Itajaí

Calçadão da Central pode ter o nome de Aducci Corrêa

Grupo de 11 vereadores apresentou projeto para que o calçadão homenageie o “rei do jogo do bicho”

É esse trecho, entre as avenidas Atlântica e Brasil, que os vereadores querem por o nome do contraventor
É esse trecho, entre as avenidas Atlântica e Brasil, que os vereadores querem por o nome do contraventor
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O falecido Aducci Corrêa, que morreu há cerca de um mês aos 86 anos, tá pra virar nome de rua em Balneário Camboriú. E não é de qualquer rua. Projeto apresentado por um grupo de vereadores quer que o calçadão da avenida Central, que fica no trecho entre as avenidas Brasil e Atlântica, passe a ter o nome do primeiro bicheiro da região. A ideia não agradou lideranças do comércio local. O projeto foi apresentado em 7 de dezembro. A proposta, que tem 11 assinaturas, é encabeçada pelo presidente da câmara, Roberto Souza Júnior (PMDB). Há ainda parlamentares do PP, PR, PSB e PPS. “Fica denominada como Calçadão Aducci Correa o trecho de ligação entre a avenida Brasil e a avenida Atlântica no bairro Centro”, diz o texto da proposta. Na justificativa do projeto, os vereadores afirmam que tem a intenção de “homenagear honrosamente” Aducci Corrêa. O argumento é que ele ajudou a construir a sede da entidade Amor para Down e que foi um empreendedor na cidade. “Veio para Balneário Camboriú em 1958 iniciar seus empreendimentos”, afirmam ainda os vereadores, sem deixar claro, no documento, que tipo de empreendimento Aducci estreou na cidade. Aducci atuou com a jogatina na região desde a década de 70. As polícias Civil e Militar “estouraram” várias vezes suas bancas de jogo de bicho e ele chegou a ser levado para depoimento na delegacia, por conta da atuação na contravenção. Foi com o jogo do bicho que enriqueceu e comprou imóveis em Itajaí e Balneário Camboriú. Inclusive construiu uma mansão na praia de Laranjeiras, em área de preservação ambiental, segundo o ministério Público. O DIARINHO procurou ontem o vereador Roberto Souza Júnior, presidente da câmara de Vereadores de Balneário Camboriú. No gabinete da presidência, a reportagem foi informada que ele estava em reunião e que o recado seria repassado. Ele não atendeu as ligações feitas no celular funcional da câmara e até o fechamento desta página não respondeu ao e-mail da redação. Comércio não quer “Acho um tanto constrangedor. Ainda mais para nós, que pregamos a legalidade e somos contra os comércios ilegais”. A opinião é de Eliane Colla, presidenta da câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Balneário Camboriú. Para Eliane, os vereadores devem conversar e fazer uma consulta com que quem tem negócios no calçadão. “É preciso ouvir o que a população pensa. Na minha opinião tem que ser muito bem pesquisado. Eu acho que não deve mudar assim”, afirma. Hélio Dagnoni, presidente do sindicato do Comércio Varejista de Balneário Camboriú, tem opinião parecida. Ele acredita que um novo nome vai atrapalhar quem se referencia pela avenida Central para se mover pela cidade. “A Central é um marco divisório do centro. De um lado ficam as ruas com números ímpares e do outro as de números pares. Se mudar vai confundir, inclusive pro pessoal da entrega”, acredita. O chefão do Sincomércio diz que vez por outra tomava um café com Aducci Corrêa no calçadão. O bicheiro, segundo ele, tinha imóveis por lá. “Acredito que o seu Aducci merecia uma homenagem maior que o calçadão”, elogia. “Que esses vereadores botem o nome da Cosip de Aducci Corrêa”, brinca, comentando o reajuste da taxa de iluminação pública aprovado recentemente pela câmara de Veradores. Policial que atuou na repressão à jogatina também quer homenagem O que também chama a atenção é que entre os proponentes da mudança de Central para Aducci Corrêa está um policial civil aposentado. O vereador Nilson Probst (PMDB) atuou, inclusive, no setor de jogos e diversões da delegacia Regional de Balneário Camboriú, departamento que atua na repressão ao jogo de bicho. Por e-mail, Nilson disse que conheceu Aducci há alguns anos e que ele era empresário em Balneário Camboriú. Perguntado sobre que tipo de atividade empresarial o bicheiro tocava, Nilson respondeu: “Ele era proprietário de diversas salas comerciais, terrenos e outros imóveis na cidade”. O DIARINHO também perguntou se o fato do homenageado ser dono de inúmeras bancas do jogo do bicho não macularia o projeto de mudança de nome do calçadão. “Desde que o conheci presenciei ele ajudando diversas entidades com apenas uma exigência: não citarem que ele foi o autor da colaboração”, argumentou. Segundo ainda Nilson, a sede da ONG Amor pra Down, bancada por Aducci, custou mais de R$ 1 milhão. “Ele apenas solicitou que o prédio levasse o nome da sua mãe”, completou. Na época, o pedido foi aceito prontamente. O nome da sede é Dona Lindinha



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