CÃO COMUNITÁRIO

Domingo de protesto e pedido de justiça pela morte de Orelha

Quatro adolescentes de classe média alta foram apontados pela Polícia Civil como autores do crime

Protestos pediram punição pela morte de Orelha em diferentes cidades do país (Foto: Reprodução)
Protestos pediram punição pela morte de Orelha em diferentes cidades do país (Foto: Reprodução)
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Um domingo de protestos marcou diversas cidades brasileiras em pedido de justiça pela morte do cão comunitário Orelha. O animal, de cerca de 10 anos, foi espancado no dia 4 de janeiro, na praia Brava, em Florianópolis, por adolescentes de classe média alta. No dia 5, ele foi submetido à eutanásia por um veterinário devido à gravidade dos ferimentos.

As manifestações foram convocadas pela organização “Cadeia para maus-tratos”. Houve atos na avenida Atlântica, em Balneário Camboriú, e no trapiche da avenida Beira Mar Norte, em Florianópolis, onde o cachorro foi atacado. Também houve protestos em São Paulo, no vão do Masp, na avenida Paulista; no Rio de Janeiro, no aterro do Flamengo e em Copacabana; em Belo Horizonte, na Feira Hippie e em Brasília, no Parque Dog, no Setor Sudoeste, onde o ato foi no sábado.

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Em Balneário Camboriú, os manifestantes levaram cartazes com frases como “Eles não falam, mas sentem tudo. Justiça por Orelha”, “A justiça não é cega, ela é seletiva” e “Não é só um animal silenciado, é um chamado por justiça”. O grupo percorreu parte da avenida Atlântica e se concentrou na praça Almirante Tamandaré, pedindo punição aos adolescentes envolvidos no crime.

Uma das pessoas que participou do protesto foi o ex-prefeito e atual secretário de Estado do Planejamento, Fabrício Oliveira (PL). “Balneário Camboriú hoje está em uma indignação coletiva, como no Brasil, pela violência cometida contra o Orelha. Centenas de pessoas vieram pedir mais do que justiça, mas uma mudança de mentalidade, de legislação e padrão em se tratando, principalmente, de um crime absurdo e hediondo como esse. Espero que, não só essa movimentação, mas como todas as declarações pelo Brasil surtam efeito positivo de respeito não somente aos animais, mas à vida”, disse o ex-prefeito.

Quatro adolescentes mataram Orelha

Orelha era um cão comunitário, ou seja, vivia sem um tutor definido, mas mantinha laços afetivos com moradores e comerciantes da região, que cuidavam da alimentação e do abrigo do animal.

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, quatro adolescentes espancaram o cão. Depois do crime, dois deles foram para Disney, nos Estados Unidos, e retornaram à cidade na última quinta-feira. A Polícia Civil fez uma operação no aeroporto durante a chegada deles, cumprindo mandado de busca e apreensão de celulares dos dois jovens. O inquérito policial que os investigava por ato infracional análogo ao crime de maus-tratos já foi concluído.

Um advogado e dois empresários, pais dos adolescentes, foram indiciados por coação no curso do processo. O inquérito foi encaminhado ao Fórum. Já os adolescentes podem receber medidas socioeducativas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca).

A medida mais severa prevista para os quatro adolescentes é a internação por, no máximo, três anos. A presidente da Comissão Especial de Proteção e Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal, Ana Paula de Vasconcelos, detalha como funciona a internação. “Os juízes não fixam um período fechado. A internação é reavaliada a cada seis meses, para verificar a necessidade de continuidade. Caso algum deles complete 18 anos, não há alteração no regime”, afirma.



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