JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
É florida!
Finda-se esse triste 2015, um ano especialmente para baixo, tanto no cenário nacional quanto no local. A nossa amada Itajaí teve um ano para lá de complicado, com a prisão de figuras carimbadas da política e do serviço público local.
Murchou
Figuras que faziam e aconteciam acabaram atrás das grades em duas operações desencadeadas pelo Gaeco, operações que ainda prometem desdobramentos, mas que tiveram como efeito imediato o murchamento de pretensões ao paço. No resumo, o azedume geral do povo com a política fez estragos por aqui, tornando tudo mais difícil de engolir.
Caiu
Além disso, Itajaí, que começou o ano anunciando ser a cidade número um do estado em Produto Interno Bruto, acaba 2015 na segunda colocação. O porto que bombava já não bomba, ou está meia-bomba, e não dá pra jogar a culpa só no governo local, acusado de inércia.
Ferrar a city
Também o governo federal e o estadual capricharam em ferrar com Itajaí. Perdemos competitividade por conta do fim da guerra fiscal que fazia o ICMS daqui ficar mais atrativo a importadores; as cidades do oeste convenceram o governo do estado a contrariar lei federal e papar o ICMS que deveria ficar aqui; e investimentos que deveriam ser feitos por esses governos ficaram no ora veja.
Fazendo boquinha
Num ano em que o governo da tia Dilma Rousseff (PT) não tem dinheiro pra nada, ainda fica fazendo boquinha pra conceder prorrogação no contrato da APM em Itajaí, o que garantiria investimento de R$ 160 milhões da empresa para ampliação da área portuária e aumento da produtividade.
Oh, dor!
As obras do berço três e quatro andaram devagar e o arrendamento desses dois berços, agora pretendidos pela APM, sequer andaram. E as obras da bacia de evolução, depois de tudo liberado, ainda continuam paradinhas. Quer mais?
Ferraram
A roubalheira na Petrobras, apurada pela operação Lava Jato, fez a empresa diminuir os investimentos e ferrar milhares de empregos aqui na região, seja em estaleiros que tinham contrato com a petroleira, seja na mudança da sede de operações de Itajaí para Santos.
Todos
Pra terminar a ladainha, todos os portos do Brasil têm a dragagem de seus canais pagas pelo governo Federal. Menos Itajaí, é claro, a quem o governo prometeu R$ 65 milhões para dragagem de desassoreamento em caráter emergencial e não saiu, e depois em regime especial de contratação que também não saiu.
Representação
Aí fica difícil, né? Dizem que Itajaí não tem representação política. E o Décio Lima (PT), que sempre papou votos por aqui, e até se mudou de mala e cuia para a cidade? Não é representação política de Itajaí? E essa turma de deputados que de vez em quando pinta por aqui para tirar fotografia, ? Não é representação política?
Amiguinho
E o governador Raimundão que lavou de fazer votos aqui em Itajaí em todas as eleições, e que é assim, assim, amiguinho da presidente Dilma? Hein? Ou o governador não representa interesses da cidade que são também do estado? Hein? E essa agora de culpar nossa desgraça por falta de representação política. Ora faça-me o favor!
Pesquisa
O resultado da pesquisa sobre a tendência do eleitorado da Maravilha do Atlântico, divulgada no final de semana pelo IPS da Univali, teve grande repercussão, embora o grande número de indecisos: 60%.
Renovação
Pelos números apresentados pelo IPS da Univali: Leonel Pavan (PSDB) 9%; Fabricio de Oliveira (PSB) 8% e Fabio Flor (PP) 6%, faltando 10 meses para o pleito, pôde-se comparar este expressivo número de indecisos como uma mensagem de que o eleitor está bem mais criterioso.
Esperar pra conferir...
Leonel Pavan já galgou todos os degraus da política, por isso, 9% é um resultado fraco. Fabricio de Oliveira atua há uns 12 anos na política, exerceu dois mandatos de vereador, é suplente de deputado federal e acumula três derrotas. Fábio Flor está no segundo mandato de vereador, já foi candidato a prefeito e deputado estadual, ocupou a pasta da Fazenda e atualmente responde pelo Planejamento.
Sem confiança?
Aliás, os puxas do candidato governista Fábio lascam que se ele ganhar será sem o apoio do PMDB e comissionados, já que não confiam no baixinho. Mas o baixinho também não confia no PMDB, portanto se ganhar muita gente que hoje tá empregado, não estará em 2017. Vento que venta lá, venta cá...
Nada de novo
Não surgiu um candidato novo no cenário. Nenhum nome desponta como vice, só tem candidatos a prefeito na Maravilha? Dalvesco, que é o eterno vice, aparece na lanterna da pesquisa, o atual prefeito, que não pode concorrer à reeleição, teve só a mixaria de 4,95%.
Lá embaixo
Tiveram pouco mais de 1% na pesquisa: Carlos Humberto Metzner (PR) e Nilson Vampiro Probst (PMDB), nas citações espontâneas. Ainda chama a atenção a rejeição do Periquito, que é maior que a do governador com cara de padreco, Raimundo Colombo (PSD). Enquanto o alcaide psitacídeo beira os 40%, Colombo acumula 34% de rejeição.
Popularidade
A presidente Dilma Rousseff (PT) tem 77,66% de rejeição, como nunca antes na história desse país. Nem o Itamar quando apareceu com a modelo sem calcinha no palanque foi tão rejeitado.
Bombinhas
Finalmente, depois de 18 meses, a prefa da Capital do Mergulho, entrega oficialmente, nesta segunda-feira, a avenida Leopoldo Zarling totalmente pavimentada e arborizada. A prefeita bonitona, Paulinha da Silva (PDT), venceu o desafio. Paulinha e o vice Paulinho Dalago, o Paulinho Bagual (PTB), tão com a boca nas zorelhas. A entrega festiva vai rolar a partir das 19h. Foto no Blog do JC, no DIARINHO.
Nos píncaros da lua!
Aliás, perdigueiros da coluna assopram que pesquisa do IPS Univali aponta a prefeita Paulinha como a mais bem avaliada entre todos os prefeitos da região.
Tristeza
O colunista lamenta profundamente o falecimento do presidente do PT de Itajaí, ex-vereador Manoel Jesus Conceição, o Maneca do PT, na noite do último sábado, na BR 101. Os pêsames à família enlutada!
Pesar
Lourival Uller, que foi vereador em Itajaí, durante dois mandatos, quando a função não era remunerada, faleceu na madrugada de domingo, no hospital Marieta Konder Bornhausen. Os pêsames à família.
