Mesmo fora das quartas de final do Campeonato Catarinense, o Figueirense é o responsável pela polêmica envolvendo os ingressos da partida entre Camboriú e Avaí. É o que alega a diretoria do Camboriú, que em nota oficial justificou que os altos valores para o jogo no Orlando Scarpelli foram definidos pelo clube dono do estádio.
As vendas iniciaram na quarta-feira e, rapidamente, os preços que começaram em R$ 120 para as duas torcidas chegaram ao quarto lote por R$ 200 para o setor visitante, com opção de meia-entrada. Com ...
As vendas iniciaram na quarta-feira e, rapidamente, os preços que começaram em R$ 120 para as duas torcidas chegaram ao quarto lote por R$ 200 para o setor visitante, com opção de meia-entrada. Com isso, muitos torcedores do Leão reclamaram nas redes sociais dos preços praticados para a partida marcada para sábado, às 16h30, pelo jogo de ida das quartas, com mando do Camboriú.
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“Em comum acordo com o Figueirense FC, o Camboriú FC SAF adquiriu o direito de mandar seus jogos no Estádio Orlando Scarpelli durante a disputa do Campeonato Catarinense 2026. Conforme estabelecido no acordo, o Camboriú FC SAF é o responsável pela divulgação da partida e pelo atendimento à imprensa no dia do jogo. Já a comercialização de ingressos, bem como a organização de entrada e saída dos torcedores e os demais serviços operacionais do evento ficam sob responsabilidade do Figueirense”, explicou o Camboriú na nota oficial.
Além disso, o acordo também prevê que sócios do Figueirense comprem ingressos para o setor da torcida do Camboriú por apenas R$ 20. As vendas exclusivas para os sócios alvinegros também foram abertas pelo site Minha Entrada, enquanto os ingressos para o setor da torcida da Cambura já se encontram esgotados no site.
Também pelas redes sociais, os torcedores alvinegros lembraram que no Catarinense do ano passado, o Avaí cobrou R$ 200 no setor do Figueirense no clássico disputado na Ressacada. Para o mesmo jogo, o Leão chegou a fazer promoção de R$ 20 para o seu torcedor. “Pau que bate em Chico, bate em Francisco”, ironizaram os alvinegros nas redes sociais citando o ditado popular.
Caso no Procon
Acionado pelo Avaí, o Procon de Florianópolis solicitou nesta quinta-feira explicações ao Camboriú e ao Figueirense sobre o que classificou como “cobrança abusiva”, relatando os altos valores e a rápida mudança de lote na venda de ingressos para a torcida azurra. Os dois clubes receberam o prazo de 24 horas para apresentar seus esclarecimentos. De acordo com o Procon, a prática feriu o Regulamento Geral de Competições e o Código de Defesa do Consumidor.