Matérias | Geral


INDICADORES SOCIAIS

Pobreza aumenta em SC, mas estado ainda é o com menos pobres do Brasil

Segundo a pesquisa divulgada, 43 mil catarinenses entraram pra faixa abaixo da linha da pobreza em 2020

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Média salarial dos 40% mais pobres é de R$ 1113 em SC; e dos mais ricos, R$ 8096 (foto: joão batista)

Há 137,5 mil pessoas vivendo em situação de miséria em Santa Catarina (foto: João Batista)


 

Há 137,5 mil pessoas vivendo em situação de miséria em Santa Catarina (foto: João Batista)

 

Há 137,5 mil pessoas vivendo em situação de miséria em Santa Catarina (foto: João Batista)

 

Continua depois da publicidade



Pesquisa do IBGE de Indicadores Sociais 2021, divulgada na sexta-feira, mostra que a pobreza aumentou em Santa Catarina, mas o estado ainda segue com o menor percentual de pessoas abaixo da linha da pobreza do Brasil. Conforme o resultado, Santa Catarina apresenta a melhor distribuição de renda do país e também se destaca em diversos indicadores do mercado de trabalho.

O destaque negativo foi a alta de pessoas pobres. Cerca de 43 mil catarinenses entraram pra linha da pobreza em 2020, com o estado somando 615 mil pessoas nessa condição. Apesar da piora, a quantidade ainda é a menor do país. O estado aparece com 8,5% dos trabalhadores abaixo da linha da pobreza e 1,9% abaixo da linha de pobreza extrema.

Continua depois da publicidade



Os percentuais para Santa Catarina são os menores do país, mas aumentaram respectivamente, 0,5% e 0,4% em 2020 em relação ao indicador em 2019. Santa Catarina tinha no ano passado 615,3 mil pessoas abaixo da linha da pobreza, com 43,2 mil a mais que em 2019, e 137,5 mil pessoas em pobreza extrema, número que aumentou em 10,7 mil.

A classificação leva em conta as referências do banco Mundial para as linhas de pobreza, quando a renda familiar mensal é até R$ 450, e de pobreza extrema, quando as famílias vivem com menos de R$ 155 por mês.

O rendimento médio dos 10% da população catarinense mais bem remunerada é de R$ 8096, enquanto que o dos 40% dos catarinenses com menores salários tem média de R$ 1113, apenas R$ 13 a mais que o salário mínimo.

A desigualdade entre os rendimentos médios, com diferença de quase 7 vezes, é a menor do país. No Brasil, os 10% mais bem pagos tem 12,2 vezes maior rendimento que os 40% com menor remuneração.

Também há desigualdade nos rendimentos entre homens e mulheres, que seguem ganhando menos. Em Santa Catarina, eles têm renda média de R$ 2946, valor 26,8% maior que a média das mulheres, de R$ 2323. A diferença, no entanto, caiu em relação à 2019, quanto o índice era de 32,1%.

O estudo sobre as condições de vida dos brasileiros leva em conta o índice Gini, que varia de 0 a 1 e indica maior desigualdade social quanto mais se aproxima do zero. Em Santa Catarina, o indicador caiu para 0,412 em 2020, contrastando com o cenário nacional, que teve queda para 0,524.

Florianópolis é a cidade com índice mais próximo do nacional (0,505), sendo a 8ª capital melhor classificada, com queda de cinco posições em relação à 2019.

Mercado de trabalho

Estado tem a menor taxa de desemprego do Brasil: 6,4% (foto: João Batista)

Nos indicadores do mercado de trabalho, o estado manteve bons resultados, continuando entre os melhores do país. Em 2020, Santa Catarina registrou a menor taxa de desocupação (6,4%) e a maior parcela da população (84,4%) com trabalho habitual ao menos por 40 horas semanais.

A taxa de formalização atingiu o maior patamar histórico: 79 de cada 100 trabalhadores catarinenses estavam com emprego formal no ano passado. A taxa de 79,4% foi a maior entre os estados do sul, contra 73% no Rio Grande do Sul e 71% no Paraná. Maior desocupação foi registrada entre mulheres e pessoas pretas e pardas.

O rendimento domiciliar por pessoa no estado foi o que apresentou o menor impacto dos benefícios de programas sociais, como o auxílio emergencial. A renda das famílias teria sido 2% mais baixa se não fossem os benefícios. No país, esse impacto foi de 5,9% no ano passado. Sem programas sociais, 32% dos brasileiros estariam em situação de pobreza.

Conforme a pesquisa, cerca de 3 milhões de catarinenses têm renda de até um salário mínimo. Houve redução da proporção de pessoas nas três faixas superiores de rendimentos, ou seja, há menos pessoas ganhando salários acima de um salário mínimo.

 

Catarinenses avaliam que moram bem

Catarinenses avaliaram as condições de moradia como satisfatórias (foto: João Batista)

Os indicadores da pesquisa para Santa Catarina mostram que 78% dos catarinenses avaliaram como bom o padrão de moradia das famílias. O percentual representa 5,5 milhões da população do estado.

Entre as pessoas que relataram algum problema na moradia, casos de fundação, parede ou chão úmidos foram os mais citados (21,4%), seguidos da falta de espaço (20,7%) e janelas, portas ou assoalhos precários (18%).

Na pesquisa anterior, entre 2008 e 2009, o problema de pouco espaço na casa era considerado o maior, sendo quase 30% das queixas. As famílias com estudantes de escolas privadas são as que mais têm computador ou notebook com acesso à internet em casa. A taxa foi de 92,7%, contra 67,5% de alunos da rede pública.

Na área da saúde, o estudo registrou que 61% dos catarinenses tem cobertura com atendimento do SUS, índice maior que a média nacional, de 56%. O gasto médio mensal das famílias catarinense com saúde foi de R$ 141,87, pouco acima da média nacional, de R$ 133,24.

 

Família do Santa Regina pede doações de alimentos

Família pede doações e ajuda da comunidade

A família de Tatiane Cidade Serpa e Marcelo Serpa segue precisando de doações para dispor do básico para a sobrevivência. O casal mora no residencial São Francisco de Assis, no bairro Santa Regina, com as filhas pequenas, uma de quatro anos e outra de 11 meses. Eles estão desempregados e ainda não foram encaixados em programas sociais.

Marcelo faz tratamento psiquiátrico contra um quadro de depressão profunda e esquizofrenia. A esposa conta que ele já passou por perícia mas ainda não recebeu o benefício social. Tatiane trabalha às vezes com limpeza, mas o que ganha não é suficiente pra bancar as despesas básicas.

A família conta apenas com um benefício da secretaria de Assistência Social, não conseguiu o auxílio Emergencial neste ano e aguarda entrar no novo Bolsa Família.

“Faço um pedido de uma mãe desesperada. Estou sem nada. Minha menina está precisando de leite Mucilon, alimentos e fraldas”, apela. O casal recebe qualquer ajuda em dinheiro, produtos da cesta básica e alimentos para as crianças. O PIX para transferência é o telefone (47) 99776-3869.

Desde 2017, a família de Tatiane vive em condições difíceis. O casal ficou conhecido pela tragédia onde perdeu três filhos eletrocutados por um fio energizado que arrebentou e caiu numa poça perto de onde as crianças brincavam durante um temporal. Na época, a família vivia na rua João Dalmolin, no bairro Carvalho, numa área de ocupação irregular. Uma ação na justiça cobra responsabilização da Celesc.




Comentários:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Para fazer seu cadastro, clique aqui.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.


Envie seu recado

Através deste formuário, você pode entrar em contato com a redação do DIARINHO.

×





3.238.104.143

Últimas notícias

Novidade nos voos

Companhia aérea anuncia liberação gratuita de apps de mensagens durante viagens

Camboriú

Camboriú promove Feira de Economia Solidária nesta terça-feira

CORDEIROS

Mototaxista acusa a PM de agressão

Itajaí

Senhor desapareceu há mais de 24h na Murta

Praia do Buraco

Voo duplo de parapente cai no mar de BC no meio do nevoeiro

Aeroporto de Navegantes

Voos são cancelados por causa de nevoeiro; parapente cai no mar de BC

Histórico

Brasileira Ana Marcela é pentacampeã mundial dos 25 km na maratona aquática

Vale do Itapocu

Casal de ambientalistas sofre atentado a tiros em SC

Esquina da ASPMI

Carreta sobe na mureta da ponte do São Vicente

HOMENAGEM AOS CAMINHONEIROS

Festa de São Cristóvão e procissão acontecem nos dias 20 a 24 de julho



Colunistas

Coluna Esplanada

‘Sequestro’ de espaço

JotaCê

Anna Carolina e Nikolas juntos

Via Streaming

Busca por vingança

Clique diário

Morro da Cruz

Coluna do Janio

Choque de realidade

Canal 1

TVs precisam deixar diferenças de lado e se unirem pelo bem comum

Coluna Exitus na Política

Magia e farsa

Na Rede

Na Rede

Jackie Rosa

Lá vem a Alice

Gente & Notícia

Novo empreedimento

Coluna Tema Livre

Não é fácil ser mulher

Coluna do Ton

Níver da Ana Laura

Instituto Ion | Informando e Inovando

Contratos culturais feitos por prefeituras

Coluna Fato&Comentário

Dimas Rosa: artista de Itajai desconhecido aqui

Vinicius Lummertz

O Turismo pode ser o nosso novo Agro   

Espaço InovAmfri

Olhar adiante



TV DIARINHO


Confira os destaques desta segunda-feira



Podcast

Minuto DIARINHO 04/07/2022

Publicado 04/07/2022 21:18



Especiais

Cordeiros

Professora Rita de Cássia ensinou matemática a diferentes gerações de itajaienses

SUPERAÇÃO

Deficiência nunca impediu Jailton de fazer o que quis; até elevador em casa ele construiu

Centro de Itajaí

Bravacinas se transforma em referência em vacinação humanizada

Itajaí

Itajaí mantém protagonismo na pesca industrial

A riqueza vem pelo mar

Polo náutico reúne players mundiais do mercado de luxo



Blogs

A bordo do esporte

Brasil realiza único evento de automobilismo do mundo de Ayrton Senna

Blog da Ale Francoise

Chá de sabugueiro!

Blog do JC

Salve o Ribeiro!

Blog do Ton

Consultório médico, em Balneário Camboriú tem pegada chic, mas sem excessos

Blog Clique Diário

Pirâmides Sagradas - Grão Pará SC I

Blog Doutor Multas

A Desentupidora mais próxima de você! Desentupidora de emergência 24h SP

Bastidores

Grupo Risco circula repertório pelo interior do Estado

Blog da Jackie

BALNEÁRIO FASHIOW foi SHOW



Entrevistão

Willian Cardoso, o Panda

"Saquarema provavelmente vai ser meu último mundial, aí eu vou estar focado no brasileiro”

Renata Teixeira Pinto Viana

"Não se indica cigarro eletrônico para alguém que queira parar de fumar"

Governador de Santa Catarina

"É importante destacar que as obras só avançam por conta dessa decisão de colocar recursos dos catarinenses nas rodovias federais”

José Evaldo Koch

“O hortifruti é nosso berço”



Hoje nas bancas


Folheie o jornal aqui ❯








Jornal Diarinho© 2022 - Todos os direitos reservados.
Mantido por Hoje.App Marketing e Inovação