Matérias | Entrevistão


Liba Fronza

"O Navegay traz uma multidão de pessoas, não gera receita financeira e causa uma demanda social muito grande”

Prefeito de Navegantes

Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]




Desde as eleições municipais de 2020, a vida do então empresário Liba Fronza nunca mais foi a mesma. Ele, que sempre trabalhou num comércio familiar, resolveu disputar uma das eleições mais concorridas da história de Navegantes. Acabou vencendo o pleito e estreando na vida pública aos 49 anos. Completando quatro meses à frente do governo, Liba foi sabatinado pelo DIARINHO. Na entrevista à jornalista Franciele Marcon, falou da falta de experiência com a máquina pública, da escolha de mulheres para as principais pastas e sobre a polêmica decisão de acabar com o Navegay. Também enumerou  projetos que pretende pôr em prática em breve e falou sobre  ferry boat e transporte público. As imagens são de Fabrício Pitella. A entrevista completa está disponível em texto, podccast e vídeo no portal www.diarinho.net.


 

 

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DIARINHO –  O senhor completou quatro meses no comando de Navegantes, na primeira experiência da sua vida como gestor público. Como avalia esse período inédito?

Liba Fronza: É um processo totalmente de adaptação. Nós estamos começando a entender como é que funciona a máquina pública, entendendo como que funciona a questão política dentro da gestão pública. Mas posso trazer uma avaliação de que, durante esses quatro primeiros meses, os primeiros três foram de aprendizado total, imersão dentro da máquina pública. Hoje a gente começa a trazer resultado para dentro de Navegantes. Através do conhecimento, do relacionamento e da gestão eficiente. [Qual a maior dificuldade?] A maior dificuldade foi encontrar uma gestão que estava desestruturada, sem processos, sem organização. Algumas licitações em aberto, que já tinham sido concluídas e não foram iniciados os processos. Essa foi uma das maiores dificuldades. E depois a questão política mesmo, de entender como que a gente faz gestão dentro de uma prefeitura, com o envolvimento político de oposições, de demandas no sentido de que as pessoas querem uma mudança. Eu falo que é igual a Brasília, é 50 anos em cinco. Em Navegantes as pessoas queriam uma mudança de 52 anos em três meses.

DIARINHO – Houve transição entre o governo do prefeito Emílio Vieira e a sua administração?

Liba: Sim, existe uma lei municipal que estipula que 30 dias antes de assumir a cadeira, existe um processo de transição. Nós iniciamos dia 16 de novembro essa transição. Infelizmente a prefeitura deu férias coletivas, então muitas pastas a gente não conseguiu nem acessar, porque já estavam em férias. Quando a gente nomeou o secretário já tinha acabado o período de trabalho e entrou em recesso.

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DIARINHO – Uma das suas primeiras declarações do senhor foi afirmar que o evento mais famoso da cidade, o Navegay, vai acabar. Qual o contexto da afirmação? O Navegay acabou por causa da pandemia ou o senhor vai mesmo eliminar o bloco de sujos do calendário de eventos?

Liba: O Navegay esse ano não aconteceu pela questão da pandemia. Mas a intenção não é que a gente permaneça com o Navegay, a intenção é reformular o carnaval de Navegantes. O Navegay tem um grande problema. Ele é uma festa, digamos assim, de uma tarde para uma noite, traz mais de 100 mil pessoas para dentro do município de Navegantes, que não tem estrutura para atender essa demanda tão concentrada em tão pouco período de tempo. Não traz resultado financeiro para a cidade, porque a cidade não tem estrutura para atender essas pessoas. Acaba tendo que fechar o comércio local. O Navegay traz pra Navegantes uma multidão de pessoas, não gera receita financeira e, pelo contrário,  causa uma demanda social muito grande. Porque nós temos que envolver muitas vezes profissionais de saúde, profissionais de assistência social, de segurança, para dar suporte a essa festa. A gente não consegue atender essa demanda. Justamente por esses motivos a gente pretende reformular o carnaval de Navegantes. Não quer dizer que a gente não vá ter os blocos de sujos, mas que a família possa se divertir, possa brincar.

DIARINHO – A secretária de saúde, Luciane Neselo, criticou publicamente a gestão da pandemia por parte da antiga administração de Navegantes. De toda forma, foi no seu governo que houve um surto de covid na secretaria de Educação. Morreram cinco servidores vítimas de covid. Os servidores estão trabalhando em segurança?

Liba: Todos os nossos servidores estão trabalhando com bastante segurança, inclusive quando aconteceu esses óbitos já estavam em segurança. Quando nós iniciamos o processo de volta às aulas, nós tivemos todo um acompanhamento do Plancom, que é um plano de contingência da educação. Tivemos todos os cuidados de locação, de manutenção, de EPIs para entregar nas escolas, orientamos os professores, orientamos as diretoras, comunicamos os pais, fizemos reuniões para que a gente pudesse trazer a maior segurança possível. É fato, hoje mesmo [terça-feira], se noticiou que os professores de Itajaí estão se divertindo em férias lá no nordeste. A contaminação não está dentro da sala de aula, é um ambiente seguro, o colégio é um ambiente seguro. O problema é que nós estamos correndo riscos a todo momento. O que culminou nessa fatalidade de nós termos o óbito de cinco profissionais da educação foi justamente um surto interno dentro da própria secretaria da Educação. Talvez pela proximidade que as pessoas estavam ali no momento de volta às aulas, de começar a fazer a integração. Talvez um relaxamento, um descuido, ou talvez uma fatalidade mesmo. Eu posso dizer pra vocês que dentro da secretaria de educação, dentro do ambiente Amfri que nós vivemos, a nossa secretaria está muito segura.

DIARINHO – O senhor não se desvinculou da administração da sua antiga empresa quando assumiu a prefeitura. O caso gerou uma denúncia ao MP e a investigação corre na justiça. O senhor se afastou dos negócios empresariais da família?

Liba: Sim. A minha vida toda foi ser empresário, dono de empresa, e eu achei tudo tão normal, foi uma desatenção. Assim que a gente tomou conta disso, até antes mesmo do próprio ministério Público nos notificar, a gente já tinha percebido e automaticamente eu já saí da administração da minha empresa. Esse problema já foi resolvido.

DIARINHO - Também gerou desgaste político no início do seu governo o fato de a prefeitura prorrogar o contrato milionário com a empresa de limpeza urbana, sem o devido processo de licitação. Isso já havia acontecido em administrações passadas. Como ficará a situação da licitação da limpeza urbana daqui para a frente?

Liba: Sim, esse processo, quero ressaltar as pessoas para que possam entender, que quando nós assumimos a prefeitura, dia 4 de janeiro, o contrato de limpeza urbana e de limpeza de praia vencia dia 4 de fevereiro. Não havia tempo suficiente pra fazer, formar um termo de referência, uma licitação, para que a gente pudesse startar esse processo. Automaticamente não tinha outra solução a ser tomada: fazer um aditivo daquele contrato que existia. As pessoas potencializaram essa situação falando em contratos milionários. Na verdade, nós conseguimos reduzir, com a renovação desse contrato por mais seis meses, os valores que já estavam sendo pagos na administração passada. Consultamos o próprio ministério Público a respeito dessa situação, porque nós não tínhamos outra alternativa, é uma questão de saúde pública. E automaticamente a gente já startou o processo de licitação também pra que a gente possa ter uma nova licitação. Acredito que no mês que vem essa licitação já está com o processo definido e que já haverá um novo ganhador atuando na nossa cidade. [A falta de limpeza também agrava o problema de dengue...] Navegantes tem um problema gravíssimo que são muitos terrenos baldios abandonados pela população de uma forma geral. Acaba gerando muitos focos de dengue. Pelo protocolo do ministério da Saúde, uma cidade como Navegantes teria que ter 40 agentes de combate à dengue. A gente encontrou a prefeitura com apenas oito. Isso já dificultou bastante o nosso trabalho. O foco que foi dado à  pandemia também, a questão da covid, tirou um pouco o foco da questão da dengue. E, principalmente, a quantidade de entulhos que a cidade de Navegantes tem. Só no bairro do Gravatá agora, recentemente, tiramos 378 toneladas de lixo. Essa quantidade de entulhos proporciona esses focos de dengue. Eu diria pra você assim: é uma ação que tem que ser feita em várias pontas. Eu tenho certeza absoluta que, no ano que vem, esses números serão muito abaixo do que a gente tá pegando hoje. Porque a gente vai fazer um projeto, um programa de combate. Vamos criar lei para que os proprietários de imóveis façam a limpeza dos seus terrenos ou vão ser multados ou notificados. E a própria colocação de contêineres dentro da cidade como locais de descarte de imóveis, de grandes volumosos, como um projeto de cata-treco, com um itinerário pra passar nos bairros. Tudo isso vai amenizar o lixo dentro da cidade e, automaticamente, o foco da dengue também.

 

"Converso com Castilho [Portonave], constantemente, dizendo assim:  “Castilho, eu quero que você seja o meu sucessor. Quem sabe nas próximas gestões...” E ele sempre deixa no ar.

 

DIARINHO - O foro Metropolitano encabeça a pressão política pela nova pista do aeroporto de Navegantes e, inclusive, entrou com uma ação na Justiça pra tentar brecar o edital de privatização. O governo do Estado faz parte do polo ativo da ação, mas a prefeitura de Navegantes se negou a participar do processo. Nos bastidores dizem que o senhor não quis se indispor com a associação empresarial da cidade que tem opinião diversa sobre o assunto. Qual a sua posição sobre a questão da privatização do aeroporto?

Liba: Esse assunto é bom que seja tocado, pois precisa ser esclarecido de uma forma bem ampla. A prefeitura de Navegantes não é contra esse processo de privatização do aeroporto. E também lutou muito pra que nesse processo de concessão, no edital, tivesse a segunda pista. Talvez um delay de informações com relação ao foro Metropolitano e o foro Parlamentar Catarinense, os dois têm o mesmo objetivo, que é trazer a segunda pista para Navegantes. Foi unindo forças, inclusive no meu gabinete, eu fiz uma reunião, provocada pelo foro Metropolitano. Eu chamei o presidente da Facis, que representava naquele momento o foro Parlamentar, para que nós conversássemos e alinhássemos as propostas para lutar pelo mesmo objetivo: trazer a segunda pista pro aeroporto de Navegantes. Aquela reunião aconteceu, tudo funcionou plenamente. Eu mesmo quando iniciei o meu governo provoquei uma reunião junto ao governo do estado, fui ao governador Moisés. Apresentamos a demanda do município de Navegantes, a questão do aeroporto. Ele botou a PGE, a procuradoria Geral do Estado, em função de trazer essa segunda pista pra cá. Houve um esforço muito grande da prefeitura municipal de Navegantes. O que ocorreu no final:  o foro Metropolitano entendeu que teria que entrar com uma ação contra a concessão, que não era o que estava alinhado no protocolo geral. E aí, claro, nos perguntou qual o nosso posicionamento. Nós nos posicionamos: “não é o momento, nós preferimos que seja uma ação feita em conjunto”. Houve toda essa demanda falando que a prefeitura não se posicionou, não entrou na justiça. Mas nós estávamos acompanhando a cada dia. Continuamos lutando pela segunda pista do aeroporto. Inclusive nós estamos com um decreto, com as áreas ao redor do aeroporto, que deixamos o decreto da maneira que está, ainda esperando essa nova empresa que ganhou a concessão para conversarmos e entendermos qual vai ser a intenção futura. Para que a gente possa liberar aquela área ou possa deixar preparada para poder fazer a segunda pista do nosso aeroporto.

DIARINHO - Volta à pauta a polêmica travessia entre Itajaí e Navegantes pelo problema das filas na temporada e pelas críticas à qualidade do serviço. O que esperar da sua gestão sobre o assunto? A cidade não tem empresa de transporte coletivo. A mobilidade estará na pauta da sua gestão?

Liba: Sim, nós já estamos procurando uma empresa para que a gente possa fazer um estudo de mobilidade urbana dentro da cidade de Navegantes. Dentro desse estudo a gente já contempla essa questão do ferry-boat. As pessoas sempre falam “o ferry-boat tem que sair do centro, ir lá pra um outro bairro”. Eu sou um defensor do ferry-boat ali no centro, porque ele traz vida ao centro de Navegantes. Ele traz movimentação de pessoas. Agora, a gente tem que melhorar a qualidade do serviço de ferry-boat. Nós temos que melhorar a estrutura para que as filas do ferry-boat não atrapalhem o cidadão no dia a dia. As maiores demandas são quando a BR está fechada. Estamos já com uma empresa fazendo, começando os estudos com relação a zona azul dentro da cidade de Navegantes também, que é outro problema de estacionamento que nós temos. Desde a região do aeroporto não tem muitas áreas lá dentro. É uma preocupação bem grande sim, nós entendemos que Navegantes é uma cidade com poucas vias e difícil acesso, difícil movimentação. Nós precisamos fazer um bom estudo de mobilidade urbana para que ela possa destravar e atender essa grande demanda de crescimento. [E o transporte público?] Estamos há 12 anos sem transporte público. A gente tem visto alguns exemplos de algumas outras cidades, posso falar Blumenau, Itajaí, que já estão com dificuldade de manutenção do transporte público, o custo é muito alto, a demanda tá ficando cada vez menor em função de aplicativos, em função de motos, de outros meios de transporte. A gente vai ter que repensar essa questão do transporte público em Navegantes. Dentro do estudo da mobilidade urbana já vai levantar essa bandeira também, como a gente vai tratar o transporte público. Da maneira tradicional  não funciona, não existe demanda para isso, não existe viabilidade econômica. A ideia, assim, bem básica, é a gente pensar num sistema alternativo de transporte público com micro-ônibus, que eles façam rodízio dentro da cidade, que não tenham paradas específicas em pontos. Para que a gente possa fazer um sistema um pouco mais moderno.

DIARINHO – A sua eleição foi considerada uma “zebra”. O senhor estava em terceiro nas pesquisas, mas acabou derrotando dois grupos políticos que historicamente sempre comandaram Navegantes. O que o fez vencer?

Liba: O desejo da população de Navegantes de ter uma nova gestão, um novo modelo de gestão na cidade! Eu acredito que o momento político que a gente está vivendo no país demonstra que não dá mais pra viver de maneira tradicional a política, ela precisa de inovação, mais credibilidade, um olhar para gestão e não somente um olhar político, de desenvolvimento da cidade. Navegantes é uma cidade que está atrasada no seu desenvolvimento, se nós olharmos no entorno da cidade, as outras cidades próximas, a gente vê com praticamente o mesmo tempo de emancipação política, muito mais desenvolvidas. Nós nos apresentamos como outsiders dentro da política de Navegantes, a população começou a nos avaliar e entender quem eram  as pessoas, quem era o candidato, de que forma faria gestão. E nós começamos a mostrar para a população que nós queremos fazer gestão, e não mais política. A população começou a entender que isso faz bem para Navegantes, vendo alguns exemplos de municípios que se desenvolveram a partir de uma gestão diferenciada. Acredito que todo esse contexto fez com que a eleição tivesse uma reviravolta nos últimos 15 dias. Isso nos trouxe a possibilidade de hoje ser prefeito da cidade de Navegantes.

 

"A contaminação [covid] não está dentro da sala de aula, que é um ambiente seguro. O colégio é um ambiente seguro”

 

DIARINHO - Muito se falou numa “terceira via”, numa candidatura que não seria de um político de carreira. O senhor assumiu ser candidato porque o Osmari Castilho [Portonave] não topou o projeto?

Liba:  Sim, o Castilho sempre vai ter a preferência. O Castilho é uma pessoa amada por todos em Navegantes. O Castilho trouxe o desenvolvimento para a cidade de Navegantes, a gente pode considerar Navegantes antes e depois da Portonave. E o Castilho foi a pessoa que botou a primeira pedra da Portonave lá dentro, ele conhece todo o processo. É um desejo de todos, meu inclusive, que o Castilho seja o gestor da cidade. Mas o momento que ele vive dentro da Portonave, a transição que a Portonave passa pela mudança de gestão, pois ela foi vendida... Todo esse contexto fez com que o Castilho realmente não tivesse a mínima pretensão de fazer a gestão pública naquele momento. Converso com ele constantemente dizendo assim:  “Castilho, eu quero que você seja o meu sucessor”, quem sabe nas próximas gestões... E ele sempre deixa no ar.

DIARINHO – O senhor pretende disputar a reeleição?

Liba: Eu pretendo acabar os quatro anos de governo e entregar à população de Navegantes aquilo que foi prometido. Eu pretendo a continuidade desse processo, não comigo, mas com alguma pessoa que possa estar dentro do nosso governo ou alinhada  com essa gestão, porque eu acredito muito no potencial que Navegantes. Mas não necessariamente eu disputando.

DIARINHO – Navegantes é uma das cidades da região que têm mais mulheres no comando das secretarias. Foi coincidência ou o senhor quis representatividade feminina no governo?

Liba: Nós procuramos essa representatividade. Nós entendemos e, isso é uma percepção minha, que a mulher tem uma dedicação muito maior, um tato muito maior, ela consegue fazer uma gestão muito melhor, com mais foco. E quando a gente começou a elencar os secretários a gente teve esse cuidado. Algumas secretarias importantes como a secretaria de Obras, é uma secretaria dominada historicamente por homens. E era uma das prerrogativas que eu tinha. Eu quero levar uma mulher pra ser secretária de Obras! Eu acredito que a mulher vai saber lidar melhor com as situações, vai ter um olhar muito mais cuidadoso para a cidade. E fomos felizes em achar uma pessoa com esse perfil. A própria secretária de Saúde, nós entendíamos que precisava ser mulher também. Como a nossa secretária de Comunicação [...].

DIARINHO - O senhor vetou o projeto de lei de vereadores que obrigava o ensino presencial aos autistas. Qual foi o motivo?

Liba: Foi vetado por uma questão de constitucionalidade. Já conversamos com o vereador, já estamos alinhando. Nós queremos dar continuidade ao processo. Tem dois projetos de lei que foram pra Câmara que geraram repercussão. A questão da fibromialgia e a questão do autista. Foram processos iniciais que talvez pela inexperiência dos vereadores, pela falta de conhecimento, inclusive me coloco junto também nesse pacote... Foi o afã de levar alguma situação para a população e que ocorreram esses erros. Mas a nossa gestão e o nosso olhar coincidem com  cuidar com a questão da fibromialgia, questão do autista também. A gente vai fazer ajustes para que isso aconteça de forma regular.

DIARINHO – Qual obra que o senhor pretende executar em médio e curto prazo?

Liba: O que nós vamos executar imediatamente é a obra de revitalização de todo o centro de Navegantes. A segunda fase do molhe do Gravatá também, que é uma obra muito importante. Engordamento da praia do Gravatá, é um projeto que a gente vai trabalhar para que aconteça. E a reestruturação de toda questão administrativa. Navegantes precisa passar por uma reforma administrativa para destravar. Nós temos um plano diretor que também é outro projeto que nós temos que dar prioridade, porque nós estamos com a cidade travada. O grande legado que nós queremos deixar para a cidade de Navegantes é fazer uma gestão eficiente, uma gestão séria. Para as pessoas dizerem “valeu a pena depositar meu voto de confiança nesse outsider, nessa pessoa que não tinha vínculo político”. [Está vindo uma reforma administrativa para Navegantes?] Exatamente. Nós estamos começando esse estudo com a Univali para que possamos fazer toda a reestruturação da máquina pública. Ela precisa ser mudada, modernizadaprecisa ser mais eficiente. 

Raio X

NOME: Libardoni “Liba”Fronza

 

Natural: Pouso Redondo [SC]

 

Idade. 49 anos

 

Estado civil: casado

 

Filho: dois

 

Formação: administração de Empresas, Pós-Graduação em Gestão de Supermercados

 

Trajetória: disputou sua primeira eleição municipal em novembro de 2020 e foi eleito prefeito de Navegantes pelo DEM


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