JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Agarramentos eleitorais
A presidente do PMDB peixeiro, a dama de ferro Eliane Rebello, se encontrou ali na Cocada da Beth com o presidente do PDT, Marcelo Saldré. A dupla bebericou um café, e a muié ficou fazendo cânticos de sereia na cachola do brizolista, da possibilidade de uma coligação com o PT de Níkolas Reis, entre outros agarramentos eleitorais. E Saldré ouviu calado e absorto.
Se juntar dá briga
Até porque, lá atrás, durante o governo do Volnei Barbudinho Morastoni (PT), a convivência entre ambos nunca foi pacífica. Quem não se alembra que a patroa do chefão do PDT se encrespou e, segundo os linguarudos de plantão, teriam rolado sopapos na secretaria de Educação, envolvendo a Eliane e a muié de Saldré? Cosa medonha na época.
Na mira da vice
No papo na Hercílio Luz, adoçado com o cafezinho da Beth, ficou latente que tanto Eliane quanto Marcelo não andam contentes com a vice-prefeita Dalva, do PSD. Tudo porque na secretaria da Saúde, área comandada por Dalva, não se arranjou um cantinho que fosse ocupado por alguém do PMDB ou do PDT. Sem divisão de espaços é complicado andar lado a lado. Principalmente quando se vislumbra o futuro.
Tudo junto e, separado...
Outra situação que seria interessante é que, com o possível abraço do desassossegado Luiz Carlos Pissetti à reeleição do burgomestre, ex-homem dos galináceos, prefeito Jandir Bellini (PP), seria de bom alvitre e um gesto de parceria e reconhecimento que tanto JB quanto Dalva abrissem espaço para que o democrata viesse a sentar os glúteos na cadeira de prefeito, entre 10 e 15 dias. Não existe grupo sem união. Ou existe?
Tudo dez
Cosa linda, quando se coloca obra na Adolfo Konder, com as calçadas e ciclovias em ambos os lados da pista. O que se questiona (veja fotos no Blog do JC) é se os donos daqueles terrenos ao Deus dará e as grandes empresas, como Brasfrigo, pra citar um exemplo, vão pagar algo pelas calçadas, como têm que pagar o seu Maneca e a dona Maria em outros bairros da city. E num é?
Argolo enforcando
O processo da Argolo, que andava meio parado, começou a andar e, além dos envolvidos, alguns candidatos, como diz aquele carteiro que entrega cartas Itajaí afora, podem perder o direito de sê-lo. Há quem diga que, além das pessoas citadas pelo MP, entes públicos também estariam sendo chamados pra compor. Oh, dor! Oh, vida!
Exemplo
O secretário da Criança e do Adolescente de Itajaí, Everton Wan-dall, que é vice-presidente nacional da juventude do PDT, e o diretor para Assuntos da Juventude, Norival Montibeller, viajam para participar nos dias, 1º, 2 e 3 de junho do Congresso Nacional da JSPDT. A dupla, seguindo os princípios da moralidade/legalidade pública, através de ofício ao RH da prefa, solicitou o desconto nos vencimentos dos dias ausentes.
MP ligadão
Eu disse que havia inhaca por detrás da troca que a administração pública da Maravilha do Atlântico queria fazer com um terreno de propriedade do Supermercado Imperatriz. Há seis meses, quando participei da audiência pública pra debater o tema na casa do povo, teve gente que se disse bombeiro na oportunidade e que queria apagar o fogo da cabeça desse articulista com o casco do extintor de incêndio.
Na cachola
Só dando na cabeça mesmo! O projeto chama de doação de bem imóvel público, o que permitirá à empresa proprietária da área espichar sabugões de concreto armado com mais algumas lajes acima, algo em torno de 40 metros, se não me falha um dos meus dois neurônios. A área nobre está no seio, ou melhor, no centro da city. Acredito que este tenha sido um dos motivos dos vermelhinhos ficarem xonados pela área.
Massa de manobra?
Não quero acreditar que tenham sido usados como massa de manobra. Acontece que nem os bombeiros conseguiram apagar o fogo do interesse imobiliário na praia mais querida do sul desse mundão de meu Deus do céu. O projeto, que já estava há seis meses com carimbo do protocolo na casa do povo praiana, ainda teve substitutivo. Até a Câmara foi pressionada a votar com afirmações do comandante do batalhão da Maravilha.
Ah, para, né?
Detonando que enquanto as outras unidades tavam ganhando equipes e ficando moderninhas e chiquérrimassss, a do balneário mais badalado do planeta estava às traças. Deus acuda! Pouco antes do momento da votação, foi apresentado o pedido do prefeito de retirada do projeto, atendendo a uma solicitação do Ministério Público pra que desse uma garibada no troço. O vereador Dão Koeddermann quase teve uma coisa.
Bobo quase parou!
Os mais afoitos dizem que Dão teve até que trocar as pilhas do marca-passo ao cutucar o governo dizendo que os vereadores não estavam ali brincando de legislar e que desafiava o líder do governo a mostrar o papéli do MP. Em aparte, o vereador Claudir revelou que o pedido desesperado pela retirada se dava em razão do projeto que tratava sobre doação de uma área nobre da cidade.
