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Itajaí

Capital do Marisco já tem locais com a água rareando

Água já virou figurinha difícil nos bairros São Miguel e Armação, na Penha. Prefeitura jura que o abastecimento tá normalizado

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Dona Rosane Cordeiros dos San­tos, 48 anos, tá com a pulga atrás da orelha por conta do abastecimen­to de água na Armação, em Penha, neste final de ano. Tudo por conta dos problemas que isso traz pra sua pousada, que fica repleta de turistas por estes dias. “Antes do Natal fica­mos sem água um dia. Agora ainda não faltou, mas a água já tá saindo bem fraquinha, e isso incomoda os visitantes”, conta a proprietária da pousada Duas Irmãs, que fica na rua Alfredo Brunetti.


No bairro de São Miguel, o proble­ma é o mesmo da Armação e atrapa­lha quem resolveu tirar uns dias de férias na localidade. O técnico em eletrônica Adenilson de Souza, 32, chegou de Caçador, no ...

 

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No bairro de São Miguel, o proble­ma é o mesmo da Armação e atrapa­lha quem resolveu tirar uns dias de férias na localidade. O técnico em eletrônica Adenilson de Souza, 32, chegou de Caçador, no oeste cata­rinense, na noite de quarta-feira e, desde então, o banho só é possível de madrugada, quando lentamente entra um pouco de água. “Tá hor­rível essa falta de água aqui em Penha, porque sem ela não se faz nada, ainda mais com uma crian­ça pequena como é o nosso caso”, disse, enquanto via seu filhinho brincar na areia da praia.

Só da cachoeira

Pra mais de uma dezena de mo­radores da avenida Timóteo Perfei­to Flores, na Armação, daqui até o final de verão, água todo dia só aquela que vem da cachoeira Mãe D’Água, que fica no alto do morro da praia Vermelha, bem na frente da casa do pescador João Xavier da Costa, 38. Segundo ele, a pequena torneira que fica num terreno que atende oito famílias, é usada pra lavar a louça e as roupas e, em ca­sos extremos, até uma tentativa de banho já ocorreu por ali. “Se não fosse a cachoeira, não se fazia nada aqui”, reclama.

Só falta na parte alta

O procurador jurídico do municí­pio e gestor da autarquia Águas de Itapocorói, Wagner Borges Figuei­redo, jurou que o abastecimento até ontem ainda estava normali­zado, mas disse que, entre hoje e amanhã, pode sim faltar água em alguns lugares da cidade, princi­palmente nas regiões mais altas, como a praia Grande e São Mi­guel. Segundo Wagner, por en­quanto as reclamações que che­gam se referem à baixa pressão nas torneiras. “Esperamos que não falte água, porque a prefei­tura fechou, nos últimos dias, 15 grandes vazamentos pela cida­de”, argumenta

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Itapema conseguiu resolver o problema da falta d´água

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Das cinco cidades em que faltava água todo fim de ano, apenas uma conseguiu resolver o perrengue: Itapema. Desde 2004, a capital do Ultraleve já investiu mais de R$ 65 milhões em obras nos sistemas de produção e distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto no município. O comerciante José Mauro Adami, 50 anos, confirma o fim do pro­blema. “Esse é o quarto ano que con­sigo chegar em casa depois do trabalho e tomar um banho. Isso é muito bom”, sentencia, dizendo que até o humor dos fregueses é outro.

O presidente da Águas de Itapema, empresa que cuida da água na city, Ma­noel Motta Netto, afirma que a cons­trução de duas lagoas de acumulação de água bruta, que armazenam até 232 milhões de litros de água, foram decisi­vas pra solucionar a secura na cidade. Além disso, diz Manoel, a reforma das estações de tratamento de água ajudou a acabar com o perrengue. “Em 2004, as ETAs (estação de tratamento de águas) existentes em Itapema produziam até 316 millitros de água por hora. Hoje, o volume ultrapassa o 1,7 milhão de li­tros/hora. Os últimos quatro anos foram de abastecimento normal”, conta.

Manoel lista outras duas obras como fundamentais: ampliação de reservató­rios de água tratada – o volume arma­zenado saltou de 800 mil litros pra 5 milhões de litros -, e substituição de tubulações antigas, por novas, com diâmetro maior pra atender ao cres­cimento populacional da city. “Troca­mos os motores, inversores e transfor­madores do sistema de distribuição de água. Foram investidos R$ 65 milhões nas obras”, enumera.

Comerciantes que vendem água comemoram a secura nas torneiras

Quando as torneiras secam e a água não chega, o povão tende a ficar nervoso, mas alguns são apenas sorrisos com uma situação tão comum nas nossas praias. Em Balneário Camboriú, o gerente administrativo Ro­drigo Wruck, da empresa Água Ariribá, que faz venda de água através de caminhões-pipa, diz que as vendas tão boas neste fim de 2011, mas podem melhorar no início de 2012. Em janeiro, afirma, o consumo aumenta e multiplicam as elevadas quantias do líquido gasto no Natal. “Nessa época, con­seguimos dobrar o faturamento, principalmente com as vendas em condomínios de Balneário, Penha e Navegantes”, fala.

Também confiante, a comer­ciante Maristela da Rosa, 40 anos, proprietária da Água Potável, em Camboriú, disse que espera­va mais destes dias, entretanto, considera que o movimento deva aumentar a partir de hoje, quando muita gente ainda vai chegar por aqui pra curtir as festas. Segundo Maristela, as torneiras só não estão na secura total porque, ela diz, a prefa diminui a vazão pra não fal­tar o líquido. “Eles jogam a vazão fraquinha pra não faltar”, conta.

Se faltar, pode chamar: Água Ariribá: (47)3360-2049 - (47)9172- 0278 ou Água Potável: 47 3264-1797

Capital do Mergulho fica sem água durante o dia

Sérgio Santos, chefe da companhia Catarinense de Água e Saneamento (Casan), em Bombinhas, diz que o pro­blema do desabastecimento é grande na capital do Mergulho. O horário em que as torneiras secam, afirma, é entre as 9 e 19h. Pra tentar minimizar o perrengue, diz Sérgio, uma equipe da Casan estava montando ontem um sistema de poços artesianos, onde foi montada uma esta­ção de tratamento pra atender Bombas e Bombinhas, pelo menos até o fim do ve­rão. “Tentaremos minimizar o problema de todas as formas”, promete.




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