Itajaí

Músico e guia turístico que ajudou a divulgar Balneário tá malzão e precisa de ajuda pra sobreviver

Simpático e cheio de alegria, Palheta é considerado um dos responsáveis pela divulgação da city no Mercosul nos idos dos anos 80

Uma das figuras mais conhecidas do Balneário Camboriú precisa de ajuda. O músico, dançarino e guia turístico Luís Antônio Augusto, 70 anos, o Palheta, está com uma doença grave na cabeça e mal consegue simexer. O cara teve uma vida ativa e sempre foi famoso pela alegria e simpatia. Ganhou fama na Maravilha do Atlântico nos anos 80 por cativar visitantes de todo o Mercosul. “Ele foi um dos responsáveis pelo turismo dos argentinos aqui em Balneário”, afirma o vice-prefeito Claudio Dalvesco (PR).

Palheta ganhou tanta fama que era convidado pelos gringos pra ir pros outros países da América Latina. “Ele era muito alegre, educado, nunca teve vícios”, relembra Dalvesco. Na city, como músico ...

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Palheta ganhou tanta fama que era convidado pelos gringos pra ir pros outros países da América Latina. “Ele era muito alegre, educado, nunca teve vícios”, relembra Dalvesco. Na city, como músico de MPB e samba, ajudou a fundar diversos clubes, inclusive o Z, na via Gastronômica.

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Apesar de ser tão ativo, o cara foi tomado por um câncer na cabeça. O tumor fez com que ele se aposentasse em 2008. Desde então, vive entre hospitais e pousadas. Já passou por três cirurgias e está muito fraco. Ele precisa de ajuda pra trocar diariamente os curativos. A prefa ajudou com a internação nos hospitais e até na aquisição de curativos.

Desde sábado, Palheta tá abrigado no Lar Betesda, no bairro Taboleiro, em Camboriú. Por lá, encontrou o carinho da dona Maria Terezinha Jasper, além de alimento, cama quentinha e toda atenção de um enfermeiro. O músico afirma que está muito feliz com a nova moradia. “Não quero ficar no lar de velhinhos. Sou muito novo”, diz.

No fundo de uma cama, com dores nas pernas, lombar e braços, Palheta chora ao lembrar da época que era saudável. Relembra com carinho das turnês que fazia pelo Mercosul, dos amigos, das rodas de samba e das tardes ensinando lambada aos gringos. Chegou até a participar de programas de televisão famosos da Argentina.

“Todo mundo conhecia Palheta,” fala, com saudades.

A responsável pelo lar conta que fez questão de cuidar de Palheta e diz que agora precisa do auxílio do povão. Ela precisa de auxílio para arrecadação de roupas e mantimentos, além de ajuda de pessoas da área da saúde. “Estamos fazendo o que podemos pra ver ele bem. Quando estiver melhor quero vê-lo subindo escada,” planeja.

Amigos

Como não tem família, Palheta conta com a ajuda de amigos pra sobreviver. Leandro Correa Marin conhece Palheta há mais de 10 anos e está triste com a situação. Foi ele quem procurou o DIARINHO. Leandro conta que, até semana passada, o colega tava hospedado em uma pousada na marginal Oeste. “Ele vivia caindo pelo corredor, se arrastando”, lamenta. O cara afirma que ajuda com alimentos, curativos e dá atenção da forma que pode, mas não tem tempo pra passar o dia todo ao lado do amigo.

Chateado com a situação, Leandro chegou a registrar um apelo no Ministério Público. “Quero comover a sociedade e o poder público”, lascou. Quem quiser ajudar o Palheta pode ligar pro (47) 9915-2855.

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Mais sobre o Palheta

Criado em orfanato, Palheta nunca teve família. Vivia sozinho na city. Com talento nato, seguiu a carreira de músico. Pelos anos 70, fez fama no Balneário se apresentando em bailes no município. Fera em viola, conquistava o público com MPB e samba. Foi aí que fez amigos gringos da Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai. Nessa época, se tornou um dos maiores guias turísticos do Balneário.

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Simpático, começou a ser convidado pra conhecer os países dos visitantes, tudo na faixa. Por lá, divulgava o Balneário e incentivava pra que novos visitantes viessem pra cá. No Brasil, o cara rodou pelo Paraná, Sampa e principalmente Rio de Janeiro, com duas mulatas como parceiras. Em todas as apresentações nacionais e internacionais, divulgava um vídeo de Balneário Camboriú e convidava a galera pra vir até a cidade.



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