Quem tem bebê pequeno em casa deve ficar atento. A região de Itajaí vai receber na próxima semana doses do anticorpo que ajuda a proteger crianças contra o vírus sincicial respiratório (VSR), uma das principais causas de bronquiolite e internações em bebês.
Santa Catarina recebeu nesta semana o primeiro lote do nirsevimabe, anticorpo monoclonal indicado para prevenir formas graves da doença em crianças com maior risco. Ao todo, o estado recebeu 4037 ...
Santa Catarina recebeu nesta semana o primeiro lote do nirsevimabe, anticorpo monoclonal indicado para prevenir formas graves da doença em crianças com maior risco. Ao todo, o estado recebeu 4037 doses, sendo 3826 de 50 mg e 211 de 100 mg, enviadas pelo Ministério da Saúde.
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A distribuição para as regionais de saúde já começou e a Regional de Itajaí está no cronograma para receber as doses na segunda-feira, junto com Blumenau. A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde é que a aplicação comece até o dia 15 de fevereiro, depois que os municípios organizarem os atendimentos.
O nirsevimabe é indicado principalmente para bebês prematuros, crianças com cardiopatias congênitas, doenças pulmonares crônicas e outras condições que aumentam o risco de complicações respiratórias. O VSR costuma circular com mais força nos meses mais frios e é uma das principais causas de hospitalização infantil.
Segundo a secretaria, equipes da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) estão em contato com as regionais e secretarias municipais para definir pontos de aplicação, treinar profissionais de saúde e orientar sobre os critérios para receber o anticorpo.
O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, destaca que a chegada do medicamento representa um avanço importante. “A chegada do nirsevimabe representa um avanço importante na proteção das nossas crianças, especialmente no período de maior circulação do VSR, contribuindo para a redução de internações e complicações respiratórias em grupos de maior risco”, afirma.
A estratégia se soma à vacinação contra o VSR em gestantes, iniciada no fim de 2025, que ajuda a proteger os bebês nos primeiros meses de vida. A orientação é que as famílias procurem a unidade de saúde de referência do município para saber se a criança se enquadra nos critérios e como será feito o agendamento.