Itajaí

Revoada de guarás avermelha o céu e para a praia Brava

Aves estavam extintas na nossa região há pelo menos 60 anos e agora estão voltando aos mangues

Em revoada coreografada, guarás chegaram a ser aplaudidos pelos frequentadores da praia
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A praia Brava de Itajaí parou no sábado para ver um show aéreo inusitado. Não foram balonistas nem os pilotos da Esquadrilha de Fumaça quem chamaram a atenção dos frequentadore, mas sim um bando de guarás que avermelharam o céu. Esse tipo de pássaro estava extinto na foz do rio Itajaí-açu há dezenas de anos, informa o biólogo Fernando Farias, e nos últimos dias foram feitos três registros em diferentes regiões de Santa Catarina. É de um amigo do aposentado Rubens Scaravonatto, 65 anos, o vídeo que registra a belíssima cena (veja no Instagram, no Face ou no site do DIARINHO). As pessoas chegam a aplaudir e a gritar, com se estivessem ovacionando um espetáculo.“Todo mundo parou. Foi muito lindo”, comenta Rubens. O amigo, informa, se chama Ricardo. Segundo o aposentado, o bando apareceu de repente e deu três revoadas pertinho da praia. Depois os guarás foram em sentido ao norte. “Cheguei a achar que eram flamingos”, diz o aposentado, por conta da cor avermelhada das aves. O biólogo Fernando Farias, especialista em aves e guia de observadores, é de Floripa e ontem já sabia da presença dos guarás em Itajaí, o que, segundo ele, deve ser considerado inusitado. Segundo Fernando, os guarás estavam extintos na região há mais de 50 anos, por conta da destruição de seus habitats, os manguezais. Em Santa Catarina, antes de sumirem, ocorriam entre Joinville e Florianópolis. Somente em 2011 passaram a ser vistas novamente, mas na baía da Babitonga, entre São Francisco do Sul e Joinville. Esta semana, ressalta o biólogo, vieram notícias boas. “Ontem (sábado) foram feitos registros em Rio dos Cedros, no Médio Vale do rio Itajaí-açu. Há alguns dias foram vistos em Jaraguá do Sul”, conta. Ave vive em manguezais Os guarás também são conhecidos como íbis-escarlate, guará-vermelho, guará-rubro e guará-pitanga. Têm entre 50 e 60 centímetros, costumam permanecer numa mesma região e vivem em bandos e colônias. Além da coloração avermelhada das penas, têm o bico longo, fino e curvado para baixo. Os manguezais, diz o biólogo Fernando, são um atrativo para eles. É nesses ambientes que encontram seu principal alimento, o caranguejo, que tem um pigmento responsável por fazer a pena ficar com a coloração vermelha. Na extensão da lagoa do Cassino, na Brava, há um manguezal. “É provável que o bando tenha dado uma parada ali. Não quer dizer que vá ficar”, avalia Fernando. A revoada pode significar que o bando cresceu e agora está procurando outro lugar para se instalar. No Brasil, o guará tem sido registrado no extremo norte do país, como litoral do Amapá, Pará e Maranhão, no nordeste (na Bahia e Sergipe) e nos manguezais de São Paulo, Espírito Santo e Paraná. Depois havia os registros na baía da Babitonga, em São Chico. “É muito legal estar vendo essa espécie em Itajaí, hoje. É um bicho que deixou de existir por aqui e estamos vendo voltar. Essa é a importância de preservar os manguezais”, comenta o biólogo. [kaltura-widget uiconfid="23448188" entryid="0_7vrmfb77" responsive="true" hoveringControls="true" width="100%" height="56.25%" /]

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