JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
As novas regras eleitorais
Organizadores de campanha estão batendo a cachola atrás de financiamento para o pleito deste ano. Pela nova regra, empresas não podem mais doar para as candidaturas. Apenas pessoas físicas. E no mar de notícias ruins que envolve a política e financiamento de campanha, quem se habilita? A novidade assusta e afasta possíveis doadores, aí a dificuldade.
Uma campanha diferente
Na campanha deste ano, as novas regras aprovadas no ano passado passam a valer, e além da novidade no financiamento, muda, também, a cara da eleição. Na televisão e no rádio, serão apenas 35 dias de pedincho de voto, ao invés dos 45 dias de antes. E em vez de meia hora por bloco de programa, agora serão apenas dez minutos divididos entre os candidatos. Um ao meio dia, outro a noite.
Menos programa, mais propaganda
O que aumentou foi o número de inserções de propaganda, que gastavam antes 30 minutos por dia e agora gastarão 70 minutos. A nova regra mudou também a pré-campanha, que agora pode ocorrer antes do período eleitoral, o que era vedado anteriormente como campanha antecipada. Só não pode é pedir voto explicitamente nesses encontros pré-campanha.
Bom ou ruim?
Então será uma campanha diferente. Se é pra melhor ou pra pior, só o tempo irá mostrar. De cara, observa-se que com menos tempo nos programas do horário gratuito e menos dias de campanha no ar, menos coisas vão ser faladas, ou discutidas, ou propostas. E o brasileiro, que na sua maioria não está nem aí pra política, aí é que não vai dar bola mesmo. Dez minutos passam voando.
Propaganda
Vai ter mais tempo nas propagandas distribuídas pela programação, mas geralmente no horário dos comerciais o brasileiro vai dar aquela mijadinha básica, ou então vai à cozinha beliscar alguma coisa pra encher a pança. E as propagandas de vários candidatos misturados vão dar um baita nó na cabeça do povo, e quando isso acontece vem àquela famosa conclusão: É tudo um bando de caco mesmo!.
Entoncê
Aquele país que sonhamos em que se discutirá seriamente a política, o crescimento econômico e os assuntos que dizem respeito ao nosso futuro, ao nosso dia-a-dia e ao dia-a-dia dos nossos filhos e netos, fica pra próxima. Ou, talvez, pra nunca mais. E tudo permanece como dantes do quartel de Abrantes.
Enquanto isso...
A televisão terá, em plena época eleitoral, 22 horas e 30 minutos por dia pra falar e vender o que quiser. Já os partidos políticos, repito, em plena época eleitoral, terão apenas uma hora e meia, distribuída ao longo da programação, nesses 35 dias, para dizer a que vieram... E durma com um barulho desses!
Paulinho da Força
O presidente nacional da Força Sindical e, do partido Solidariedade, o deputado federal por São Paulo, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força que nunca fez poioca nenhuma pela city peixeira, mas, foi laureado com o titulo de cidadão honorário, pelo vereador Osvaldo da Mancha Branca Mafra, vai estar em Itajaí, na próxima segunda-feira. Vai ter coletiva e tudo mais como se o cara fosse presidente da República!
Papear
A informação é que Paulinho da Força vem pra conversar com presidentes de outras siglas, visando o pleito deste ano. Não se sabe o que isso contribui com o processo eleitoral em Itajaí. Na verdade nada. Além disso, Paulinho tem mais que cuidar da sua terra e da sua defesa, já que hoje, é réu em uma ação penal no Supremo, acusado de supostamente se beneficiar de recursos do BNDES.
Num gosto, mas...
Aliás, confesso que não me apraz o que pensa o deputado federal da Santa & Bela, Rogério Mendoza Peninha (PMDB), que pertence a bancada da bala e, que em muitas ocasiões defende a intolerância e a violência com mais violência. Contudo, o projeto que apresentou pra acabar com a obrigatoriedade da contribuição sindical, merece aplausos. Um dia por ano, o trabalhador tem que contribuir com sindicato. Queira ou não!
Grudam
Todo mundo dá de ripa nos políticos, mas, ninguém discute a questão dos sindicatos. Não deve ser nem um pouco ruim ser mandachuva de sindicato. Ou é? O sujeito quando senta a buzanfa na cadeira de presidente de sindicato (qualquer um) não quer mais desgrudar. Parece que passa durepoxi. Não larga de jeito nenhum. Só com muita briga, ou se morrer... E pouco se vê de transparência...
