Itajaí

Anjinho atropelado por caminhão no quintal de casa morre no Pequeno Anjo

Motora era amigo da família da pequena Ketlim, que tinha apenas um ano e três meses

A polícia Civil de Penha abriu inquérito pra saber com detalhes como aconteceu o acidente que resultou na morte de um anjinho de apenas um ano e três meses em Penha. No final da noite de segunda-feira, a pequena Ketlim Lopes dos Santos não resistiu aos ferimentos que sofreu depois de ser atingida por um caminhão no sítio onde morava, na região da Santa Lídia, em Penha. A menina morreu no hospital Pequeno Anjo, em Itajaí, cinco horas depois do acidente. O motora do caminhão, que trampa com fretes e não teve o nome revelado pelas otoridades, era amigo da família.

Ketlim brincava no vasto quintal do sítio. Perto das 17h30, o amigo que visitava os pais da criança ligou o caminhão para sair. Para manobrar e chegar ao portão, o motora deu a ré no bruto, um Volvo ...

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Ketlim brincava no vasto quintal do sítio. Perto das 17h30, o amigo que visitava os pais da criança ligou o caminhão para sair. Para manobrar e chegar ao portão, o motora deu a ré no bruto, um Volvo modelo 608. A criança foi atingida pelo ferro do parachoque traseiro do veículo.

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Marisete Clain, técnica de enfermagem do pronto-atendimento de Penha, fez parte da equipe de profissionais de saúde que prestaram os primeiros socorros à menina. “Eles trouxeram ela para cá e nós a entubamos para ventilar. Fizemos o que foi possível”, contou Marisete, sem conseguir esconder a tristeza que sentia pelo desfecho da história.

Percebendo a gravidade da situação, o pessoal do PA da Penha mandou o anjinho às pressas ao pronto socorro do Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí. Numa ambulância da secretaria de Saúde, Ketlin deixou o PA perto das 18h. Sua morte foi oficialmente registrada às 22h, na UTI do hospital infantil. “Ela foi levada para o Pequeno Anjo para ver o que ainda poderia ser feito por ela. Lá descobrimos que ela realmente não havia resistido”, comentou a técnica de enfermagem do postinho da Penha.

O delegado Procópio Batista Ferreira Neto abriu ontem um inquérito pra apurar o acidente. “Vamos verificar se houve negligência por parte do motorista que estava ao volante do caminhão. Os envolvidos serão chamados para depor a partir de hoje [ontem]”, afirmou o dotô.

Irmão mais velho lembra jeitinho de Ketlin

Quieto, cabisbaixo mas sereno. Assim Thiago Henrique Lopes Silva, 19 anos, se despediu da maninha caçula, ontem, durante o velório. O jovem conversou com o DIARINHO e lembrou os momentos felizes que viveu ao lado da irmã.

Com nove meses, lembrou, Ketlim já andava. Ultimamente, disse, a menina gostava de ouvir os CDs da cantora Paula Fernandes. Pra ele, essa outra característica da maninha que mostrava como ela era uma menina esperta e precoce. “Ela vivia pedindo para botar os CDs da Paula Fernandes. Já falava as primeiras palavras. Dizia ‘mamãe’ e ‘papai’”, conta, com nostalgia, o irmão.

Thiago trabalhava quando soube do acidente. Ao chegar em casa às pressas, encontrou a irmãzinha ainda por lá e inconsciente. Não havia mais o que fazer por ela, acredita. “Minha irmã sempre foi uma criança alegre e divertida”, disse, com um olhar que parecia estar em outro lugar. Ketlim seria batizada no mês que vem.

Madrinha viu a desgraça acontecer e contou ao DIARINHO como foi o acidente

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O velório da pequena Ketlim rolou na capelinha mortuária do cemitério do centro da Penha. Além de parentes, vizinhos e amigos da família, também estava por lá a madrinha da menina. A mulher tinha razões em dobro para ainda estar chocada. Além do carinho que tinha pelo anjinho, viu com os próprios olhos toda a desgraça acontecer.

Pra madrinha de Ketlim, que pediu para não ter o nome divulgado, não há culpados pelo acidente. “O caminhão dava a ré devagar e ela (a criança) vinha correndo. Ela esbarrou no parachoque, caiu e bateu a cabecinha numa pedra pequena. Foi uma pedra desse tamanhinho que a matou”, conta a madrinha, mostrando com a mão que a pedra tinha o tamanho aproximado de uma laranja.

É por isso que, para ela, o motora do caminhão de frete não teria culpa pela desgraça. “Ele era bem amigo da família. Não teve culpa. Foi uma fatalidade o que aconteceu”, opinou, lembrando que o rapaz, assim como ela, era bem amigo dos pais de Ketlin e já se conheciam há anos.

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