Em Itajaí, uma moradora da rua Pedro Camilo da Silva, no bairro Fazenda, denunciou ter sido estrangulada. Ela conta que levou tapas no rosto de um policial militar na tarde de segunda-feira. Segundo ela, a abordagem aconteceu na própria casa e, após o ocorrido, ela foi algemada sem que o policial explicasse o motivo.
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A mulher gravou um vídeo que mostra um PM no quintal da casa, mas o momento da agressão não foi registrado. “Chamaram a gente de vagabundo, mandaram o Nilson tomar no cu – e o Nilson é infartado. Olha que vergonha!”, disse nas imagens.
Ao DIARINHO, B.C., de 60 anos, relatou que os policiais chegaram à casa onde na frente funciona a lavação do filho dela, após denúncia de briga e disparo de arma de fogo. “Não tinha ninguém atirando. Meu filho estava voltando da praia com a mulher e o filho. Me pegaram pelo pescoço e me algemaram. Fizeram o mesmo com meu marido. Um abuso! Não podiam nos agredir daquele jeito”, contou.
Segundo ela, o filho também levou tapas dos PMs. “Mesmo com eles ali, continuaram chegando denúncias pelo celular do policial, mas não havia briga nenhuma. Depois foram embora como se nada tivesse acontecido”, relatou.
A mulher diz que essa foi a segunda abordagem no local e acredita que as denúncias estejam ligadas a um terreno que o filho tenta regularizar na Justiça. A área é de marinha e a família tenta a posse de forma judicial.
Mesmo com medo de represálias, ela estuda registrar a queixa na Corregedoria da PM para que as abordagens sem justificativa parem e sejam investigadas.
A PM confirmou que esteve no endereço, por volta das 18h de segunda-feira, após denúncia de briga entre dois homens, sendo que um deles teria sacado uma arma. “Os envolvidos foram abordados no local, mas a arma não foi encontrada”, informou a corporação. A PM também declarou que não recebeu denúncia formal de agressão e orienta a família a registrar o caso na Corregedoria.
Agredidos na saída da padaria
Em Balneário Camboriú, a operadora de caixa S.M., de 66 anos, contou que estava tomando café com o filho em uma padaria da Quinta avenida, por volta das 11h desta quarta-feira, quando ambos foram abordados por dois policiais militares na saída. “Um deles puxou uma arma, revistou meu filho, consultaram a ficha dele, viram que não tinha nada e liberaram. Mas foi um total despreparo. Pediram desculpas, mas e a vergonha que passamos?”, desabafa a moradora.
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Ela mora há cinco anos na cidade e diz nunca ter sido tão desrespeitada. “Disseram que as características do meu filho coincidiam com as de um suspeito de roubo de carro. Mas eles que investiguem direito. E deixo aqui registrado: se algo acontecer comigo ou com meu filho, foram eles”, afirmou.
A Polícia Militar de Balneário Camboriú informou que não recebeu a denúncia formal e que casos deste tipo devem ser registrados na Corregedoria da PM, na rua México, 1191, das 13h às 19h.