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JotaCê

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JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.

Uma questão delicada


Uma questão delicada

A semana que passou foi marcada por mais um episódio envolvendo a Guarda Armada da Dubai tupiniquim, desta vez decisão do Ministério Público em restringir a ação dos guardas, com aquela conversa que a lei diz isso, a lei diz aquilo e a Constituição aquilo outro. Tudo bem, o MP cumpre seu papel, mas vamos ao real.

Pragmatismo

O real é que o povão quer segurança, e não está nem aí que a segurança venha de guarda municipal, estadual ou federal. Também é notório que o efetivo da polícia Militar não dá conta do recado de uma criminalidade sempre em alta e que é, ainda por cima, e ao contrário de muitos setores do serviço público, organizada. Sobra pra quem? Pros municípios, porque é do prefeito que todo mundo cobra tudo.

Exemplos

Ao estado e ao governo federal cumpre cuidar da saúde, segurança e da educação. Mas, tira os recursos aplicados pelas cidades nesses setores pra ver o que sobra. Os municípios arcam até com barnabés cedidos para órgãos da dona justa, polícias e outros, porque os estados estão numa “m” geral e o governo federal, nem aí, que não é comigo. Essa é a verdade, em rápidas pinceladas.

Entoncês...

Então as citys estão investindo em guardas armadas para melhorar a segurança. Itajaí está montando a sua, Balneário já tem há tempo, e sem dúvida, o trabalho da guarda de lá tem, no mínimo, auxiliado na segurança da Dubai brasileira, considerada uma das cidades mais seguras do sul do Brasil, segundo ranking publicado tempos atrás.

Tranqueira

Mas sempre tem nhenhenhém. Ou de ordem política, com gente querendo partidarizar segurança pública tentando obter vantagem eleitoral, ou de ordem corporativa, que nos traz à lembrança os embates entre polícia Militar com polícia Civil, Civil com Guarda Municipal, Guarda Municipal com Policia Militar, e por aí vai. Agora entrou o Ministério Público querendo regrar a coisa e tirar a Guarda de BC da ação ostensiva e tal. A pergunta é: quem ganha?

A resposta é

Ninguém. A não ser a bandidagem alvissareira que por aqui campeia e os cus de encrenca que sem policiamento enchem a cara e o saco de todo mundo. Guarda Municipal existe em outros estados e em outros países. Com maior ou menor relevância, maior ou menor abrangência em suas prerrogativas. No Brasil a Constituição determina as atribuições das polícias, mas o que acontece de fato é o seguinte: a força municipal tende a agir onde as outras não alcançam.

Por quê?

Porque é do poder municipal que se cobra solução, já que Floripa fica longe e Brasólia então nem se fala. E se for lá reclamar, dá em nada também. Então o município tem que se virar, com grana curta, com a menor parte do bolo de arrecadação, para dar conta do que estado e União não dão na saúde, na segurança, na educação e no que mais aparecer.

Pra finalizar

Num mundo ideal, não precisaria existir Guardas Municipais. Mas também não precisaria as citys investir em saúde e nem em educação (imagina se municípios não investissem em creches!). Se os municípios investem é porque o povo cobra, e porque é preciso. E o arsenal de leis e regras que existe no Brasil, e que é tão grande que ninguém entende (exceto bancas de advogados milionárias), deveria ter uma regra de ouro para balizar questionamentos como os ‘hora’ em pauta. E essa regra seria: vale o bom senso.

Comissão de ética

Aquele rolo entre a vereadora bonitona Juliethe Nitz (PR) e o vereador Eliseu Pereira (MDB), do manda brasa, ficou engavetado mais de mês na presidência da casa. Juliethe acusa Eliseu de ter passado a mão em seus glúteos.

Reapareceu

O caso iria para a comissão de ética, mas misteriosamente estava nas mãos da turma lá do gabinete do presidente Rei das diárias, Roberto de Souza Junior (MDB). Nesta semana o processo para a comissão de Ética finalmente reapareceu e chegou às mãos do vereador responsável, Pedro Francez (PR).

No DEM

O prefeito Paulinho Dalago, o Paulinho Bagual de Bombinhas, assinou há alguns a fichinha do Democratas, deixando o PTB. Com isso, está de corpo e alma na pré-campanha do deputado federal, João Paulo Kleinubing, que almeja a cadeira estofadinha do governo do Estado.

Vice

Além de ter se filiado ao Democratas, Dalago foi eleito um dos vice-presidentes estaduais da sigla. Continua valendo o que a coluna explanou. A ex-prefeita Paulinha da Silva (PDT) apoia o PSD de Gelson Merisio e Bagual o Kleinubing. Dividiu, por enquanto...

Não está em campanha

Alguns políticos e pastores do Gideões se agarraram no pré-candidato a presidência, Jair Bolsonaro (PSL), na sua visita à terra da pedrada e ex-do tiro ao vereador, Camboriú. Foi chamado de capitão e pastores discursaram que não queriam transformar em ato politico, mas falaram em sentimento de mudança.

Cruz pesada

Bolsonaro fez discurso, ressaltando que não estava falando como candidato, mas que “a cruz era pesada e ele não iria carregar sozinha, ia carregar com todos”, puxando coro da plateia. Imagine se estivesse em campanha...


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