Itajaí

Pagar dívidas ou investir num sonho são boas opções pra usar o 13º

Sabichões indicam as melhores formas de gastar a grana da gratificação de Natal

Há três anos, Márcia Douets tem destino certo para o dinheiro do 13º salário. “Faz tempo que não faço outra coisa que não investir na casa”, diz a bancária de 42 anos, que mora com a filha no loteamento Nilo Bittencourt, no bairro São Vicente, em Itajaí. Desta vez, a grana da gratificação natalina, que por lei todo trabalhador tem direito, vai pra compra dos pisos de um dos banheiros da baia.

Pro advogado Rafael Martins, chefão da procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon) da prefa peixeira, a decisão da bancária é uma das opções inteligentes que se tem pra usar a bufunfa do 13º. “ ...

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Pro advogado Rafael Martins, chefão da procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon) da prefa peixeira, a decisão da bancária é uma das opções inteligentes que se tem pra usar a bufunfa do 13º. “Ela tá certa. Pegar o dinheiro e barganhar nas compras à vista ajuda a poupar”, opina o dotô.

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Mas, pra Rafael, há um outro uso pra grana da gratificação natalina que deve ter prioridade. “É pagar dívidas antes de mais nada”, afirma. “Depois, sim, usar esse dinheiro para fazer compras à vista, evitando assim parcelamentos e juros”, completa.

O chefão da Procon também alerta pra que o povão não se iluda com o dinheiro a mais que vem com o 13º e acabe dando a grana como primeira parcela de alguma prestação grande. “É bom evitar começar o próximo ano já com dívidas”, lasca.

Pra quem tem filho pequeno, sugere o advogado especialista em relações de consumo, uma boa opção é guardar todo ou parte do 13º pra comprar os materiais escolares em dezembro ou janeiro, quando os preços ainda não estão inflacionados e os colégios já liberaram a lista das compras.

Pra economista, dinheiro extra deve ser investido na satisfação pessoal

O economista Ricardo de Castro Guedes também não tem dúvidas de que a bancária Márcia Douets fez uma boa opção em decidir colocar a grana do 13º na reforma da casa. Mas as razões que ele aponta são bem diferentes das citadas pelo chefão da Procon. “Ela tá aplicando num sonho, que é o da casa, e satisfação pessoal é importante”, diz o sabichão, que é professor do curso de Economia da Univali.

Basicamente, diz o professor Guedes, os economistas costumam ter duas orientações diferentes pra quem ainda não decidiu como usar o dinheiro da gratificação de Natal. “Ou você paga as dívidas mais caras ou realmente usa esse dinheiro pra uma ação que você não faria comumente, como comprar um produto que não pode adquirir com seu orçamento normal”, explica. Pra ele, as duas correntes tão certas, mas sua simpatia é mesmo pela segunda opção. “É um dinheiro que tá vindo à parte do seu orçamento. Se não servir pra te dar satisfação, pra te dar prazer, aí perde a graça do 13º”, conclui.

A bancária Márcia, acostumada a lidar com dinheiro todo santo dia, tem opinião parecida com a do professor da Univali. “Adiantar o pagamento de dívidas é uma boa, mas investir em relacionamento também é. Tipo viajar com a família. Afinal, trabalhamos pra quê?”, provoca.

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Mas mesmo a satisfação pessoal, ressalta Márcia, deve ser temperada com uma boa dose de pé no chão. Senão o dinheiro vai embora e acaba sendo pouco aproveitado. “Só não recomendo gastanças com festas e bugigangas natalinas”, faz questão de dizer.

Patrãozada tem que cuidar com as armadilhas

A especialista Patrícia Raquel faz um alerta pra empresários, contadores e chefes dos setores de recursos: “É preciso ficar muito atento na hora de calcular a gratificação natalina, porque todas as ocorrências salariais do ano refletem no 13º”.

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As tais ocorrências de que fala Patrícia são as horas extras e os adicionais, como os de periculosidade, de insalubridade ou de horas noturnas. Todos esses pagamentos feitos durante o ano ao trabalhador devem entrar no cálculo da gratificação, explica a sabichona. Até abonos e outras gratificações dados ao peão vão entrar no balaio do cálculo.

Patrícia também chama a atenção pra forma da conta. “As médias de horas extras têm que ser feitas pelo salário atual, com valores de hoje, e não com base na média de tempo trabalhado”, ensina ainda.

Quem erra ou tenta enganar o trabalhador com um cálculo incorreto acaba pagando caro mais tarde, observa a especialista. É que há o risco – e grande – do engano ser descoberto pelo pessoal do ministério do Trabalho e dos sindicatos de trabalhadores na hora da recisão salarial. Aí, além de multa, o negócio pode acabar na justiça.

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