Porto de São Chico  

Associação desmente estado e volta a denunciar espera de 19 dias de navios

Porto, administrado pelo Estado, havia justificado até 17 dias de espera, mas entidade diz que já esperou 58 dias

Fila de navios para atracar coloca em risco entrega de insumos para a safra em SC
(Foto: Divulgação/Porto SFS)
Fila de navios para atracar coloca em risco entrega de insumos para a safra em SC (Foto: Divulgação/Porto SFS)

O secretário da Associação Catarinense dos Importadores de Adubo (Acia), Renan Saldanha da Silva, afirmou que a autoridade portuária do Porto de São Francisco do Sul  mentiu  sobre o atraso na descarga de navios de fertilizantes que aguardam atracação. Ele afirma que as explicações foram para “agradar o governador” e “minimizar os impactos e problemas motivados pelo porto”.

Na semana passada, a direção do porto admitiu que a espera para descarga aumentou pelo crescimento nas operações e ao represamento de navios pelas condições de chuva  em julho e agosto ...

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Na semana passada, a direção do porto admitiu que a espera para descarga aumentou pelo crescimento nas operações e ao represamento de navios pelas condições de chuva  em julho e agosto, mas negou risco de desabastecimento dos insumos aos produtores rurais. Segundo o porto, a média de espera de navios de fertilizantes é de 12 dias, mas chegou a 17 dias em julho, com seis navios na fila na semana passada.

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A Acia, em resposta, afirma que a espera teve média de 19 dias em julho. Um dos navios chegou a esperar 58 dias. “Estamos desde junho e julho convivendo com fila entre 15 e 21 navios de prontidão, aguardando serem chamados para atracar e descarregar os fertilizantes”, informa Renan. Ele é gerente da Eleva Química, uma das oito empresas da Acia, que responde por 90% do volume de fertilizantes entregues no estado.

Fura-filas

O Porto de São Francisco adota a resolução SCPAR PSFS Nº 038/2022, que prevê atracação preferencial de três navios seguidos de fertilizantes. A medida não agrada nem os importadores dos insumos, nem a Federação das Indústrias de SC, que pede revisão da norma. Para a Fiesc, a regra prejudica a entrega de materiais ao setor siderúrgico, como aço, que abastece metalúrgicas e empresas do polo metalomecânico estadual. Já pra Acia, o problema é que a resolução não garante isonomia aos importadores e, segundo denúncia, estaria sendo usada para beneficiar um dos armadores, por “lobby político” junto ao porto.

“O porto está há dois anos aplicando o uso de um artifício que a Resolução 38 não prevê, que é descarregar o navio e, sem que ele volte para fila, já carregam o mesmo navio com exportação de madeira. Isso gera um benefício financeiro para o exportador G2 Ocean”, afirma o secretário da Acia sobre o suposto favorecimento ao “fura-fila”.

Uma reunião pretende discutir o assunto com o governador. Se as normas não forem alteradas, a associação dos importadores não descarta a possibilidade de denúncia ao Ministério Público e de solicitar que o TCE audite as normas atuais.

A Federação das Cooperativas Agropecuárias destacou que a demora traz o risco de que as empresas que importam a matéria-prima para produção de fertilizantes não consigam atender os agricultores até os prazos pro plantio. O atraso também gera prejuízos aos importadores pelos custos dos navios parados. O valor gira entre US$ 25 mil e US$ 35 mil por dia. O porto afirma que tenta reduzir a fila, mas diz que a demanda aumentou muito, sem que os berços de atracação fossem ampliados.



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