Atentado em creche

Promotoria denuncia autor de chacina e pede “punição exemplar”

Promotoria diz que crime foi praticado de forma vil e covarde “em busca de fama”

Fabiano fez cinco vítimas fatais. Ele tentou atacar outras 14 pessoas, entre professoras e crianças
(foto: arquivo)
Fabiano fez cinco vítimas fatais. Ele tentou atacar outras 14 pessoas, entre professoras e crianças (foto: arquivo)

O ministério Público ajuizou na sexta-feira, no fórum de Pinhalzinho, a ação  penal contra Fabiano Kipper Maia, 18 anos, autor do atentado à creche de Aquarela, em Saudades. Fabiano deve ir júri a popular acusado de 19 homicídios triplamente qualificados, sendo cinco homicídios consumados e 14 tentados.

O MP resumiu a tragédia do início de maio como um crime “vil e cruel praticado por motivo torpe, contra crianças menores de dois anos e educadoras que não tiveram a mínima chance de se ...

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O MP resumiu a tragédia do início de maio como um crime “vil e cruel praticado por motivo torpe, contra crianças menores de dois anos e educadoras que não tiveram a mínima chance de se defender, vítimas de um homem covarde que planejou as mortes durante 10 meses”.

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Segundo os promotores de justiça, a partir das investigações da polícia Civil e do ministério Público, que envolveram a quebra do sigilo de dados do computador do denunciado e de seu celular, ficou claro que a única motivação do assassino foi a “busca de fama”.

As informações obtidas pela quebra do sigilo dos aparelhos eletrônicos demonstram que, durante o período em que planejou o ataque, o homem participou de fóruns de discussão na internet sobre crimes violentos, pesquisou serial killers e tentou comprar armas de fogo.

Planejou o crime

Segundo o MP, Fabiano pesquisou sobre a volta às aulas presenciais no município de Saudades e sobre a creche Aquarela, procurando o alvo mais fácil para executar o seu plano, pois ele não conseguiu comprar armas de fogo, apenas armas brancas, como facas e punhais.

Pro MP, isso comprova que Fabiano agiu de forma cruel e covarde, além de ter premeditado o crime para reduzir as chances de defesa das vítimas. As investigações apuraram que ele pesquisou sobre outras chacinas cometidas em escolas com o uso de facas e objetos cortantes.

No ataque, duas educadoras, Keli Adriane Aniecevski, 30 anos, e Mirla Renner, 20,  e três crianças, Sarah Luiza Mahle Sehn, de 1 ano e 7 meses, Murilo Massing, de 1 ano e 9 meses, e Anna Bela Fernandes de Barros, de 1 ano e 8 meses, morreram. Uma quarta criança foi ferida, mas sobreviveu.

Queria matar mais gente

O que levou o MP a denunciar Fabiano por cinco homicídios e 14 tentativas de homicídio foi a comprovação de que, além das cinco vítimas fatais e do bebê que foi socorrido, o assassino tentou matar outras 14 mulheres e crianças, que só escaparam do massacre porque ele não conseguiu entrar nas salas em que se esconderam, mesmo após diversas tentativas de arrombamento de portas e janelas.

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As professoras que cuidavam das salas conseguiram bloquear portas e janelas e uma, inclusive, ficou ferida ao evitar a entrada do assassino por uma janela. O subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Alexandre Estefani, afirmou que o ministério Público atuará no processo para uma punição exemplar do assassino.



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