não tem nada de simpática. Chegam a causar danos a si mesmo e aos mais próximos.

Sem prever efeitos colaterais, cultivam relacionamentos adoecidos, adeptos da provocação e do atrito, desprovidos da paz e da cumplicidade. Tensionando os laços. Forçando constrangimentos.

Aquele típico de todo encontro virar ringue, guerra, como um festival de grosserias disfarçadas de intimidade. Levantar os defeitos da companhia dá a sensação de condição privilegiada de anunciar que conhece uma pessoa profundamente, que ela não tem como te enganar. Só que não observa e compreende a sua fragilidade para a existência, o quanto reabre suas feridas, o quanto aumenta as chagas da aceitação social, o quanto desperta seus traumas do fundo da caverna do inconsciente.

Com uma brincadeira inconveniente, uma piada torta, um apelido maldoso, uma saudação contraditória, podemos levar o nosso parceiro de volta ao abismo do bullying, à chacota da infância, à desvalia mais solitária.

Xingando, mesmo que seja por “ternura”, fazemos com que o indivíduo sempre se ache pouco, insuficiente, precário, falível, inadequado, feio.

Consentimos que ele entre em romances errados, que suporte o que não merece, que divida a rotina com quem o puxa para baixo, que se sinta envergonhado pela sua vaidade e conquistas.

Oferecemos um péssimo exemplo de aspereza, pois amizades são espelhos de como pretendemos ser tratados no amor.

Muitas comunicações reversas são refletidas a uma insegurança, uma resistência a  declarar uma ligação genuína. Não expressando o “eu te amo” para os amigos, para as pessoas que gosta. Raciocina que, ao precisar do outro, arcará com as dores da distância e do desentendimento. Isso faz ir se tolhendo de sofrer por antecipação. Não vá para este caminho, mude a rota.

Se permita a reconstruir-se em um amigo-companheiro melhor, não aquele que pegue no pé, mas simplesmente o que dá a mão.


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