Série B

Brusque é punido por discriminação racial

Dirigente da equipe catarinense ofendeu Celsinho do Londrina

Time perdeu três pontos; dirigente recebeu suspensão de 360 dias e multa de R$ 30 mil 
(Foto: Divulgação)
Time perdeu três pontos; dirigente recebeu suspensão de 360 dias e multa de R$ 30 mil (Foto: Divulgação)

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou e puniu, na sexta-feira, o Brusque e o presidente do seu Conselho Deliberativo, Júlio Antônio Petermann, por discriminação racial contra o atleta Celsinho, do Londrina. A pena ao clube foi uma multa de R$ 60 mil e a perda de três pontos na classificação da série B do Brasileirão. O dirigente foi suspenso por 360 dias e multado em R$ 30 mil. Cabe recurso à decisão.

Após a partida entre Brusque e Londrina, pela 21ª rodada da série B, no dia 28 de agosto, o árbitro registrou, em súmula, as palavras ouvidas pelo meia Celsinho nos minutos finais do primeiro tempo: “Vai cortar esse cabelo, seu cachopa de abelha”. E Júlio Antônio Petermann foi identificado como o infrator.

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Em 10 de setembro, o Londrina ingressou com uma “Notícia de Infração” juntando o documento do jogo, o boletim de ocorrência registrado pelo atleta, um vídeo do segundo tempo da partida, em que afirma ser possível ouvir alguém gritar “macaco”, e matérias jornalísticas veiculadas sobre o caso.

A procuradoria enquadrou o Brusque e Júlio Antônio Petermann por “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade...”.

Além disso, por não fiscalizar o comportamento dos seus integrantes, o clube foi responsabilizado por violar o item três da Diretriz Técnica Operacional de Retorno das Competições da CBF e foi denunciado também por infração ao artigo 191.

Durante a sessão feita, de forma virtual, na sexta, Petermann admitiu que ofendeu o atleta. “Na realidade, o que aconteceu é que eles estavam entre o banco e o alambrado se aquecendo e ali estavam xingando o Brusque. Teve uma hora em que me irritei e, realmente, proferi ‘cachopa de abelha, vai jogar bola’. Isso foi um momento inadequado, onde o jogo estava quente, o pessoal xingando a gente. Queria aproveitar e pedir desculpas, se eu realmente o ofendi, e a todo o pessoal que eu possa ter ofendido”, admitiu.

Já Celsinho afirmou que levará o caso até o final. “É pesado e constrangedor ter que dar satisfação ao meu filho mais velho, de 14 anos, que não entende mais que as pessoas ainda usem esse tipo de crime. O maior peso, onde realmente me machucou emocionalmente, foi pelo lado familiar, ver minha esposa chorando, meu filho chorando, meu filho mais novo sem entender e eu tendo que explicar que ele não tem que aceitar isso. É por isso que eu vou até o final, nesse caso. Justamente, por isso, por mexer com meu lado familiar”, disse.

Com a perda dos três pontos, o Brusque, que tinha 29 na série B, ficou com 26. No fechamento desta edição, o time enfrentava o Vasco da Gama, no estádio Augusto Bauer, em Brusque, com a presença do público.



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