Itajaí

Família garante que parente morreu por falta de experiência de médicos e enfermeiros do hospital Marieta Konder Bornhausen

Eles têm casos de pessoas que morreram do coração e parentes afirmam que hospital não deu bola

O histórico de infartados na família Jesus incluiu ontem mais um membro. Sheila Margarete de Jesus, 37 anos, morreu no pronto-socorro do hospital Marieta Konder Bornhausen, no centrão da city peixeira. Infarto é o que a família acredita que causou a morte de Sheila. No atestado de óbito consta que a causa da morte da muié é desconhecida. Parentes dela acusam médicos e enfermeiros do hospital de negligência médica. Segundo eles, entre quinta-feira da semana passada e sábado, Sheila entrou e saiu do Marieta diversas vezes e fez uma porrada de exames que não deram em nada.

Sheila trampava na área de serviços gerais dum centro empresarial da Beira-rio, no bairro Fazenda. Terça, ela sentiu dores no peito em casa e foi dormir. Acordou na quarta sentindo um peso ainda ...

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Sheila trampava na área de serviços gerais dum centro empresarial da Beira-rio, no bairro Fazenda. Terça, ela sentiu dores no peito em casa e foi dormir. Acordou na quarta sentindo um peso ainda maior no peito. Passou o dia em casa. Quinta, a pressão aumentou e ela procurou ajuda médica no Marieta, às 9h30, com a auxílio do irmão, Antonio Luciano de Jesus, 32. Às 10h30, foi atendida e diagnosticada com dores musculares. Ela fez um eletrocardiograma e um exame de enzimas, pra medir a quantidade de sangue no coração. “Eu achei estranho, já que muitas pessoas da nossa família têm problemas cardíacos. Então, fomos pra policlínica, no São Vicente, pra ter outro diagnóstico, lembra Antonio.

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Lá, segundo o irmão, Sheila fez um eletrocardiograma, que teria apontado pra um problema no coração. Foi uma dotôra que atendeu a muié e disse que ela tava com isquemia, ou seja, falta de sangue na região do peito.

Quinta à tarde, depois de passar pela avaliação médica na policlínica, Sheila voltou pro Marieta numa ambulância da prefa, às 13h30. Fez outro eletro e novo exame pra avaliar a falta de sangue. Ela foi liberada às 20h. “Um médico apareceu berrando pra fila de pacientes aguardando consulta e dispensou todo mundo. Mandou minha irmã pra casa também”, lasca Antonio.

Mais exame

Sexta, Sheila acordou mal dinovo. Antonio percorreu novamente o caminho de quinta. Levou a mana na policlínica, onde fez novo eletro, que acusou problemas no coração. De lá, foram pro Marieta com a indicação do médico da clínica do São Viça, de que ela precisava passar imediatamente por um cardiologista. E novamente o blablablá do dia anterior. Nada nos exames do Marieta. “Enquanto eu esperava por ela, fui atrás de notícias com os enfermeiros, que afirmaram que os exames que vêm da policlínica, muitas vezes, tão com erros e por isso os do Marieta davam outra coisa”, afirma Antonio.

A véspera da morte

Sábado de manhã, Sheila retornou ao Marieta. Depois de passar por mais um eletrocardiograma e exame de sangue, o médico que a atendeu disse que, na verdade, ela tava com problema no estômago. O dotô receitou plazil e omeprazol pra moça e disse pra ela parar com a medicação pro coração que tomava há alguns anos. Ela ficou no hospital algumas horas e foi pra casa. À 1h de domingo, foi às pressas pro hospital, onde chegou desacordada e morreu às 3h34.

“Todas as vezes em que fomos ao Marieta, explicamos pros médicos que temos quatro infartados na família. Nossa mãe morreu no ano passado de infarto, ao 53 anos. Eles ignoraram totalmente o histórico da família”, lasca Antonio.

A família prometeu processar o hospital. Pra Antonio, houve despreparo dos médicos e enfermeiros que atenderam a irmã dele. Sheila deixou dois filhos, uma menina de 14 e um guri de quatro anos. Ela será enterrada hoje, às 10h, no cemitério Municipal do bairro Fazenda.

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Não atendeu

A reportagem entrou em contato com a assessora de imprensa do hospital Marieta, Roberta Ramos, que não atendeu a ligação. Foi deixada uma mensagem na caixa postal do celular da jornalista, explicando o perrengue, com um telefone de contato. Mas, até o fechamento da edição, o Marieta não havia se manifestado.

 

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