Colunas


Candidatos: mais do que boa vontade


Campanhas eleitorais e Gestão Pública estão se qualificando em termos de preparação. Há, ainda, múltiplos e extremos deslizes, fruto de nossa Cultura Política. Mas, por necessidade e por arranjos institucionais mais fiscalizatórios, por condições aprimoradas de concorrência política e eleitoral, pela imprensa livre, os processos eleitorais estão repletos de muitas necessidades organizadas por especialistas, cientistas sociais [sociólogos, antropólogos, cientistas políticos], psicanalistas.... Não há “onisciência política” pela boa vontade.

Instituições organizadoras e fiscalizadoras dos processos de gestão pública e eleitoral, a cada período, curtem o couro que segura as relações de poder. A imprensa livre, baseada em argumentos reflexivos sobre os fenômenos e que age por princípios gerais e não particulares [a imprensa que vende notícia saltita em chantagens], os Tribunais Eleitorais e as formas públicas de fiscalização e denúncias [protocoladas em instantâneos de telefones], fazem do processo eleitoral uma caminhada que requer extrema preparação.

O aperfeiçoamento não se mobiliza sem riscos. O aprendizado é, muitas vezes, solitário e doloroso, mas servirá para colocar como aprendiz qualquer sábio antecipado. A cada período as construções eleitorais e políticas se modificam e reorganizam as peças do jogo a ser jogado. Como numa longa partida de xadrez, cada peça se modifica na medida dos movimentos dos  peões, torres, rainhas ou damas, reis, bispos, cavalos para se entender as jogadas e o resultados possíveis do jogo. Este é o primeiro gesto dos pensadores: compreender as mudanças nas coisas e nas pessoas que ocorrem no tempo.

Cada jogador muda ao passar dos anos e de suas condutas. Numa sociedade com diversidade de comportamentos sociais, como atores de uma peça chamada “sociedade”, cada membro precisa se aperfeiçoar ...

Já tem cadastro? Clique aqui

Quer ler notícias de graça no DIARINHO?
Faça seu cadastro e tenha
10 acessos mensais

Ou assine o DIARINHO agora
e tenha acesso ilimitado!

Instituições organizadoras e fiscalizadoras dos processos de gestão pública e eleitoral, a cada período, curtem o couro que segura as relações de poder. A imprensa livre, baseada em argumentos reflexivos sobre os fenômenos e que age por princípios gerais e não particulares [a imprensa que vende notícia saltita em chantagens], os Tribunais Eleitorais e as formas públicas de fiscalização e denúncias [protocoladas em instantâneos de telefones], fazem do processo eleitoral uma caminhada que requer extrema preparação.

O aperfeiçoamento não se mobiliza sem riscos. O aprendizado é, muitas vezes, solitário e doloroso, mas servirá para colocar como aprendiz qualquer sábio antecipado. A cada período as construções eleitorais e políticas se modificam e reorganizam as peças do jogo a ser jogado. Como numa longa partida de xadrez, cada peça se modifica na medida dos movimentos dos  peões, torres, rainhas ou damas, reis, bispos, cavalos para se entender as jogadas e o resultados possíveis do jogo. Este é o primeiro gesto dos pensadores: compreender as mudanças nas coisas e nas pessoas que ocorrem no tempo.

Cada jogador muda ao passar dos anos e de suas condutas. Numa sociedade com diversidade de comportamentos sociais, como atores de uma peça chamada “sociedade”, cada membro precisa se aperfeiçoar em suas relações. A maturidade leva à modéstia [se colocar como aprendiz atento] e ao pensamento analítico capaz de observar as relações mutantes da vida política. A experiência contradiz a soberba: a sabedoria não é o mero acúmulo do que já se fez, mas a condição de vasculhar o que não é sabido.

Para essa nova etapa temporal da vida eleitoral a preparação é ainda mais fundamental. A elaboração do que se é no “jogo de xadrez”, quais movimentos são os mais adequados e quem os fará, a compreensão do tabuleiro refeito por alternâncias no ambiente de concorrência, os exageros e os abusos em redes sociais, as implicações dos valores sociais e do cárcere moral dos mundos virtuais, são nuvens que se modificam no segundo olhar em céu aberto.

Para se projetar como pré-candidato a vereador, por exemplo, nas condições atuais, é necessário mais do que boa vontade. Serão nulos os “Candidatos-Veto” [aquele que embora não seja eleitoralmente importante, “melhor estar comigo do que com o adversário”], e menos importantes os “Candidatos-Puxadores-de-Voto” [pelo sistema de contagem de votos para preenchimento de vagas parlamentares]. A ausência de coligações para cargos parlamentares, e os limites de quantidade de candidatos por partido, as cotas de gênero em tempos de estruturas de proteção às mulheres, darão novos impulsos ao processo de concorrência eleitoral.

Para ser candidato no tabuleiro do jogo político-eleitoral estabelecido é preciso muito mais do que boa vontade. Candidato, a partir desses tempos, terá que apresentar qualificações ainda não mensuradas em outras epopeias. Se tem vontade, prepare-se!


Conteúdo Patrocinado


Comentários:

Deixe um comentário:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Para fazer seu cadastro, clique aqui.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.

ENQUETE

Você é do time cardápio impresso ou digital?



Hoje nas bancas

Confira a capa de hoje
Folheie o jornal aqui ❯


Especiais

Congresso “inimigo do povo” muda o tom e promete “entregas concretas”

Eleições 2026

Congresso “inimigo do povo” muda o tom e promete “entregas concretas”

Porque violência contra animais cresce em grupos online de adolescentes

Cão Orelha

Porque violência contra animais cresce em grupos online de adolescentes

BRB, rombo bilionário e a questão: o que Ibaneis Rocha tem a ver com crise do Banco Master

BANCO MASTER

BRB, rombo bilionário e a questão: o que Ibaneis Rocha tem a ver com crise do Banco Master

Especialista explica o que querem os donos das big techs

Colonialismo de dados

Especialista explica o que querem os donos das big techs

Vamos investigar o lobby das Big Techs pelo Brasil

Microbolsas

Vamos investigar o lobby das Big Techs pelo Brasil



Colunistas

SC zera ICMS do diesel

Charge do Dia

SC zera ICMS do diesel

Curva que abraça o mar

Clique diário

Curva que abraça o mar

Profissionais ocupados demais nem sempre são produtivos

Mundo Corporativo

Profissionais ocupados demais nem sempre são produtivos

Casos e ocasos

O futuro turístico de Balneário Camboriú exige escolhas

Via Streaming

Dica da semana: “Foi apenas um acidente”




Blogs

Bola na marca do gol

Blog do JC

Bola na marca do gol

O exemplo tem de ser dado pela Prefeitura

Blog do Magru

O exemplo tem de ser dado pela Prefeitura

Carnaval hoje no Itamirim

Blog da Jackie

Carnaval hoje no Itamirim






Jornal Diarinho ©2025 - Todos os direitos reservados.