BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Abaixo-assinado pede o fim do naturismo na praia do Pinho

Moradores relatam problemas de insegurança, atos sexuais, intimidação e lixo nas trilhas

Para vizinhos, naturismo virou desculpa pra prática de crimes (Foto: Arquivo/João Batista)
Para vizinhos, naturismo virou desculpa pra prática de crimes (Foto: Arquivo/João Batista)
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Primeira praia naturista do Brasil, a praia do Pinho, em Balneário Camboriú, corre o risco de perder o reconhecimento que tem desde 1988. Um abaixo-assinado organizado por moradores das praias agrestes pede o fim do naturismo no local. A medida seria pra recuperar a segurança na praia que é alvo de denúncias que vão de orgias a céu aberto ao descarte de lixo pelas trilhas.

Segundo lideranças comunitárias, a situação piorou nos últimos anos e já ultrapassou os limites do Pinho, impactando também moradores das praias de Taquaras, Estaleiro e Estaleirinho. As associações dos bairros se uniram pra cobrar medidas urgentes pela segurança e a volta do sossego em toda a região da Apa Costa Brava.

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“Com a consolidação da desordem na praia do Pinho, grupos praticantes de sexo em público começaram a migrar, em especial no horário da noite, para as praias vizinhas, onde o acesso noturno é discreto e desprovido de fiscalização”, diz o manifesto dos moradores. Há impacto com a degradação da restinga, uso de passarelas pra práticas sexuais e importunação sexual de mulheres nas praias e avenidas da orla.

Na praia de Taquaras, a principal preocupação é com a segurança na próxima temporada. “A gente precisa voltar a ter a nossa orla como ela era antigamente, onde não tem esses marginais que ficam na noite, usando drogas e fazendo orgias. A gente sabe que isso, e já conversamos com as forças de segurança, é efeito da praia do Pinho”, comentou o presidente da associação do bairro, Jair Euflorzino.

As associações alertam também para prejuízos ao turismo e risco de Taquaras, Estaleiro e Estaleirinho – certificadas com a Bandeira Azul – perderem o reconhecimento ambiental devido às condutas que comprometem a segurança, a limpeza e a proteção do meio ambiente nos locais. Já a condição de praia naturista no Pinho impede que área busque a certificação para o programa.

Petição já passa de 800 assinaturas

A petição on line já ganhou mais de 800 assinaturas até o último domingo. O documento será enviado pra prefeitura e pro Ministério Público. Para as associações, a revogação do status de praia naturista é a medida mais simples e eficaz, com efeito imediato pro fim da baderna, abandono, condutas sexuais ilícitas e outras ilegalidades no local.

Na Câmara de Vereadores de BC, um projeto apresentado ainda em 2022 proíbe o naturismo no Pinho, mas a proposta nunca foi votada. Com a mudança, a praia voltaria a ser de uso comum, facilitando ações de fiscalização e policiamento. O manifesto dos moradores ressalta que o naturismo não é mais praticado no local pelos verdadeiros adeptos, virando cenário pra abusos e ilegalidades de “invasores”.

O vereador Guilherme Cardoso (PL) recebeu moradores de Taquaras neste mês e deu apoio ao abaixo-assinado, lamentando a situação no Pinho. “O que estamos vendo é uma cidade perdendo um ambiente que nós, moradores, poderíamos acessar, trilhas tomadas por vagabundagem, a Polícia Militar não conseguindo fazer o seu trabalho e os moradores e turistas sendo constrangidos por inúmeras situações”, comentou.

Mudança no Plano Diretor

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Recomendação do Ministério Público, em 2022, foi contra alterações pontuais na legislação para o fim do naturismo até uma definição pelo novo Plano Diretor, a ser discutido e votado na câmara. O plano vigente reconhece a praia do Pinho como de prática do naturismo. Apesar disso, o acesso é livre mesmo pra quem não é adepto, com a nudez sendo opcional. Para os moradores, isso prejudica a ação da polícia.

A praia do Pinho conta com um complexo de lazer com estacionamento, pousada e camping, mas os responsáveis não podem barrar o acesso público à faixa de areia. A área exclusiva para naturistas fica no costão do morro da Tartaruga, entre o Pinho e Taquaras, administrado por uma associação. A entidade adota um código de ética contra condutas inadequadas.

Clique na petição online

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