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Itajaí

Itajaí tem dia triste e ruas espelham o drama da população

Muitos andavam pela cidade sem saber o que fazer ou pra onde ir. A maioria dos comércios não abriu as portas

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Ruas vazias, comércio fechado e pessoas vagando pela cidade sem saber exatamente o que fazer ou pra onde ir. Esse foi o retrato do dia 9 de setembro de 2011, em Itajaí. Na data em que as águas dos rios Itajaí-açu e Itajaí-mirim começaram a invadir as ruas, o semblante do povo peixeiro era de preocupação e receio, pois todos, de uma forma ou outra, foram atingidos pela enchente que ameaça e acua o povão. Às 16h30, Itajaí tinha mais de 150 ruas alagadas e pelo menos 17 mil desalojados. Um pico de maré alta esperado pra meia-noite e meia poderia ser o momento mais crítico das cheias, pois a água que estava chegando ficaria represada pela maré.

Às 13h10 de sexta, o DIARINHO chegou à rua Manoel Pedro Simas, na Vila da Miséria, no bairro Cordeiros, onde a água marrom chegava na altura da cintura. Nesse horário, muitas pessoas ainda deixavam suas casas apenas com a roupa do corpo. Outras, como a doméstica Zoeli Rodrigues, 54 anos, ficavam olhando pro nada com a angústia de quem não tem uma direção pra tomar. “Nem os meus documentos eu peguei, minha casa tá embaixo d’água e eu não sei o que faço”, disse, chorando. Zoeli tava na casa de uma colega de trabalho, mas talvez precisasse sair de lá.

Ao seguir em frente, a reportagem encontrou armadilhas que a água esconde: cacos de vidro, buracos e pedaços de árvore eram alguns deles. Muitas casas da Vila da Miséria já estavam vazias, diferente ...

 

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Às 13h10 de sexta, o DIARINHO chegou à rua Manoel Pedro Simas, na Vila da Miséria, no bairro Cordeiros, onde a água marrom chegava na altura da cintura. Nesse horário, muitas pessoas ainda deixavam suas casas apenas com a roupa do corpo. Outras, como a doméstica Zoeli Rodrigues, 54 anos, ficavam olhando pro nada com a angústia de quem não tem uma direção pra tomar. “Nem os meus documentos eu peguei, minha casa tá embaixo d’água e eu não sei o que faço”, disse, chorando. Zoeli tava na casa de uma colega de trabalho, mas talvez precisasse sair de lá.

Ao seguir em frente, a reportagem encontrou armadilhas que a água esconde: cacos de vidro, buracos e pedaços de árvore eram alguns deles. Muitas casas da Vila da Miséria já estavam vazias, diferente do encontrado na residência 205 da rua Manoel Pedro Simas, onde sete pessoas ocupavam o 2° andar da baia tomada pela água. O construtor Nelson Nantes, 54, disse que no seu lar estavam parentes e vizinhos. Pra ele, o mais difícil era explicar o que tava acontecendo pra pequena neta de três anos. “Ela pergunta ‘por que tanta água?’. Mas um dia ela vai saber”, conforma-se Nelson.



Ontem, toda a cidade de Itajaí teve o abastecimento de água cortado. Alguns locais no São Vicente, na Cidade Nova, no Imaruí e nos Cordeiros já estavam sem energia elétrica. Na rua Pedro Rangel, no bairro São João, às 14h15, o portuário Junior Juvenal Garcia, 35, mostrava as marcas da água com apenas uma certeza. “A minha preocupação é com o que está por vir com a maré alta da meia-noite”, observa.

Nas placas

Os perrengues da enchente se espalharam pela city. As cheias deixaram toda a comunidade rural do Campeche e Limoeiro ilhadas. A forte correnteza arrastou a ponte pênsil do Limoeiro, impedindo a circulação de pessoas e automóveis. Na rua das Violetas, no bairro Cidade Nova, a água quase batia nas placas com nomes de rua. O autônomo Tarcisio Antônio Joaquin, 35, era o reflexo da desolação que tomou conta do povo peixeiro. “Vamos deixar na mão da natureza e de Deus”, confia.





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