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Despedida

Elza Soares é sepultada no Rio de Janeiro

Considerada A Voz do Milênio, cantora morreu aos 91 anos

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Elza foi considerada a voz do Milênio Foto: Divulgação/ Agência Brasil

Muita emoção marcou o adeus à cantora Elza Soares, na tarde dessa sexta-feira. Ela morreu aos 91 anos de causas naturais. Elza foi velada no Theatro Municipal, na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, com parte da cerimônia aberta ao público.


Integrantes da Mocidade Independente, escola de samba de coração da cantora, que a homenageou na Sapucaí em 2020, fizeram uma salva de palmas no saguão do teatro. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, esteve no velório e decretou três dias de luto oficial. 

Após o velório, o corpo foi levado em carro aberto dos Bombeiros ao cemitério Jardim da Saudade. O enterro foi restrito aos parentes e aos amigos.

Vida e obra

Eleita em 1999 pela rádio pública britânica BBC A Voz Brasileira do Milênio, Elza Soares gravou 36 discos em sua carreira, iniciada na década de 1950. Conhecida como cantora de samba, negava rótulos e transitou também pelo jazz, hip hop e MPB. Sua voz rouca e forte, de timbre único, a fizeram uma diva da música brasileira, celebrada por artistas como Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Rita e Leci Brandão.

Mulher, negra e favelada, desde o início da carreira Elza chamou a atenção para as questões raciais e de gênero.

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Segundo o Dicionário Cravo Albin da MPB, Elza “deu uma forma inteiramente nova aos dois estilos de samba que se conhecia quando ela surgiu, o samba de raiz e a bossa nova, criando um estilo novo que chegou mesmo a ser chamado de 'bossa negra' para implicar com a bossa 'branca' feita pelos riquinhos da zona sul do Rio”. A Bossa Negra foi o nome de um dos primeiros álbuns lançados pela cantora, em 1960.

Sempre se reinventando, Elza passou dos discos orquestrados da década de 1960 para os mais percussivos. Nas décadas de 1960 e 1970, teve altos e baixos na carreira e na vida pessoal, enfrentando descaso da mídia e problemas no casamento com o jogador de futebol Mané Garrincha. Na década de 1980, com influência do jazz, adotou o visual e interpretação visceral e teatral, causando comoção quando pisava nos palcos com roupas chamativas, que manteve até o fim da vida.

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Entre as últimas gravações de Elza estão versos ativistas como “quebrei a cara e me livrei do resto dessa vida / Na avenida dura até o fim / Mulher do fim do mundo / Eu sou e vou até o fim cantar” (Mulher do Fim do Mundo – 2015); “Mil nações / Moldaram minha cara / Minha voz / Uso pra dizer o que se cala / O meu país / É meu lugar de fala (Deus é mulher – 2018); e “A perna treme / Parece videogame / É uma poça de sangue no chão / E o nego geme” (Planeta Fome – 2019).

Como prometido, cantando até o fim, Elza Soares estava com uma grande agenda de shows anunciada até agosto, a maioria ao lado do rapper Renegado. Os dois apresentaram o show Onda Negra em Belém, no dia 19 de dezembro e no dia 12 de janeiro estariam no Festival Spanta Nenem no Rio de Janeiro, mas o evento foi cancelado por causa da pandemia de covid-19.




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