Pirâmide financeira

Representante fake da Lamborghini é alvo da PF

G.P. ficou famoso por se apresentar falando em nome da Lamborghini

PF aprendeu um Camaro, relógios e o passaporte do empresário
 (Foto: Divulgação)
PF aprendeu um Camaro, relógios e o passaporte do empresário (Foto: Divulgação)

O empresário G.P., de 38 anos, de Rio do Sul, que se apresenta como representante da empresa Lamborghini Latinoamérica e chegou a visitar o prefeito Fabrício Oliveira, de Balneário Camboriú para propor negócios na cidade, é o principal alvo da Operação Technikós, da Polícia Federal.

Na última terça-feira, a PF fez a operação pra desarticular a quadrilha que praticava fraudes por meio de pirâmide financeira e outros crimes contra o sistema financeiro, lesando mais ...

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Na última terça-feira, a PF fez a operação pra desarticular a quadrilha que praticava fraudes por meio de pirâmide financeira e outros crimes contra o sistema financeiro, lesando mais de 400 pessoas em valores que podem ultrapassar R$ 30 milhões.

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G. só não foi preso na operação da PF porque a juíza federal Simone Barbisan Fortes, da 1ª Vara Federal de Florianópolis, concedeu medidas cautelares. O empresário teve que entregar o passaporte, está impedido de sair do país e não pode mudar de endereço sem comunicar à justiça. Se descumprir as ordens poderá ter a prisão preventiva decretada.

Na casa do empresário em Rio do Sul, a PF apreendeu relógios, joias, o passaporte, um Camaro e um Jeep Renegade. Também foram cumpridas ordens de buscas na empresa de G., em Rio do Sul, e outras em Itapema, Porto Belo e Videira, além das cidades paulistas de Paulínia e Osasco. Uma pessoa foi presa por posse ilegal de arma de fogo em Porto Belo.

O empresário teve bens bloqueados e sequestrados, além de valores depositados em instituições financeiras e em corretoras de criptomoedas indisponibilizados.

Rei das criptomoedas

G. é apontado como o mentor do grupo, que envolve outras 11 pessoas. Ele é investigado por marketing multinível, venda de cursos e de criptomoedas inexistentes.

O empresário, que se apresenta como coach, é acusado de golpe. Pela investigação, ele teria comprado os títulos de Graduação, bacharelado e mestre em Psicanálise Clínica. O suspeito ainda se apresenta como pastor, teólogo com ênfase em psicologia, analista comportamental e com formação em neurolinguística por Harvard.

G. ainda se intitula o mais jovem executivo contratado pela maior instituição financeira do mundo, além de ter se apresentado como presidente no Brasil da marca de automóveis Lamborghini em reuniões com o prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, com a governadora interina Daniela Reinehr e com o presidente da Assembleia Legislativa, Mauro de Nadal, em abril de 2021.

Além de G., outras 10 pessoas foram indiciadas pelos crimes de organização criminosa, falsificação de documento, falsidade ideológica, uso de documento falso, operar instituição financeira sem autorização, e negociar valores mobiliários sem registro, além de estelionato e de lavagem de dinheiro.

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O empresário responde pelas acusações em liberdade. À imprensa, G. disse que coopera com a investigação, mas nega que seja o principal alvo da PF. Ele alega que está sendo responsabilizado por fraudes cometidas por outras empresas.

A investigação 

A empresa que P. mantém em Rio do Sul é acusada de comandar outras 15 empresas menores, nas cidades paulistas, que atuaram entre os anos de 2017 e 2020, em Santa Catarina e São Paulo, tendo captado clientes para supostos investimentos em criptoativos e outros negócios, prometendo lucros além dos praticados no mercado. A organização operava na forma de pirâmide financeira, com negociação de valores mobiliários sem a autorização do Banco Central ou da Comissão de Valores Mobiliários.

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Investigado foi recebido até pela governadora em exercício

Gilson e Joan visitaram o prefeito Fabrício Oliveira

G. e Joan visitaram o prefeito Fabrício Oliveira

 

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Em abril do ano passado, o fundador da Lamborghini Latinoamérica, Jorge António Fernández García, conhecido com Joan Fercí, e o empresário G.P., que supostamente iria tocar o braço da empresa no Brasil, fizeram visitas ao prefeito Fabrício Oliveira, à governadora interina Daniela Reinehr e ao presidente da Assembleia Legislativa, Mauro de Nadal. Logo após as visitas, os dois foram acusados de usar indevidamente o nome da famosa montadora italiana. A versão mexicana da empresa também seria alvo de processo nos Estados Unidos e na Itália por anunciar produtos e projetos como se fossem da Lamborghini original. À época, a empresa alegava que detinha a licença da marca na América Latina e negava que esteja sendo processada.

O fundador da Lamborghini Latinoamérica, Joan Fercí, explicou que detém contratos de licença para uso exclusivo da marca na América Latina. A autorização por 99 anos, seguindo a legislação mexicana, vem desde 1996, quando Fercí comprou os direitos da Chrysler, montadora da qual era fornecedor.

A marca Lamborghini foi adquirida pelo grupo Volkswagen em 1998, mas Fercí destaca que manteve o direito. A questão foi parar na justiça e ainda não teve julgamento definitivo.



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