SANTA CATARINA

WEG vai parar produção de turbinas eólicas

Diretor da empresa explica que há sobreoferta no mercado de energia

Empresa está finalizando a fabricação de 72 aerogeradores pro parque eólico de Coxilha Negra
(Foto: Divulgação)
Empresa está finalizando a fabricação de 72 aerogeradores pro parque eólico de Coxilha Negra (Foto: Divulgação)

A fabricante de motores WEG, de Jaraguá do Sul, vai interromper temporariamente a linha de produção de turbinas eólicas a partir do segundo semestre de 2024. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o diretor-superintendente da WEG Energia, João Paulo Gualberto da Silva, disse que há uma baixa demanda por equipamento no Brasil, relacionada à sobreoferta no mercado de energia.

No momento, a empresa está finalizando a fabricação de 72 aerogeradores para o parque eólico de Coxilha Negra, da Eletrobras, em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, e não tem ...

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No momento, a empresa está finalizando a fabricação de 72 aerogeradores para o parque eólico de Coxilha Negra, da Eletrobras, em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul, e não tem mais pedidos na carteira. Conforme o diretor, o setor passa por dificuldades e há mais de um ano nenhuma fabricante fecha contrato no Brasil.

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Ele explicou que a situação se deve ao excesso de subsídios para novos projetos de energia renovável, que buscam descontos nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão (Tust) e distribuição (Tusd).

Ainda segundo o executivo da empresa, o mercado brasileiro passou por uma grande migração para aproveitar os benefícios da Tust e da Tusd, gerando uma corrida por projetos solares e, em menor grau, por energia eólica.

“Como a gente instalou muito e os reservatórios estão cheios, sobra energia. O Brasil precisa voltar a crescer a demanda de energia para a indústria eólica voltar a ser robusta”, comentou.

O diretor afirmou também que a empresa não precisará demitir funcionários, já que o negócio de energia eólica representa pouco dentro do portfólio da companhia. Os trabalhadores devem ser realocados para os setores de geradores, motores e turbinas hidráulicas, que seguem em produção.

Novo CEO

A partir desta segunda-feira, a WEG passa a ter um novo diretor-presidente executivo após 16 anos. Quem assume o grupo é Alberto Yoshikazu Kuba, executivo com mais de 21 anos de carreira na empresa e que estava como diretor-superintendente da divisão de motores elétricos industriais.

O novo nome havia sido anunciado ao mercado em dezembro de 2023 pelo Conselho de Administração. Alberto Kuba entra no lugar de Harry Schmelzer Júnior, que encerra um ciclo de mais de quatro décadas, sendo 16 anos presidindo o grupo WEG, e que deve concorrer a um dos assentos no Conselho de Administração para o biênio 2024-2025.

O novo CEO da WEG tem 44 anos, é engenheiro eletricista com especialização em gestão empresarial, e construiu carreira na empresa nas áreas de vendas de motores industriais no Brasil entre 2004-2009 e por dez anos na China, onde atuou na área comercial entre 2010 e 2015. Depois, foi diretor-superintendente das operações locais até 2019, retornando ao Brasil em 2020, quando assumiu a superintendência de motores elétricos.

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