Os sabichões da prefa admitiram que os brutos pesadões, que traziam areia do parque do Atalaia, ajudaram a detonar de vez a ponte do ribeirão Schneider, no bairro Fazenda, em Itajaí. Na sexta-feira passada apareceram rachaduras na ponte e os engenheiros da secretaria de Obras constataram que a estrutura cedeu cerca de 20 centímetros. Ontem, desde as 14h, a ponte foi interditada pro trânsito. Tudo para facilitar o trabalho dos peões que estão colocando um reforço nas vigas. Apenas ziquinhas e pedestres podem passar pelo local. A prefa espera liberar o tráfego a partir de amanhã.
Segundo Marcelo Souza, engenheiro da secretaria de Obras e responsável pela reforma, a parte estrutural da ponte já tava capenga, mas o tráfego diário de brutos carregados de areia do parque do ...
Segundo Marcelo Souza, engenheiro da secretaria de Obras e responsável pela reforma, a parte estrutural da ponte já tava capenga, mas o tráfego diário de brutos carregados de areia do parque do Atalaia terminou de detoná-la. Os caminhões socados de terra chegavam a pesar 15 toneladas. A estrutura já estava comprometida. O que houve foi a aceleração desse processo de arruinamento da estrutura de concreto. Um caminhão cheio de areia chega a ter 15 toneladas de peso. Mas não tínhamos muitas opções, analisa o engenheiro, que ainda informou que a prefa monitorou o risco de desabamento. Se não fosse pela ponte, os caminhões poderiam arrebentar o calçamento das ruas do caminho alternativo. Mas sempre controlamos o nível da ponte pra saber se havia ou não risco de cair, jura o sabichão.
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A prefa também informou que a ponte de Cabeçudas foi construída em 1949 e que já estava precisando de uma garibada. O secretário de Obras peixeiro, Tarcízio Zanelato, explica que até o final de janeiro a city já deve ter uma nova estrutura no local. Se fôssemos fazer uma ponte nova, contando com o processo de licitação e tudo mais, levaria no mínimo seis meses. O sistema de galeria é uma solução mais ágil. Não é necessário fazer licitação e vai sair mais barato, algo em torno de R$ 150 mil, afirma o bagrão.
Por onde passar
A Codetran avisa que tem uma rota alternativa pros motoras que não podem passar pela ponte. A recomendação é pra que os motoristas que vêm no sentido centro/praias retornem pra avenida Sete de Setembro através da rua Antônio M. Moreira até chegar à rua Florianópolis (altura do posto do Tibério) e sigam pela rua Gumercindo Rocha até a avenida deputado Francisco Evaristo Canziani. Já quem vem no sentido praia/centro deve seguir pela rua Gumercindo Rocha até chegar na rua deputado Francisco Evaristo Canziani. A interdição permanecerá até que os trabalhos sejam concluídos.