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Competitividade portuária: é hora de agir


Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC

Com 21% do total brasileiro, os portos catarinenses movimentam mais contêineres do que toda a Argentina. Trata-se de um dos mais importantes complexos portuários da América do Sul, fundamental para um estado que registrou em 2022 corrente de comércio de US$ 41 bilhões. O empresário catarinense tem cultura de comércio internacional e precisa de portos eficientes. O estado possui terminais privados, em Itapoá e Navegantes, que comprovam que é possível ser muito mais produtivo com gestão profissional e sem ingerência política, impulsionando toda a economia. Mas precisamos estar alertas, ou o cenário estadual vai se deteriorar.

A FIESC chama atenção há muitos anos para a necessidade de investir nas rodovias que ligam os portos à indústria e na estruturação de um sistema ferroviário que conecte os portos catarinenses à malha nacional. Também temos destacado a urgência de adequarmos nossos terminais à tendência internacional de uso de embarcações cada vez maiores, de até 400 metros. Se não fizermos isso rapidamente, cargas hoje movimentadas aqui irão para os portos de Rio Grande, Paranaguá e Santos, que avançaram na preparação de suas estruturas.

Este é um assunto que não pode ser avaliado com viés ideológico. Por isso, a FIESC defende a continuidade do processo de desestatização do Porto de Itajaí. Não podemos nos dar ao luxo ...

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Com 21% do total brasileiro, os portos catarinenses movimentam mais contêineres do que toda a Argentina. Trata-se de um dos mais importantes complexos portuários da América do Sul, fundamental para um estado que registrou em 2022 corrente de comércio de US$ 41 bilhões. O empresário catarinense tem cultura de comércio internacional e precisa de portos eficientes. O estado possui terminais privados, em Itapoá e Navegantes, que comprovam que é possível ser muito mais produtivo com gestão profissional e sem ingerência política, impulsionando toda a economia. Mas precisamos estar alertas, ou o cenário estadual vai se deteriorar.

A FIESC chama atenção há muitos anos para a necessidade de investir nas rodovias que ligam os portos à indústria e na estruturação de um sistema ferroviário que conecte os portos catarinenses à malha nacional. Também temos destacado a urgência de adequarmos nossos terminais à tendência internacional de uso de embarcações cada vez maiores, de até 400 metros. Se não fizermos isso rapidamente, cargas hoje movimentadas aqui irão para os portos de Rio Grande, Paranaguá e Santos, que avançaram na preparação de suas estruturas.

Este é um assunto que não pode ser avaliado com viés ideológico. Por isso, a FIESC defende a continuidade do processo de desestatização do Porto de Itajaí. Não podemos nos dar ao luxo de renunciar a investimentos que são urgentes. Da mesma forma, Santa Catarina precisa se unir em torno das obras estruturantes que não estão sob gestão privada: a correção do canal de acesso à Baía da Babitonga e a segunda etapa da bacia de evolução da Foz do Rio Itajaí. São investimentos cruciais para a continuidade da modernização dos terminais, mas de baixa monta, se considerarmos o impacto econômico da atividade portuária.

A hora de agir é agora. A receita de ICMS gerada pelos portos é estimada em R$ 5,1 bilhões anuais e cada contêiner movimentado pelos nossos portos gera cerca de R$ 4 mil na economia. Porto competitivo é imprescindível para garantir o suprimento de matérias-primas e a distribuição da produção industrial; é essencial para a inserção internacional e a consequente geração de empregos, renda e desenvolvimento. O futuro de Santa Catarina passa pelos portos.


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