Matérias | Entrevistão


John Lenon Teodoro

"Eu digo que Camboriú não é uma bola para sair chutando. Muito menos cemitério de elefantes"

Entrevista com John Lenon Teodoro , pré-candidato a prefeito de Camboriú pelo União Brasil

Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]

“Eu não fui para o MDB para passar pano para o prefeito, para colocar cabo eleitoral para trabalhar na prefeitura”
“Eu não fui para o MDB para passar pano para o prefeito, para colocar cabo eleitoral para trabalhar na prefeitura”
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Natural de Itajaí, mas morando em Camboriú há mais de 20 anos, o vereador John Lenon Teodoro, do União Brasil (UB), é o mais jovem pré-candidato a prefeito de Camboriú. Ele acredita que a melhoria da cidade passa por uma “gestão inovadora”. John já foi duas vezes secretário municipal e está em seu segundo mandato na Câmara de Vereadores. Na entrevista à jornalista Franciele Marcon, John se intitula a melhor opção para Camboriú por conhecer o município e vivenciar os problemas e as satisfações em viver na cidade. Critica os dois ex-prefeitos de Balneário Camboriú que estão buscando espaço político no município e explica por que sua composição com o atual prefeito Elcio Kuhnen e o MDB não deu certo. Defende que o salto que Camboriú precisa dar é através da eficiência na gestão pública e opina que um prefeito deve trabalhar como um executivo. As imagens são de Fabrício Pitella. A entrevista completa, em áudio e vídeo, você confere no Portal DIARINHO.net.

 







 

DIARINHO – O senhor é morador de Camboriú há mais de 20 anos e vereador há duas legislaturas. Como vê o fato de dois ex-prefeitos de BC, Pavan e Piriquito, se apresentarem como pré-candidatos em Camboriú?


John Lenon: Eu acredito que esse movimento busca um espaço político que eles perderam na cidade onde construíram a trajetória política deles. Vejo também que Camboriú tem um potencial enorme e que hoje eles estão conseguindo enxergar isso. Porém, é um trabalho que eu venho desenvolvendo, venho buscando, junto com todos os setores da sociedade, construir uma agenda de cidade para resolver os problemas públicos. Eu entendo que o pré-candidato mais preparado para disputar uma eleição é aquele que conhece melhor a sua cidade, que conhece cada canto, cada rua, que conhece as pessoas pelos nomes, o servidor público pelo nome, conhece as entidades, os serviços que são prestados, que conhece os problemas públicos. E junto com a sociedade, liderar esse processo para resolver os problemas apresentando soluções e alternativas para colocar Camboriú no patamar que merece. Eu digo para as pessoas que Camboriú não é uma bola para sair chutando. Muito menos cemitério de elefantes. Camboriú é uma cidade maravilhosa, uma pedra preciosa em estado bruto, mas que precisa ser lapidada por pessoas que realmente amam e têm compromisso com a cidade.

 

Nós temos hoje um governante que é bom de discurso, mas é fraco na gestão”

 

DIARINHO – O pré-candidato Pavan alega que, se for eleito, vai ajudar a sua filha, Juliana Pavan, a governar BC, onde ela também concorre como pré-candidata a prefeita. Essa proximidade familiar entre os prefeitos das duas cidades seria benéfica para Camboriú?


John Lenon: Eu acredito que mais importante do que focar no poder político que a família Pavan pretende alcançar nessas eleições, é colocar Camboriú como prioridade. Nós precisamos agregar com parcerias com vários outros municípios vizinhos. Nós perdemos oportunidades por aqueles que já ocuparam a cadeira de prefeito, de olhar com mais carinho para Camboriú, principalmente prefeitos da cidade vizinha, de construir soluções a partir de uma integração. Uma política pública de integração, através de ferramentas como consórcio, como convênios intermunicipais. Para resolver o problema da segurança pública, para resolver o problema do Rio Camboriú, para resolver o problema de mobilidade urbana, de transporte coletivo urbano. Tiveram essa oportunidade, deixaram de fazer. Hoje, eu tenho a capacidade de tirar esses projetos do papel porque tenho formação técnica para isso. Sinto na pele o que a população camboriuense sente todos os dias. Eu pego ônibus, eu uso o serviço de saúde, eu conheço todas as escolas municipais, os equipamentos públicos. Se for para ter um critério para escolher o próximo prefeito de Camboriú, tem que ser um critério pela cidade, não por um sobrenome, não por projeto político de família. Um projeto que coloque Camboriú como prioridade. E, principalmente, amando a nossa cidade. Construindo um projeto que possa juntar todos os setores da sociedade.

 

“Eu não fui para o MDB para passar pano para o prefeito, para colocar cabo eleitoral para trabalhar na prefeitura” 

 

DIARINHO – Qual projeto o senhor julga o mais importante que aprovou enquanto vereador?


John Lenon: São inúmeros. Ligado à mobilidade urbana, eu fiz uma emenda na outorga onerosa que toda arrecadação que viesse dessa forma seria direcionada à melhoria de infraestrutura e mobilidade urbana. Recurso esse que é mal aproveitado pelo atual governo, que apanha para a burocracia. O modelo de governo hoje não atende mais a demanda da nossa cidade. A iniciativa privada está desenvolvendo Camboriú, gerando um crescimento. Os nossos empreendedores estão gerando crescimento. A cidade por si está crescendo. O governo não consegue acompanhar o crescimento. Ainda faz com que a burocracia impeça o nosso município de se desenvolver numa velocidade muito maior. Camboriú é um potencial. Ela precisa de um modelo de gestão como governança em rede, onde a gente possa construir uma agenda de cidade para resolver todos os problemas que impedem Camboriú de avançar. Outro projeto que eu fiz foi a questão do alvará simplificado, para diminuir a burocracia, que é o alvará digital em 72 horas. A isenção de taxa de alvará para os MEIs. Mais de 15 mil microempreendedores individuais foram beneficiados, que hoje têm isenção de taxas e impostos. Fiz também uma atualização num artigo do Código Tributário Municipal proibindo o município de antecipar a cobrança do ISS da construção civil. Para que a gente possa investir com mais segurança por parte do ramo imobiliário, sabendo que vão ter condições de escolher Camboriú para empreender, para gerar emprego, negócios, mas que não vão ser explorados pelo governo antes mesmo de concluir a obra, e ter que pagar de forma antecipada. Leis que eu fiz, como incentivo ao esporte, que não são colocadas em prática pelo governo municipal. Uma lei importante. Eu acredito que o esporte é uma ferramenta de transformação social – e que precisa ser levado a sério. Assim como o espaço para lazer e entretenimento. As famílias camboriuenses também querem aproveitar as belezas de Camboriú, mas o governo tem que dar condições.

 

“É inadmissível que a população do interior esteja sem ônibus desde o ano passado” 

 

DIARINHO - Como é sua relação com o prefeito Élcio atualmente?

John Lenon: A minha relação é como um vereador que cobra providências, apresenta soluções. Além de identificar o problema, eu também identifico as melhores alternativas para que ele, como chefe do poder executivo, possa tomar as decisões acertadas a favor da população. Nós temos hoje um governante que é bom de discurso, mas é fraco na gestão. Prova disso foi o que ele colocou no plano de governo dele, a guarda municipal, e não conseguiu tirar do papel. Esgotamento sanitário está acabando o governo e não conseguiu tirar do papel.

 

“O governo é campeão em fazer obras pela metade” 

 

DIARINHO – O senhor chegou a se filiar ao MDB, mas trocou de partido. Por que a passagem pelo partido do prefeito Élcio foi tão breve?

John Lenon: Eu dei uma oportunidade para o prefeito, que esteve na minha casa, me convidou para ingressar no MDB como pré-candidato a prefeito porque ele não tinha nenhum nome. Ele inclusive falou que eu sou a melhor opção para Camboriú. Estava bem posicionado nas pesquisas, que eu sou bem avaliado pela população, que tenho capacidade técnica, e que ele gostaria que eu aceitasse esse desafio. Eu coloquei Camboriú em primeiro lugar. Se é para nos unirmos a favor de Camboriú, aquilo que nos afastava se torna pequeno, porque Camboriú é a nossa prioridade. Mas, infelizmente, quando entrei no MDB, o que descobri? Que os próprios liderados pelo governo não confiavam no seu líder. O tempo todo eles falavam “cuidado que ele vai te trair, ele está te enganando”. Eu não me sentia mais confortável para continuar ali. Eu quero agradecer ao União Brasil, através da Jane [Steffen], do Fábio Mosca, que fizeram esse convite através do deputado federal Fábio Choquette, que me convidaram para, dentro do prazo eleitoral, ingressar no União Brasil.  Um partido extremamente grande, com projetos que envolvem a sociedade. Partido que tem como premissa o diálogo com todos os partidos, com a sociedade. Tenho aprendido muito com eles. Eu tenho a garantia de ser candidato na majoritária, que pra mim é o mais importante, porque eu quero ser uma opção camboriuense nessa eleição. Até porque eu me considero a primeira via e o candidato mais preparado para disputar essa eleição.

 

“Eu costumo dizer que tão ruim quanto a corrupção é o amadorismo na gestão pública. O efeito é o mesmo” 

 

DIARINHO – O MDB não tem nomes fortes em Camboriú além do atual prefeito?

John Lenon: Claro que não. A prova disso é que, no último minuto do segundo tempo, ele trouxe um candidato de outro município para tentar fortalecer, digamos assim, aquilo que hoje ele tem mais dificuldade, que é um sucessor para tentar dar continuidade a um péssimo governo que não conseguiu atingir tudo aquilo que prometeu para nossa população. [Na época que o senhor passou pelo MDB chegou a ocupar cargos na prefeitura?] Não, eu não pedi nenhum cargo. Eu não recebi, da parte deles, nenhuma promessa também de cargos. A única conversa que tínhamos era colocar Camboriú como prioridade. Eu não fui para o MDB para passar pano para o prefeito, para colocar lá cabo eleitoral para trabalhar na prefeitura. Muito menos para poupá-los de críticas. Eu fui convidado para ajudar a resolver os problemas públicos que a equipe do atual governo não tem competência para fazer.

 

“O rio Camboriú é o nosso maior patrimônio em Camboriú” 

 

DIARINHO – O UB anuncia chapa pura para a eleição, com o senhor e a ex-vereadora Jane Steffen? Essa composição se sustenta até as convenções?

John Lenon: Eu costumo dizer que essa é a melhor chapa na majoritária que Camboriú pode ter. Tem um jovem, técnico, que tem capacidade de colocar em prática tudo aquilo que defende na Câmara. Tem uma mulher guerreira com capacidade de poder construir um relacionamento com toda a nossa sociedade, independentemente da classe social. Ela tem uma história de luta e dedicação. Foi a vereadora mais votada, com mandato relevante e também reconhecido pela população. Com certeza é a melhor dupla para disputar essa eleição. Somos pré-candidatos com a responsabilidade de continuar lutando por Camboriú e defendendo o nosso progresso, o progresso da nossa cidade.

 

“Camboriú não é mais a cidade das pedras, nem a gestão tem que ser da época das pedras. Camboriú é a cidade do futuro”

 

DIARINHO – O senhor afirma que a arrecadação de Camboriú chega a R$ 1 milhão por dia, mas que essa arrecadação não é bem aproveitada. Por quê?

John Lenon: Hoje, Camboriú arrecada mais de um milhão de reais por dia e o governo não tem capacidade de fazer um planejamento e gestão para tirar esse dinheiro do caixa e resolver os problemas do nosso município. É inadmissível que a população do interior esteja sem ônibus desde o ano passado. As nossas crianças estão esperando por uma vaga na creche. Os horários de funcionamento das creches precisam ser ampliados. Das 7h às 19h, com duas jornadas para a educação infantil, para esses profissionais terem duas jornadas de 6h, para a gente melhorar a vida da nossa população. Principalmente do pai, da mãe que precisa colocar o filho na creche para poder trabalhar de forma segura. Porque depois da casa e da família, o lugar mais seguro para as nossas crianças deve ser a unidade de ensino, a creche e a escola. Esse dinheiro pode ser melhor aproveitado se tiver gestão. O governo é campeão em fazer obras pela metade. Eu costumo dizer que tão ruim quanto a corrupção é o amadorismo na gestão pública. O efeito é o mesmo. Hoje vivencio na prática uma gestão que comete negligência, omissão e não consegue tirar o dinheiro do caixa. A avenida Santa Catarina, a obra foi licitada, a obra de requalificação foi licitada em 2016, começou no final de 2017, nós estamos em junho de 2024 e essa obra não foi concluída. Os prefeitos, não só de Camboriú, são doutrinados, é uma questão cultural, para administrar despesa. O novo perfil de gestor público é administrar receita. Hoje, o lixo não é mais despesa, é receita. Esgotamento sanitário não é mais despesa, é receita. Segurança pública não é mais despesa, é receita. Mas você precisa fazer parcerias público-privadas, você precisa construir políticas públicas a longo prazo. Nós temos que substituir essa mentalidade de obras eleitoreiras e construir uma cidade junto com todos os setores da sociedade para resolver os problemas que permeiam nossa cidade. O prefeito, na verdade, o novo modelo de gestão, pede que a governança em rede tenha o prefeito com um CEO. Um grande líder facilitador da implementação dessas políticas públicas, que dê condições para que todos os atores sociais possam colocar em prática aquilo que a cidade precisa para resolver seus próprios problemas.

DIARINHO – Muitos moradores de Camboriú buscam atendimento nas redes de saúde e de educação de BC. Camboriú tem dificuldades de oferecer serviços de qualidade aos seus moradores?

John Lenon: O principal é investir no ser humano. Eu vejo que a falta de valorização dos profissionais da saúde gera uma rotatividade na rede municipal de saúde que compromete a qualidade do serviço público. Outra questão, saúde não é mais despesa, é receita. Você tem que buscar parcerias público-privadas para você ter a sua maternidade, para você ter um atendimento de qualidade. Você tem que buscar essas parcerias. Até porque hoje nós sabemos que Camboriú está localizada numa região estratégica e tem que se transformar em protagonista, buscando modelos novos de gestão na área da saúde. Nós precisamos priorizar os especialistas. Nós temos famílias atípicas que levam seis meses para uma consulta com o neuro. Como falar em saúde com qualidade quando uma pessoa leva oito meses para ter acesso a um médico especialista para poder fazer o seu diagnóstico e depois continuar o seu tratamento?

DIARINHO - O senhor fala em parceria público-privada, mas Camboriú não consegue ter um hospital que atenda com eficiência os moradores. Como acreditar na implantação de uma maternidade?

John Lenon: O governo não dá conta de fazer o básico, e quando a gente fala de algo que é importante ser feito para melhorar a qualidade de vida das pessoas, as pessoas já ficam desacreditadas. Porque se nem o básico está sendo feito, como é que vamos conseguir fazer algo mais ousado? Nós precisamos, por exemplo, de uma UPA no distrito do Monte Alegre. Eu passei várias noites dentro do hospital Ruth Cardoso, porque meu pai está internado lá, e vi com meus próprios olhos: 40% do atendimento são moradores de Camboriú e grande parte do Monte Alegre. É preciso ter uma UPA. A gente não pode ter o que a gente tem hoje, um marketing do hospital. Abriu o hospital, o hospital tem 7 mil atendimentos/mês, mas é um atendimento que você preenche um formulário e vira um número. Você pega a pessoa, dá um remédio para dor e manda pra casa. A pessoa continua doente e vai para o hospital da cidade vizinha. Esse modelo não funciona e não é interessante para a população. Nós precisamos fazer parcerias público-privadas para a gente poder equipar melhor tanto o hospital como outras ferramentas que a gente tem, como a telemedicina, que pode acelerar o processo de ter uma consulta online. Tudo isso é possível, está sendo feito em vários outros municípios com recurso menor do que Camboriú. Eu posso te afirmar, com toda certeza, que falta gestão.

DIARINHO – O Ruth Cardoso também atende os moradores de Camboriú, no entanto a reclamação é que os municípios vizinhos não repassam um valor para manter o hospital. Qual sua opinião sobre esse tema?

John Lenon: Nós precisamos ter a mentalidade que a nova gestão pública, a governança em rede, fala numa questão chamada integração. Nós precisamos, os municípios precisam fazer consórcios intermunicipais para resolver, principalmente, a questão da saúde. Nós podemos vocacionar o Ruth para determinados atendimentos para a nossa região, e podemos vocacionar o nosso hospital em Camboriú para outros, aproveitando os leitos, a estrutura, para outras especialidades. O que nós não podemos perder é a oportunidade de construir junto com os municípios as soluções para o problema que afeta o cidadão nas duas cidades. Mais do que isso, essa mentalidade de integração já passou da hora. Camboriú é uma cidade rica. Ela não precisa competir com Balneário. Ela precisa agregar com Balneário e Balneário agregar com Camboriú para resolver seus problemas comuns. Mas para que ambas possam crescer juntas. Elas precisam caminhar juntas para esse desenvolvimento.

DIARINHO – Um dos grandes problemas de Camboriú é a falta de tratamento de esgoto, que se reflete nas péssimas condições do rio Camboriú. O senhor acredita que o aditivo assinado com a Águas de Camboriú no valor de R$ 300 milhões, com prazo de investimento de 10 anos, será a solução do saneamento e o fim da poluição do rio Camboriú?

John Lenon: Por que procrastinaram tanto? Isso é o reflexo da procrastinação e negligência de gestores públicos locais. O rio Camboriú é o nosso maior patrimônio. Camboriú não é mais a cidade das pedras, nem a gestão tem que ser da época das pedras. Camboriú é a cidade do futuro. É a cidade da água. Se eu for eleito, e falo que como pré-candidato a prefeito essa tem sido a minha bandeira, salvar o rio Camboriú, garantir preservação hídrica para abastecer os dois municípios. Fazer com que o rio Camboriú, com o esgotamento sanitário, possa garantir que se transforme inclusive em equipamento turístico. Eu vejo uma negligência enorme pelo atual governo com as nossas nascentes. Camboriú tem mais de 150 nascentes, que hoje precisam de preservação. E, de forma simultânea, nós precisamos de parceria público-privada, também dos dois municípios caminhando juntos, para tirar o projeto do parque linear do papel.

DIARINHO – Qual é a solução para atrair novos investimentos para a economia de Camboriú?

John Lenon: Primeiro passo nós precisamos ter um plano municipal de desenvolvimento econômico. Camboriú tem 140 anos. Uma empresa da iniciativa privada, para ela existir, precisa ter um plano de negócio. Ela tem que saber o que vai lucrar, onde vai chegar, sua missão, sua visão. A prefeitura, o governo municipal é uma empresa, é uma empresa pública, mas é uma empresa. Como é que a pessoa que escolhe Camboriú para investir, para empreender, não sabe quais são as diretrizes a longo prazo? Não tem um plano diretor atualizado. Não tem um plano socioambiental para que esse crescimento ocorra de forma sustentável. Não revisa o código tributário municipal para atrair mais investidores, gerar mais negócios. O mesmo CNAE de uma empresa de Itajaí, que paga R$ 348 de impostos, em Camboriú são R$ 2500. Como que eu vou atrair esses investidores? Criando uma Secretaria de Empreendedorismo, fazendo com que o Plano Municipal de Desenvolvimento Econômico saia do papel e direcionando a longo prazo, com uma agenda de cidade, o crescimento da nossa cidade. Isso se faz junto com todos os setores. O prefeito tem que ter a capacidade de liderar esse processo, sabendo ouvir e colocar isso em prática junto com todos os setores da sociedade.

DIARINHO – Por que o senhor quer ser prefeito de Camboriú?

John Lenon: Primeiro porque eu amo Camboriú. Foi a cidade que eu escolhi para viver, para criar minhas filhas, onde constituí família. Eu tenho, há mais de 20 anos, prestado serviços. Eu conheço a realidade de Camboriú. Me preparei tecnicamente para esse desafio. E mais do que isso, escrevi um livro sobre gestão pública municipal. Eu vivo Camboriú, eu respiro Camboriú. Esse meu amor por Camboriú faz com que eu tenha propriedade e legitimidade para disputar esse cargo. Por isso eu estou pré-candidato a prefeito. A população pode ter certeza, se eu alcançar esse objetivo, terá o melhor prefeito de Camboriú.

 

RAIO X


Nome: John Lenon Teodoro  

Naturalidade: Itajaí  Idade: 42 anos  

Estado civil: Casado  

Filhos: Duas filhas, Anna Clara e Julia  

Formação: Graduado em Administração Pública pela Udesc e especialista em Gestão Pública pelo Instituto Federal Catarinense (IFC).  

Trajetória: Secretário de Administração de Camboriú (2009/2012); Secretário de Assistência Social (2013/2016) e vereador no segundo mandato (2017/2024). Autor do livro "E agora, Prefeito? Uma abordagem simples, realista e inspiradora do desafio de ser um gestor público".

 




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