Juan Berti, advogado da família de Deivyd: “tese de legítima defesa está afastada” (Foto: Arquivo)
Ralf Manke, o atirador de Balneário Piçarras que matou dois corretores de imóveis no último dia 1º de julho – crime registrado na avenida Emanoel Pinto, no centro da cidade – retornou à cena do crime minutos depois para desativar as câmeras de segurança da imobiliária onde ele disparou 12 vezes contra as vítimas fatais. A informação surge agora, após o indiciamento de Ralf nesta semana.
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A informação é do advogado Juan Felipe Berti, defensor da família de Deyvid Luiz Leite, 46 anos, cantor e corretor que perdeu a vida no local ao lado de Thiago Adolfo, 26 anos. Segundo Berti, o inquérito ...
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A informação é do advogado Juan Felipe Berti, defensor da família de Deyvid Luiz Leite, 46 anos, cantor e corretor que perdeu a vida no local ao lado de Thiago Adolfo, 26 anos. Segundo Berti, o inquérito foi finalizado segunda-feira pela delegada Beatriz Ribas dos Reis.
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“Com o processo criminal devidamente instaurado, investigações já apontam que a tese de legítima defesa de Ralf está afastada”, pontua Juan. “A alegação de que o atirador sofreu uma injusta agressão não foi corroborada pela investigação”, completou ao DIARINHO.
O crime aconteceu durante uma reunião sobre a venda da imobiliária que pertencia a Ralf Manke. Uma parcela pendente de R$ 25 mil teria motivado o confronto, e Deivyd figurava há menos de 30 dias como sócio de Ralf, em negócio intermediado pelo corretor Thiago.
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12 tiros foram disparados na imobiliária da avenida Emanoel Pinto (Foto: Arquivo)
O trio estava na imobiliária quando Manke disparou 12 vezes, acertando 10 tiros e matando Deyvid com oito perfurações e Thiago com duas.
A denúncia foi recebida pela 2ª Vara da Comarca de Balneário Piçarras, e segundo Berti, nas próximas semanas as testemunhas e o assassino vão prestar depoimento.
Além da tese da legítima defesa estar afastada, segundo Berti, um elemento amplia o cenário do crime premeditado: Manke matou os corretores, saiu da imobiliária e retornou minutos depois para retirar peças do sistema das câmeras de segurança, eliminando a chance de acesso às imagens do local do crime.
“Ele apagou as cenas, evidentemente para se livrar das imagens que o comprometiam. Mas as câmeras da avenida Emanoel Pinto mostraram ele voltando à imobiliária. Ficou dois a três minutos apenas, o suficiente para desligar o sistema interno”, reforçou Juan.
As qualificadoras do duplo homicídio são motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas. “Além das vítimas estarem desarmadas”, reforça o advogado.
Juan Berti conta que há testemunha – um terceiro sócio – já chamado pela investigação. Ele não estaria na sala onde aconteceu o crime. “Mesmo assim, essa testemunha disse, categoricamente, que antes da execução não houve qualquer discussão, briga, rusga, absolutamente nada que justificasse os disparos”, completou o advogado.
Ralf Manke, ainda com o sangue das vítimas na roupa, parou num posto de gasolina durante a fuga, onde foi preso. Ele carregava uma pistola. Em redes sociais, o acusado, que também é ex-militar, era entusiasta do uso de armas de fogo.
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