Formado pelo IFC

Nadador dedica medalha paralímpica ao cão-guia

Prata em Paris, Wendell Belarmino recebeu o cão-guia Ink em 2022

Belarmino é grato ao cão-guia pela sua recuperação mental e psicológica
Foto: Silvio Avila/CPB
Belarmino é grato ao cão-guia pela sua recuperação mental e psicológica Foto: Silvio Avila/CPB

O nadador deficiente visual Wendell Belarmino, medalhista de prata nas Paralimpíadas de Paris nos 50m livre S11, dedicou a medalha ao cão-guia Ink, formado pelo Instituto Federal Catarinense de Camboriú. Ink está com o atleta desde 2022, quando ele foi contemplado em uma chamada pública específica para atletas com deficiência.

“Além de guia, ele (Ink) foi muito importante para a minha recuperação mental e psicológica. Posso dizer que é um dos maiores personagens dessa medalha”, comemorou Wendell, que desde os oito anos de idade tinha o desejo de ter um cão-guia.

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Belarmino nasceu com glaucoma congênito e até a adolescência tinha 60% da visão. Ao longo dos anos, foi perdendo ainda mais a visão e, em 2019, passou a competir na categoria de cegos totais. Em Tóquio 2020, ele já havia conquistado três medalhas: ouro, prata e bronze.

“Nos sentimos honrados com o agradecimento de Wendell ao cão-guia Ink, e torcemos muito pela conquista do pódio pelo atleta. Não é fácil mantermos o Centro de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-guia e Inclusão em funcionamento”, destacou Sirlei Albino, diretora do IFC Camboriú.

Com mais de 12 anos de atuação, o IFC já formou 20 profissionais treinadores e instrutores de cães-guia, que estão trabalhando no Brasil e também no Uruguai. Até hoje, foram entregues 54 cães para pessoas com deficiência visual.

“Temos um custo anual na casa de R$ 1 milhão, o que torna difícil manter o funcionamento apenas com verba do IFC e eventuais emendas parlamentares e TEDs. Estamos há 12 anos sem ter a garantia de recurso financeiro federal específico para garantir o funcionamento para o ano seguinte. Se permanecermos assim, sem estarmos integrados a um plano de governo, corremos o risco de encerrarmos as atividades nos próximos anos”, alerta Sirlei.

O atleta teve acesso ao tão sonhado cão-guia graças a uma parceria entre o Instituto Federal Catarinense (IFC), a Secretaria Nacional de Esportes de Alto Rendimento (SNEAR) do Ministério da Cidadania, com apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A parceria resultou na entrega de oito cães-guias para atletas com deficiência.



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