Crime em Camboriú

Mãe de jornalista acusado de assassinato diz que filho estava dopado

Mãe, que é advogada, diz que não sabe pra onde o filho fugiu e alega legítima defesa

Ana Lucia alega que havia uma terceira pessoa no apartamento no momento do crime (Foto: Reprodução)
Ana Lucia alega que havia uma terceira pessoa no apartamento no momento do crime (Foto: Reprodução)
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A mãe e advogada do jornalista Rodrigo Oliveira dos Santos, de 37 anos, acusado de matar o ex-marido, o empresário Robson Maldonado Malinoski, também de 37 anos, tem uma nova versão pro crime que chocou a região pela brutalidade.

Rodrigo é acusado de mater o ex a facadas, dentro do apartamento da vítima, na última segunda-feira.

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A mãe procurou o DIARINHO nesta quarta-feira para apresentar a versão da defesa. Ana Lucia Oliveira alega que o filho estava dopado com remédios, e que não há certeza de que ele matou o ex. Ela levanta a hipótese da presença de uma terceira pessoa no apartamento onde tudo aconteceu.

Segundo Ana Lucia, apesar de imagens mostrarem Rodrigo no elevador com manchas de sangue na roupa e portando facas, para ela isso não comprovaria a autoria do crime. “Em que pese ele estar descendo o elevador sujo de sangue e com facas na mão, não se pode afirmar que Rodrigo cometeu o crime. Cadê o terceiro? E tanto que estava dopado que nem se atentou às câmeras”, afirmou. Ela sustenta que havia outra pessoa no apartamento, fato que, segundo ela, ainda não veio à tona.

A mãe do acusado também afirma que Rodrigo estava sob efeito de medicamentos controlados. Segundo ela, a familiares do ex marido de Robson estariam incentivando que Rodrigo tomasse remédios aos quais ele tinha intolerância. “Ele não podia tomar, enlouquecia. Mesmo assim insistiam em dar. Ele já havia tentado suicídio e eu pedi socorro à distância pelo meu filho”, declarou.

Ana Lucia alega ainda que Rodrigo “sofria forte pressão psicológica”. “A família da vítima impedia ele de entrar na própria casa após a morte do pai dele. Eles não haviam se separado, mas havia outra pessoa frequentando o apartamento com apoio da família da vítima, que tem muita influência nesse caso. Cadê o terceiro? Por que estão ocultando?”, questionou. 

Segundo a mãe, assim que localizar o filho, pretende defendê-lo “com provas”. Ela afirma que Rodrigo e Robson mantinham um relacionamento havia cinco anos e que a convivência passou a ser conturbada com a presença constante da família da vítima no local. “Os pais foram morar no mesmo prédio, a irmã locou outro apartamento e ainda aguardavam a chegada de mais familiares. Com isso, virou um entra e sai no apartamento que o casal dividia, deixando o acusado sem privacidade”, disse.

Ainda conforme a versão de Ana Lucia, após a morte do pai de Rodrigo, em 12 de dezembro, ele ficou na casa da sua família para viver o luto. “Aproveitando esse momento, a família da vítima proibiu a entrada do acusado no lar ao qual ele contribuía financeiramente. Além disso, construíram patrimônio juntos. A família da vítima, que fazia uso de remédios controlados, forneceu essas medicações ao acusado sem prescrição médica, o que agravou seu estado psicológico”, afirmou.

A mãe do jornalista diz que, no dia do crime, Rodrigo foi até o apartamento após receber mensagens de Robson para tratar de dívidas comuns. “Ao chegar, percebeu que havia outra pessoa no local. Nervoso e pressionado, tomou os remédios dados de forma irresponsável. Após uma discussão, ambos pegaram facas. Meu filho, completamente dopado, agiu em legítima defesa para não morrer”, alegou.

Ana Lucia afirmou ainda que não sabe o paradeiro do filho. “Sou mãe e advogada dele, mas não sei onde ele está. Estou à procura para representá-lo. Ele tem provas de tortura psicológica praticada pela família da vítima e pela própria vítima”, declarou.

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O crime

Imagens das câmeras de monitoramento do prédio mostram que Rodrigo chegou ao local às 12h41 de segunda-feira. No elevador, ele não esboça emoção. As gravações indicam que o jornalista deixou o edifício às 12h45, com uma faca tipo peixeira nas mãos e a camiseta suja de sangue. Ainda portando a faca, Rodrigo aciona o botão para abrir o portão e deixa o prédio. Três horas depois o corpo de Robson foi encontrado no apartamento com três facadas no peito. A polícia já faz buscas por Rodrigo, mas ele ainda não foi localizado. A motivação do crime seria o fato de Rodrigo não aceitar o fim do relacionamento que mantinha com a vítima.

Versão da mãe de Rodrigo é um "absurdo"

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O DIARINHO tentou contato com Josi, irmã de Robson, mas sem sucesso. Nas redes sociais, ela comentou como um "absurdo" a versão apresentada pela mãe de Rodrigo. "Que tipo de mãe defende um criminoso dessa forma?", escreveu. Ela ainda disse nas redes sociais que Rodrigo tinha curtido as postagens da família após o assassinato. “Triste ver um irmão cheio de vida e sonhos num caixão. Morto por um louco, psicopata que está solto, on-line e curtindo nossas postagens. É um tapa em nossa cara”, escreveu Josi.



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