Publicado 04/02/2026 11:17
Prestes a completar oito longos meses à frente da Secretaria de Estado do Planejamento, o ex-prefeito e muso das bochechas rosadas de BC City, Fabrício de Oliveira (partindo para o Republicanos), resolveu dar o ar da graça no último domingo. Mas não foi para anunciar alguma conquista, projeto aprovado, obra liberada ou recurso destinado a Maravilha do Atlântico.
Passeata
O líder regional, que deveria se posicionar como um verdadeiro membro do executivo estadual, veio participar de passeata em protesto pela morte do Orelha, demonstrando “sua indignação coletiva pela violência cometida contra um animal, para pedir mudança de mentalidade e de legislação”.
Fez?
O vídeo publicado pelo ex-alcaide nas redes sociais dá a entender que o protesto é de meros cidadãos, e que alguém tem que fazer alguma coisa. Agora, a pergunta: Fabrício já fez? Poderia fazer algo agora? Hummmmmm...
Recordar é viver
Em 2024, no último ano de sua gestão na cadeira mais estofada dos altos da Dinamarca, a ONG Viva Bicho enfrentava situação crítica, concentrando todas as demandas da city no resgate, acolhimento e tratamento de animais de rua ou que sofreram maus tratos. Em resumo: em oito anos, nem criar um departamento para o bem-estar animal foi possível. Ué!
Para inglês ver
Saudosistas do período fabricista no comando da praia alagada, ops, alargada, alardeiam que o pop star teria sido o prefeito que mais fez algo pela causa animal, pois sancionou a lei 4436/2020, que dispõe sobre o controle de populações de animais comunitários em BC. O problema é que entre aprovar uma lei e tirar a mesma do papel há um abismo gigantesco.
Vamos aos números
Em um ano de gestão, a prefeitona espevitada, Juju Pavan (PSD), fez mais castrações em mutirões do que o atual bambambã do planejamento estadual em seus oito anos na prefa. Juju fez 707 castrações em diversos bairros e Fafo fez 500 castrações.
Implantados
O orçamento para políticas de bem-estar animal foi ampliado e setores específicos para a política de bem-estar animal (Meio Ambiente) e de combate aos maus tratos aos animais (Segurança Pública) foram, enfim, implantados.
Sempre há o que fazer
É claro que cada gestor, a seu tempo e a seu modo, faz o que pode e dá contribuições. Mais do que natural. O difícil é ver políticas públicas ainda insuficientes para a proteção animal, e, em contrapartida, eventos onde a população demonstra sua revolta e políticos tentam surfar a onda e capitalizar em cima da desgraça geral – que eles mesmos não ajudam a resolver.
Foto (Divulgação)
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