O venezuelano Luis Martinez, 36 anos, e o colombiano Cristian Rodriguez, de 35, acabaram presos e autuados em flagrante depois de cenas de racismo no Itajaí Open de Tênis, na quinta-feira, no clube Itamirim. Eles foram flagrados fazendo gestos ofensivos pra torcida, xingaram um funcionário do clube e acabaram presos.
Depois de passar a noite na cadeia, os tenistas foram liberados na audiência de custódia, mas foram obrigados a usar tornozeleira eletrônica. O juiz homologou a prisão em flagrante e autorizou ...
Depois de passar a noite na cadeia, os tenistas foram liberados na audiência de custódia, mas foram obrigados a usar tornozeleira eletrônica. O juiz homologou a prisão em flagrante e autorizou a liberdade provisória dos estrangeiros. Eles tiveram os passaportes apreendidos e não podem sair da região por mais de sete dias sem autorização judicial.
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Repercussão e indignação
A injúria racial revoltou a torcida, redes sociais e organizadores do evento. Em nota, o Itamirim Clube de Campo repudiou os atos racistas e reafirmou seu compromisso com “a promoção da igualdade e dignidade humana”. O clube destacou que todas as providências judiciais foram tomadas para apuração dos fatos.
Nas redes sociais, a Federação Catarinense de Tênis (FCT) também repudiou o ato e prestou solidariedade às vítimas. A organização do Itajaí Open se manifestou e reforçou que a PM estava presente durante o torneio e teve ação imediata. “O Itajaí Open repudia veementemente o racismo ou a discriminação de qualquer natureza”, afirmou a coordenação.
Sem saber perder
Os atos de injúria racial aconteceram após a vitória, de virada, da dupla Eduardo Ribeiro e Igor Marcondes. Os brasileiros ganharam as quartas de final do Challenger 75 de Itajaí em cima dos então favoritos Luis Martinez e Cristian Rodriguez. Diante da derrota, Luis foi flagrado pela transmissão oficial do evento fazendo gestos imitando um macaco, enquanto olhava pra torcida. Ele foi preso no hotel.
Já o colombiano Cristian foi filmado pelo influenciador Bonfa Tennis, chamando um boleiro de “macaco”. A vítima, de 16 anos, é funcionária do clube. Cristian foi preso ao ir à delegacia atrás do companheiro de equipe preso.
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No Brasil, injúria racial tem pena de prisão de dois a cinco anos, além de multa.