Itajaí

Começa estudo da mobilidade em Itajaí

Especialistas da universidade federal vão tentar identificar os problemas e apontar as soluções pro transporte do povão

O primeiro passo para tentar melhorar o transporte público de Itajaí começou esta semana. A prefeitura contratou o laboratório de Transporte e Logística (LabTrans) da universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para fazer um estudo. A intenção é identificar as falhas e propor soluções para modernizar o sistema e ajudar a população no seu dia a dia.

O levantamento de informações sobre como funciona o transporte coletivo começou ontem. Uma equipe com 25 profissionais da UFSC está envolvida no trabalho técnico.

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O levantamento de informações sobre como funciona o transporte coletivo começou ontem. Uma equipe com 25 profissionais da UFSC está envolvida no trabalho técnico.

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Serão feitas pesquisas de campo, levantamentos de dados e conversas com a comunidade.“Faremos todo o levantamento dos custos operacionais e tarifários, criação de sistemas inteligentes de transporte e georreferenciamento de dados. É uma revisão minuciosa da atual operação do transporte coletivo e a proposta de um novo modelo para licitação”, explica o coordenador do estudo, professor da UFSC Rodolfo Nicolazzi Phillipi.

No final do estudo, o laboratório deve entregar um documento com a definição do modelo ideal para o transporte público.

Além disso, a instituição vai apresentar a proposta de edital de licitação para que a prefeitura possa contratar a nova concessionária, que ficará responsável por gerir o transporte público por um longo período.

Crise

Itajaí sofre uma crise no transporte coletivo desde o final do ano passado. No dia 1º de agosto o povão foi pego de surpresa ao ver nas ruas da cidade a novata Piedade, do Paraná. A mudança aconteceu da noite para o dia e sem aviso prévio. O contrato com a empresa Transportes Coletivo, que operou durante 53 anos em Itajaí, foi rompido. A Transpiedade foi contratada de forma emergencial.

Desde então, o que tava ruim, piorou, pois o número de ônibus diminuiu drasticamente e muitas linhas estão sendo revistas. Além disso, quem tinha dinheiro no cartão SIM, que é um bilhete eletrônico comprado com antecedência na Coeltivo, ainda não conseguiu receber o dinheiro de volta.

O Procon ingressou na justiça com uma ação coletiva contra a Coletivo e pede que a justiça bloqueie os bens da empresa para garantir a devolução do dinheiro.

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Professor acredita que o problema é político

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O LabTrans foi contratado por R$ 844 mil em parceria com a fundação de Pesquisas Socioeconômicas de Itajaí (Fepesi) e deve concluir os trabalhos até novembro de 2018.

“Mesmo sendo um estudo positivo em longo prazo para o município, a prefeitura está passando por cima de uma decisão judicial, que determina que uma nova licitação para a concessão do transporte público seja feita ainda este ano,” diz o professor professor Nahor Lopes de Souza Júnior, um dos autores da ação popular que conseguiu a anulação da licitação que foi vencida pela Coletivo.

Para Nahor, a prefeitura está agindo à beira da ilegalidade ao descumprir uma decisão judicial. Nahor e o vereador Marcelo Werner (PCdoB) são os autores da ação que se arrasta desde 2009.

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Em 2014, acatando o pedido feito na ação popular, a Justiça declarou a nulidade do contrato de concessão dos serviços de transporte público coletivo de Itajaí. Mesmo assim, a empresa continuou operando e até agora a prefeitura não abriu uma nova licitação. “O que estão querendo é protelar isso, estão passando por cima da legalidade”, acusa o professor.

Nahor critica a forma da saída da Coletivo e a chegada da Transpiedade.“Fizeram tudo na madrugada, na surdina, e quem faz tudo na madrugada é delegacia, na transferência de presos. Tudo o que é de uso público tem que ter lisura, transparência, isso chega a ser ridículo”, critica.

O professor acredita que o problema é político e que o perrengue do transporte público na cidade apenas foi transferido de uma gestão para outra. “A minha luta é pela melhoria do serviço, da tarifa justa e não mudou nada. Aí prova que o problema é político”, conclui.



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