Em meio ao caos
Marcílio Dias goleia o JEC em jogo marcado por bombas em campo na Arena
Marinheiro começou o quadrangular do rebaixamento vencendo por 4 a 2 fora de casa
Anderson Davi [editores@diarinho.com.br]
O Marcílio Dias enfrentou uma batalha na Arena Joinville na noite desta terça-feira e saiu vencedor diante do Joinville por 4 a 2, na primeira rodada do quadrangular do rebaixamento. Em um jogo marcado por bombas, pedras e sinalizadores atiradas no campo pelo torcedor da casa, o segundo tempo teve paralisação de quase uma hora até que a situação se acalmasse.
Com bola rolando, o Marinheiro esteve atrás no placar duas vezes, e buscou o empate com Jonatan Lisboa e Guilherme Kanté. A virada veio com Zé Carlos, que desencadeou toda a confusão na Arena. Quando a bola voltou a rolar, Felipe Cruz fechou o marcador e o árbitro Bráulio da Silva Machado decidiu encerrar a partida devido aos objetos que voltaram a ser jogados no gramado.
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Líderes com três pontos, Marcílio e Carlos Renaux se enfrentam pela segunda rodada na próxima segunda-feira, às 20h, no Gigantão das Avenidas.
O jogo
Na estreia do técnico Emerson Cris, o Marinheiro começou melhor na partida e empilhou chances desperdiçadas. Em lançamento do goleiro Cavichioli, Cesinha ficou cara a cara com o goleiro, que saiu bem na entrada da área e fez a defesa. Na sequência, Victor Guilherme cruzou e Felipe Baiano acertou a trave em desvio na área. Batatinha também ficou cara a cara com o goleiro, mas chutou rente a trave.
No seu primeiro lance de perigo, o Joinville abriu o placar aos 34 minutos. Após contra-ataque pela esquerda, Bruno Camilo bateu da entrada da área e acertou o canto para fazer 1 a 0.
A vantagem do JEC durou apenas cinco minutos. Cesinha cobrou escanteio da direita e Jonathan Lisboa desviou no primeiro pau para empatar. O Joinville reagiu rápido e aos 43 Gabriel Terra entrou driblando na área e tocou no canto para fazer 2 a 1.
O prejuízo da etapa inicial quase foi maior para o Marcílio porque Victor Guilherme foi expulso em dividida no meio de campo. Após análise do VAR, o árbitro decidiu revisar e aplicar apenas o cartão amarelo para o lateral direito rubro-anil.
Na volta do intervalo, o Marcílio Dias voltou pressionando e empatou aos 18 minutos. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Guilherme Kanté chutar rasteiro da entrada da área. A bola desviou na defesa e enganou o goleiro.
O Joinville sentiu o gol e o Marinheiro precisou de mais três minutos para virar a partida. Batatinha deu belo cruzamento para Zé Carlos só completar pras redes na pequena área. Na sequência, Bruno Camilo, do JEC, recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso.
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Aos 29 minutos, dezenas de sinalizadores vermelhos foram atirados para o campo pelos torcedores atrás do gol defendido pelo goleiro Matheus Cavichioli, do Marcílio. Bombas, pedras, copos também começaram a voar em direção ao campo.
O árbitro Bráulio da Silva Machado teve que parar a partida já que uma grande fumaça tomou canto de um lado do campo. A polícia militar, de dentro de campo, tentou dispersar torcedores que estavam atrás do gol com tiros de bala de borracha. Após quase uma hora de paralisação, a partida foi retomada.
O Marinheiro matou o jogo faltando dois minutos para o fim do tempo regulamentar que restava. Cesinha deu belo lançamento para Felipe Cruz no campo de ataque. O jogador arrancou sozinho até a área e bateu na saída do goleiro para fazer 4 a 2. Com o quarto gol rubro-anil, mais objetos começaram a ser atirados em campo, tendo também o banco de reservas do Marinheiro também como alvo. Com isso, o árbitro decidiu encerrar a partida sem acréscimos.
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Anderson Davi
Anderson Davi; jornalista no DIARINHO, formado pela Univali, com atuação na editoria de Esportes.
