POLÊMICA NA BEIRA RIO

Desclassificados do edital de food trucks podem ficar sem renda a partir de segunda

Grupo que ficou de fora do novo edital diz que mais de 20 famílias ficarão sem trabalho

Os comerciantes também questionam o impacto da decisão para a população e para o turismo. (Foto: Gabrielle Rudolf)
Os comerciantes também questionam o impacto da decisão para a população e para o turismo. (Foto: Gabrielle Rudolf)
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Trabalhadores de food trucks da avenida Beira Rio, em Itajaí, estão revoltados com o resultado do novo edital da prefeitura, que definiu quais veículos poderão seguir atuando no local. Parte do grupo ficou fora da lista e cobra explicações sobre as pontuações finais e o que chamam de “resposta direta do prefeito diante da indignação dos comerciantes”.

Segundo os trabalhadores, mais de 20 famílias devem perder a fonte de renda já a partir desta segunda-feira. Eles alegam que buscam apoio e respostas da prefeitura, especialmente do prefeito Robison Coelho (PL), sobre os critérios usados na seleção e a pontuação atribuída no processo.

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Ao DIARINHO, alguns relataram que, durante o período eleitoral, o prefeito e o vice teriam pedido apoio dos food trucks e prometido ajuda, garantindo que não haveria mudanças que prejudicassem a permanência dos veículos na Beira Rio.

Agora, com o edital, o cenário mudou completamente. “Fomos até o gabinete e ele nunca está na cidade. Mas acompanho as redes sociais dele e vejo que está em Itajaí”, reclamou um dos comerciantes desclassificados que não conseguiu ser recebido pelo prefeito.

Apesar da insatisfação, muitos trabalhadores reconhecem a importância da regularização. O problema, segundo eles, foi a forma como o processo foi conduzido. “Do jeito que foi feito, não é bom pra ninguém: nem pro itajaiense, nem pro turista, muito menos pra nós”, relataram.

Outro ponto destacado é a falta de diálogo. “Era só chamar a gente pra conversar. Se tivesse que pintar tudo de branco, a gente pintava. Colocar letreiro, deixar mais bonito. Mas fizeram tudo pelas nossas costas”, desabafou um comerciante.

Após a divulgação do resultado, o grupo foi recebido pelo vice-prefeito Rubens Angioletti e pelo secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, João Paulo Kowalsky. Durante a conversa, segundo os trabalhadores, o secretário teria se referido aos food trucks como “carreta furacão” e dito que “ia dar um jeito nisso”, o que aumentou ainda mais a indignação.

Além do impacto para os comerciantes, o grupo também questiona os reflexos para a população e o turismo. “Tem público pra todo mundo: restaurante, food truck, são pessoas diferentes”, argumentaram. Um dos trabalhadores, que vendia doces, reclamou que nenhum espaço foi destinado a esse tipo de produto.

A prefeitura afirma que os food trucks operavam sem qualquer tipo de licença formal, em uma situação de tolerância ao estacionamento para atividade ambulante. Sem o edital, havia risco de a Justiça determinar a retirada dos veículos, como aconteceu com os quiosques nas praias da cidade.

A administração defende que o novo credenciamento garante segurança jurídica aos selecionados e permite fiscalização com embasamento legal. Os autorizados também deverão participar de um curso de capacitação sobre o uso do espaço público.

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Sobre as críticas quanto à falta de diálogo, a prefeitura afirma que os comerciantes foram atendidos pelo vice-prefeito Rubens Angioletti e pela equipe do gabinete. A nota oficial reforça que o prefeito Robison Coelho está à disposição para atender a comunidade, mediante agendamento.

Ainda conforme a nota, as discussões agora devem se estender ao credenciamento de novos pontos da cidade onde há atuação de food trucks. A ideia, segundo o município, é evitar conflitos como os já registrados na praia Brava e no molhe, onde funcionava o antigo bar do Ivan.

Para atendimento direto com o prefeito, o contato pode ser feito pelo e-mail expedienteprefeito@itajai.sc.gov.br ou pelo telefone (47) 3341-6001.

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