Itajaí

"Só quem participa sente a emoção de estar ajudando"

O corretor de imóveis Antonio Carlos Cabral Júnior, 30 anos, faz parte do Jeep Club Itajaí. Na quinta-feira, logo após ter a confirmação que uma nova enchente atingiria a cidade, ele iniciou os preparativos. Chamou os irmãos e juntos levantaram os móveis de sua casa, no Dom Bosco. Depois encheu o tanque da caminhonete, colocou uma mochila dentro do carro e não voltou mais para casa. Foi para as ruas ajudar os mais necessitados que ele.

Cabral rodou a cidade de carro, para saber onde tinha mais gente precisando de sua ajuda. O primeiro trabalho voluntário foi ajudar os bombeiros a chegar até uma casa alagada no Promorar. A bordo ...

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Cabral rodou a cidade de carro, para saber onde tinha mais gente precisando de sua ajuda. O primeiro trabalho voluntário foi ajudar os bombeiros a chegar até uma casa alagada no Promorar. A bordo de um 4x4, ele engatou a lancha e puxou os bombeiros até onde o carro conseguia ir. De lá, os homens do salvamento foram resgatar mais uma família. Cabral e mais companheiros do Jeep Club ficaram de prontidão na defesa civil, onde ajudavam as pessoas que pediam água ou um auxílio para chegar ou sair de casa.

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No sábado à noite, o grupo recebeu uma doação de colchões e fez a primeira entrega. Levaram cerca de 50 colchões no abrigo montado no Nilton Kucker, onde a galera estava dormindo no chão frio. “A gente carregou uns cinco carros e levou neste abrigo, fizemos a felicidade deles lá”, comenta Cabral.

No domingo, Cabral e os companheiros direcionaram a ajuda à área rural da cidade, que, segundo os moradores, estava esquecida pelo poder municipal. Pra surpresa do grupo, quando chegaram em uma casa da Volta de Cima para entregar comida, o morador não aceitou a doação. “Ele pediu para entregar na casa de pessoas mais necessitadas”, conta Cabral, emocionado.

Na segunda-feira, o grupo continuou entregando comida ali, pois havia muitas pessoas sem receber auxílio e a água ainda tava alta na localidade. A água da enchente demorou mais tempo para baixar na zona rural de Itajaí.

Para Cabral, o mais gratificante em ajudar em situações como esta é receber o apoio e o carinho das pessoas que foram ajudadas. “O pouquinho que a gente faz, para quem precisa, é muito gratificante. Só quem participa, presencia, é que sente a emoção de estar ajudando”, finaliza. Cabral só voltou pra casa na madrugada de domingo, quando a água começou a baixar no Dom Bosco. Ao invés de descansar, ele e os irmãos iniciaram a limpeza da casa.

IMAGEM ENCHENTE

“O que mais marca é o agradecimento das pessoas quando a gente chega. No sábado, apareceu um casal na defesa civil pedindo água para levar em uma casa onde tinham seis crianças abrigadas. A gente conseguiu chegar em um ponto bem próximo, e o carro já não entrava mais. Um amigo nosso, com um quadriciclo, colocou água em cima e levou. Nós estávamos com o casal no telefone, e as crianças começaram a chorar quando chegou a água”

LIÇÃO DA CHEIA

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“Que bom que não foi igual 2008. Dessa vez a prefeitura, a defesa civil e os bombeiros estavam mais preparados, mesmo assim muitas pessoas não acreditavam que ia encher. O aviso foi dado e deu tempo para o pessoal se preparar”



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